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Mostrando postagens de Abril, 2016

Orologeria

Relógios mecânicos são o estado de arte da capacidade humana em desenvolver engrenagens autônomas. Sempre digo que se a mecanologia empregada nos relógios fosse desenvolvida para a mecânica dos automóveis, teríamos engenhos autônomos nos veículos, que entregariam tração sem necessidade de combustíveis, pois já há relógios a corda que funcionam 72 horas com um único ciclo e há aqueles automáticos que permanecem em funcionamento por igual período de tempo, fora do braço. Como a mecânica dos relógios já está francamente desenvolvida, as relojoarias de renome procuram investir em movimentos e complicações que diferenciem as suas linhas, assim como no luxo e na exclusividade das suas confecções. Abaixo, sete dos mais caros relógios do mundo, lançados desde 2013, quando se fez o mais recente revival da relojoaria de luxo mundial:

Não fica um, meu irmão

Serra Pelada

Vira e mexe, aparecem umas fotografias daquele que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo, a Serra Pelada. As fotos abaixo eu vi em um sítio russo, infelizmente sem os devidos créditos ao fotógrafo. Mesmo assim resolvi postar. Acho que eu já contei aqui as minhas aventuras na Serra Pelada. Mas isso é outra história. Vejam as fotos:

Quando o sujo relata o mal lavado

O relator do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), anda em saia justa pelos corredores do Planalto. É que ele foi governador das Minas Gerais e, como default (se vocês souberam de algum que não fez, avisem para canonizarmos), praticou as malsinadas pedaladas fiscais, pelas quais a presidente Dilma está em vias de perder o mandato, ou seja, o senador Anastasia vai propor condenação por um “crime” que ele também cometeu. Além das pedaladas fiscais, Anastasia cometeu outro ato de improbidade pelo qual a presidente Dilma é acusada, e que todos os prefeitos e governadores são useiros e vezeiros em praticar: abriu créditos suplementares além do autorizado pelo Legislativo na Lei de Orçamento. Pelo costume do cachimbo, os chefes do Poder Executivo fazem isso e depois enviam projeto de lei para o Poder Legislativo para remediar o alcance, pois confiam que a base parlamentar vai aprovar o remendo. a boca da presidente Dilma só entortou porq

Sem transição

Em reunião ontem (27), no Palácio do Planalto, o politburo petista, comandado pelo ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, resolveu transformar a Presidência da República em prefeitura de interior, onde as acirradíssimas disputas municipais, via de regra, arrasam os latifúndios e o prefeito eleito assume sem saber onde pisar, eis que aquele que saiu não lhe diz nem até mais ver. Aquiesceram os áulicos aos fatos e concluíram que só um milagre evitaria o afastamento da presidente Dilma, pelo Senado, nessa primeira votação, quando se exige apenas maioria simples. Intuíram, todavia, que ainda podem impedir que, ao final, Michel Temer, empossado por 180 dias, alcance os dois terços necessários para cassar a presidente, por isso, resolveram que o Planalto não fará o processo de transição a Michel, e ele que se vire para descobrir onde é o banheiro, quando lhe vir a dor de barriga, ou seja, para a turma a Presidência não é da República, mas de Dilma. O politburo, inobstante, jus

Turista acidental

A ilustração de Kleber Sales, para o Estadão, do ministro do Turismo, Alessandro Teixeira e a sua amada esposa, Milena Santos, que “causaram” com a sessão de fotos no gabinete do Ministro, no início da semana.

Alucinógenos

João Pedro Stédile, da coordenação nacional do Movimento dos Sem Terra (MST), Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), foram recebidos na segunda-feira (25), no Palácio do Planalto, pela presidente Dilma Rousseff. A trupe foi apresentar a fatura por liderar as manifestações contra o impeachment e semear o discurso do terror, de que caso Michel Temer venha a assumir a presidência, ele “não terá um dia de paz”. E qual foi o teor da duplicata levada a desconto pelos movimentos sociais? O mesmo que os partidos políticos sempre apresentam no balcão: cargos. Stédile, Wagner e Boulos querem que Dilma nomeie “ integrantes dos movimentos para vagas deixadas por partidos que abandonaram o governo para apoiar o impeachment ”. Mas para dourar a pílula e não serem chamados de fisiologistas, eles também acenaram para a geral e requereram o “ reajuste do valor do Bolsa Família, a retirada do Congre

Os sem banda

A charge acima traduz a precipitação do presidente da Anatel, João Rezende, que, a priori, bancou a chave de braço das provedoras que tentam limitar a franquia da internet fixa, alegando “ limitações técnicas de rede ”. A grita geral fez a Anatel suspender a imposição das provedores por 90 dias e depois, quando enxergou o engodo, proibir a medida até que se esclareçam os mecanismos a serem adotados para que o estorvo vingue, ou não, o que seria melhor. O fato é que os heavy users (usuários pesados) não chegam a 10% da base nacional e a rede suporta, sem problemas, este contingente, não havendo, portanto, justificativa técnica para a limitação. Se há necessidade de aumentar a bitola dos tubos por onde trafegam os dados, que as operadoras empreitem a alavancagem da rede, pois foram concessionadas para prestar os serviços e os usuários pagam, caríssimo, por eles. Na verdade, o que há é uma investida financeira para aumentar preços e favorecer os serviços de TV paga, que a maioria das p

A primeira dama do Ministério do Turismo

A beldade acima vem a ser a senhora Milena Santos, Miss Bumbum Miami 2013, e esposa do recém empossado ministro do Turismo Alessandro Teixeira. A foto foi tomada ontem (25), no gabinete do ministro, e publicada por Milena no seu Facebook, avisando os amigos e seguidores o seu “ primeiro dia de Primeira Dama do Ministério do Turismo do Brasil ”. E para não se rogar, Milena ainda gabou-se:  “ Ao lado de um grande homem, existe sempre uma linda e poderosa mulher ”. E postou outra foto trocando um colóquio bilabial com o maridão, em pleno gabinete ministerial: Consultado, o Ministério do Turismo confirmou a veracidade, esclarecendo que “ Milena Santos publicou fotos ao lado do marido na sua rede social sem imaginar que iria despertar o interesse da mídia ”. Imagina... No Facebook de Milena, o comentarista Paulo Sánt Jr., exclama, irreverente: “Uma verdadeira atração turística!!” É claro que o Brasil tem jeito! Esses arroubos não passam de uma constipação.

Não confunda rispidez com capacidade

Há 50 anos no PMDB e um dos mais longevos políticos brasileiros, o ex-governador, ex-deputado federal, ex-ministro e ex-senador gaúcho Pedro Simon, aos 86 anos, embora aposentado, continua sendo uma das mais bem avaliadas referências da boa política nacional. Simon é um dos defensores do novo mantra que um grupo de senadores tenta entoar na República: uma espécie de movimento “nem Dilma nem Temer”, que faria chover através de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) instituindo eleições para presidente e vice-presidente da República no vindouro mês de outubro, juntamente com as eleições municipais. A ideia dificilmente vingará , tanto no Congresso quanto, se aprovada, no Supremo Tribunal Federal, por conta do princípio da anualidade do Direito Eleitoral, que determina que toda mudança no processo não tem vigência no mesmo ano em que que é instituída. Para que a empreitada vingasse, seria necessário um pacto nacional, incluídos todos os partidos e o STF, ou, mais remoto ainda, torn

Queimando os navios

Em 1993, Lula desancou o Congresso Nacional ao afirmar que havia “ no congresso uma minoria que se preocupa e trabalha pelo país, mas há uma maioria de uns trezentos picaretas que defende apenas seus próprios interesses ”. A frase de Lula persiste na atualidade, pois nada autoriza afirmar que a lógica se tenha invertido, mas ao usar o termo “quadrilha legislativa” de forma inespecífica, quando 367 deputados votaram pelo impeachment, e intuindo que eles têm correspondência de interesses pactuados com membros do Senado, onde o impeachment toma curso, Lula demonstra que já concluiu que o processo não tem volta, rasgando qualquer diálogo parlamentar que poderia ser resguardado em caso de a presidente Dilma não ser impedida ao final. Há um brocardo jurídico opinando que “ todo aquele que advoga em causa própria tem um idiota como cliente e um imbecil como advogado ”. Tanto Lula quanto Dilma perderam a tramontana e deveriam considerar, nas circunstâncias, ter profissionais para tentar, n

Todos contra Eduardo Cunha

A tira de Bennett sobre a pesquisa que indica que 81% dos brasileiros querem o mandato do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cassado.

O equívoco da apologia do golpe

Reunião de avaliação no Palácio do Planalto, entre os propagandistas da crise na qual o governo se meteu com o impeachment, impediu a presidente Dilma de usar a “apologia do golpe” na sua fala institucional na ONU, em Nova York, semana passada, aconselhando-a a continuar com o discurso apenas de forma panfletária, como tem feito no Brasil. A intelligentsia que conduz os passos de Dilma Rousseff na abordagem da crise concluiu que a “apologia do golpe” foi o melhor contra ponto semântico ao impeachment, pois, além de ter unido a militância lulo-petista em torno de uma presidente antes isolada do seu próprio sustentáculo político-eleitoral, também lhe trouxe para o entorno lideranças de extrema esquerda que, embora não a apoiem, entrincheiraram-se contra o seu impedimento. Este nicho de extrema esquerda, opino, coloca-se contra o impedimento de Dilma menos por estruturalismo político e mais por conveniência mecânica, pois entendem que a saída da presidente será a ascensão eventual da “e

As falas dos deputados, a apologia à tortura e a liberdade de expressão

As falas dos deputados ao proferirem os seus votos a favor do impeachment na Câmara Federal viraram memes nas redes sociais. Na verdade, caçoamos de nós mesmos, afinal, ninguém ali foi nomeado(a) pela rainha da Inglaterra ou chegou à Câmara Federal em um disco voador, vindo de outro planeta: falavam a quem os elegeu. Mas enquanto a todos os outros restou a pilhéria, ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) volveu-se a indignação, por ele ter feito a apologia da tortura ao exaltar o mais provado torturador da ditadura, o coronel Brilhante Ustra. Diante da grita geral, a OAB/RJ anunciou que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a cassação do mandato de Bolsonaro, por ele incitar um crime de lesa pátria, o que excede a garantia constitucional parlamentar da imunidade expressiva. Em socorro da OAB/RJ, vem o advogado paraense Ismael Moraes, que acosta em seu artigo “ Precedente do STF Justifica Cassação de Bolsonaro ”, que o Supremo Tribunal Federal, “por maioria de sete a

Prince

Michael Jackson foi o maior astro pop gestado nos anos 80. Mas a indesejada das gentes levou ontem (21), aos 57 anos, um dos mais completos gênios musicais dos mesmos anos que criaram Jacko: Prince, que passeava em estado de arte entre o soul, o pop, o rock e até uma espécie de precursor do funk. Com aqueles gêneros bem manejados, Prince não apenas fez moda: fazendo o que é comum aos gênios, criou um estilo. O estilo Prince, seguido, a partir dos acordes finíssimos da sua guitarra, por todo o decorrer do século XX. O raiar do século XXI não foi bom para Prince , menos pelo seu talento inato com a música e mais pela sua casmurrice com as gravadoras (brigou com todas) e não se ter conseguido atualizar com as formas modernas de distribuição de mídias. Mas, o artista manteve um público cativo, que o acompanhava desde os anos 80, quando ele levava multidões delirantes para os grandes espaços onde se apresentava. Eu era um desses admiradores do Prince dos anos 80, uma década musical ainda

De mal a pior

A principal publicação britânica sobre economia, a The Economist, traz na capa uma montagem que mostra o Cristo Redentor, pedindo socorro, em uma alusão à atual situação política e econômica no Brasil, opinando que “ o impeachment não resolve a situação” e sugerindo que a solução seriam “novas eleições gerais ”. A revista é factual ao desancar, além de Dilma Rousseff, toda a classe política nacional: "O fracasso não foi feito apenas pela senhora Rousseff. Toda a classe política tem levado o País para baixo através de uma combinação de negligência e corrupção. Os líderes do Brasil não ganharão o respeito de volta de seus cidadãos ou superarão os problemas econômicos a não ser que haja uma limpeza completa". E volve a sua catilinária contra a presidente e o PT: “Dilma tem responsabilidade sobre a situação porque houve incompetência do atual governo na condução da economia, o Partido dos Trabalhadores se envolveu no esquema de corrupção da Petrobras e a presidente tentou pr

Antes de Dilma

Antes da presidente Dilma Rousseff sofrer um pedido de impeachment, outros três presidentes do Brasil passaram pelo mesmo processo, de um pedido chegar a ser votado no Plenário da Câmara Federal. Dos três, apenas Fernando Collor teve o pedido aprovado na Câmara e foi cassado pelo Senado: Na era FHC, o PT entrou com cerca de 50 pedidos de impeachment contra FHC (haja tentativa de golpe), mas apenas um foi a Plenário.

A bruta flor do querer

Até creio que todos querem. O problema é que cada um quer do seu jeito.

O canto do cisne

O povo cubano sempre viveu uma relação de amor e ódio com El Comandante , como o chamam coloquialmente em Cuba, onde Fidel mantém uma fortíssima presença moral, mesmo depois da virtual derrocada das estruturas da Revolução Cubana. É aquela velha admiração que as pessoas têm por figuras tinhosas, independentemente do mérito das suas sinuosidades. Os ideais do comunismo, aos quais retoricamente se apega Fidel, não mais acalentam o povo cubano e nem renascerá em outros corações, pois o marxismo-leninismo, experimento real do comunismo puro, está morto. Sequer posso opinar, eu que vivi isso, que a aventura foi boa enquanto durou, pois cometemos os mesmos erros que as engrenagens de quaisquer sistemas cometem: o sistema, seja qual for ele, é um ideal e as engrenagens somos nós, seres humanos, que como disse Pope, somos meros truões do mundo. O nosso único mérito foi ter tentando e acreditado que conseguiríamos, pois o ser humano é aquilo que ele acredita. Mas não se pode negar que Fidel Ca

O Baile da Ilha Fiscal

Assim como a monarquia brasileira realizou o mais luxuoso baile do Império (Baile da Ilha Fiscal) com a República fungando nos seus calcanhares, em pleno fervilhar do impeachment a presidente Dilma Rousseff resolveu fazer-se à Nova York. O motivo oficial da viagem, que decola amanhã (21) e pousa de volta no domingo (24), é participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, na ONU. Inobstante, a verdadeira motivação da viagem , que já tinha sido descartada por Dilma anteriormente, é a sustentação dos seus auxiliares próximos, que foram, aliás, responsáveis por boa parte da sua débâcle , de que Dilma tem que ir “ para denunciar o golpe à imprensa internacional ” e defender o seu governo na ONU.  Como dizia a minha avó Ciló, essa é mais uma “ideia de jerico” que em absolutamente nada vai ajudar a presidente no Brasil. Antes porque a imprensa internacional está toda aqui, acompanhando o desfecho do impeachment, e diariamente repercute no mundo os eventos, e é

O Último Mestre do Ar

Sob os gritos de “Não mexam com a minha avó! Vão embora”, um pequeno chinês, de apenas 3 anos, foi a sensação das redes na terça-feira, ao ser mostrado em um vídeo, lutando bravamente com os fiscais da prefeitura que faziam uma espécie de rapa, em defesa da sua avó.

Delator afirma que Dilma tentou obstruir a Justiça. Renan Calheiros cede e antecipa Comissão Especial

Mesmo a presidente Dilma Rousseff ainda convalescendo da derrota na Câmara Federal, a imprensa não lhe dá um dia sequer de armistício: publicou ontem parte da delação premiada de Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral, que confirmou que a presidente “ tentou interferir na Lava Jato através da nomeação do desembargador Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça ”, desde que ele tivesse “ compromisso de alinhamento ” com o governo e operasse para libertar o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. A delação de Diogo Ferreira complica sobremaneira o atual ministro do STJ, Marcelo Navarro, pois foram entregues ao ministro Teori Zavascki, relator do inquérito no STF, mensagens de Whatsapp trocadas entre ambos (Navarro e Diogo) tratando do assunto de forma clara. Também ontem (19), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) , que anunciava aos quatro ventos que não cederia às pressões para esporar o processo de impeachment no Senado, cedeu apenas um dia depois

Foi mal…

O prefeito a que se referiu a deputada é o seu esposo, Ruy Muniz (PSB), da cidade de Montes Claros-MG, que foi preso pela PF, ontem (18) pela manhã, na “Operação Mascara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde”, sob a suspeita de malversação de recursos da saúde no município. Não se sabe, agora, quem tem razão: se a esposa ou a PF.

Injustiçada e indignada

Na sua primeira fala depois da votação do impeachment, ontem (18) à noite, a presidente Dilma se disse “injustiçada e indignada” com o resultado a ela imposto pela Câmara Federal. Dilma Rousseff insistiu na retórica de que enfrenta “um golpe de Estado”, e afirmou que tem "ânimo, força e coragem suficiente”, para enfrentar a batalha que será travada no Senado. A presidente sustentou a inépcia de se tentar impedi-la pelas pedaladas fiscais, opinando que “não cometeu os atos baseados em ilegalidade”, mas logo perde a tramontana ao bater-se, desnecessariamente, com o seu desafeto Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal: “É muito interessante que contra mim não há acusação de enriquecimento ilícito. Por isso, me sinto injustiçada, porque aqueles que praticaram atos ilícitos e têm contas no exterior presidem a sessão e conduzem sessões importantes como a do impeachment de um presidente da República". E, no mesmo diapasão, parte para cima do vice-presidente Michel Temer:

Como votaram as bancadas no impeachment

As bancadas do DEM, PMB, PPS, PRB, PSC, PSDB, PSL, PV e SD votaram unanimemente a favor do impeachment. As bancadas do PT, PCdoB e PSOL votaram unanimemente contra o impeachment. Os demais partidos tiveram deputados que votaram contra e a favor . O partido que entregou mais votos a favor do impeachment foi o PMDB, com 59 dos seus 67 deputados votando pelo impedimento da presidente, seguido pelo PSDB que, entregou 52 votos a favor. O partido que entregou mais votos contra o impeachment foi o PT, cujos 60 deputados votaram contra, seguido pelo PDT, que entregou 12 votos contra. Abaixo a votação por partidos:

Para variar

Uma canoa desliza pelo Rio Sucuri, uma das atrações naturais de Bonito: Há aqueles que preferem deslizar no Sucuri em boias: Ou com snorkels: As fotos são do Eduardo Vessoni, do Viagem em Pauta .

Impeachment é aprovado na Câmara e segue para o Senado, onde o governo espera reverter a derrota

“ Ela não sabe fazer política ”. Esse é o mantra de todos os políticos do Brasil, inclusive os do PT, a respeito de Dilma Rousseff, que chegou à presidência na pegada do lulo-petismo, quando o seu criador terminava um governo nos píncaros da popularidade. Quando Dilma se elegeu presidente, a onda na qual Lula surfou já quebrava, mas Dilma resolveu seguir com o rebojo, fazendo experimentos econômicos que se sustentaram durante o seu primeiro mandato, mas as escoras do tapume se romperam já no início do segundo, quando se fez necessário o ajuste fiscal, a única salvação da lavoura, mas que ia de encontro a tudo o que ela tinha se comprometido na campanha de reeleição. A condução, doravante, foi tão imperita que Dilma, além de não ter feito o ajuste, sabotada que foi pelo Congresso Nacional, com a ajuda do próprio PT, acabou sendo inapelavelmente taxada como um estelionato eleitoral. Para potencializar o desgaste, a Operação Lava Jato tomou a pauta da República e a cada capítulo escrito

O PLACAR DE VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT EM TEMPO REAL

Com início marcado para as 14h de hoje (17), a Câmara Federal votará o impeachment da presidente Dilma Rousseff, sendo necessários 342 votos para enviar a denúncia ao Senado, a quem cabe julgar a presidente. O script abaixo, elaborado pelo portal do Estadão, mostrará, em tempo real, o placar de votação da Câmara Federal. Acompanhe a votação, que deverá iniciar por volta das 17h:

Governo esboça tímida reação e Dilma Rousseff posta pronunciamento

Manifestar-se contra o impeachment, em se considerando a contagem dos três placares (Estadão, Folha e Globo) atualizados em tempo real, não é tão crucial para o governo quanto mudar os votos dos que querem impedir a presidente Dilma, pois, com números apertados, a oposição não pode perder entre dois e três votos ou poderá morrer na beira da praia. Os placares do Estadão, Folha e Globo apontam que, se não mudarem as intenções declaradas, a vitória será dos partidários do impeachment:   A favor Contra Indefinidos 351 133 29 349 130 34 349 127 37 São necessários 342 votos para aprovar o impeachment Atualizado às 15h12m de 17.04 O governo, todavia, assegura que tem 200 votos para barrar a proposta e que tem votos mesmo entre deputados que se dizem a favor do impeachment. Em meio a isso, a presidente da República, que faria ontem (15) um pronunciamento oficial à nação, por recomendação da AGU, cancelou a fala e a postou nas redes sociais. Di

O apelo de Lula

O ex-presidente Lula postou hoje (15) a sua mensagem “ ao país e aos deputados sobre a votação da admissibilidade da denúncia do impeachment ”, que ocorrerá no domingo. Lula apela aos deputados para que não " embarquem em aventuras, acreditando no canto da sereia dos que sentam na cadeira antes da hora ", o que é uma clara referência ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), e opina que " derrubar um governo eleito democraticamente sem que haja um crime de responsabilidade não vai consertar nada. Só vai agravar a crise ". O tom da fala de Lula, embora ainda resvale para as alturas em alguns segundos, deveria ser esse desde o início: apelos. Mas somente agora, depois do leite borbulhando na caçarola e derramando pelas bordas do fogareiro, quando os placares do Estadão (347 votos), da Folha (342 votos) e do Globo (345 votos), apontam que a oposição dobrou o cabo das tormentas, amenizar o abano na brasa, talvez não tenha o efeito desejado. Abaixo a fala de Lula:

Quando domingo chegar

O Palácio do Planalto reunia, em dezembro de 2015, todos os elementos políticos e orgânicos para vencer a batalha do impeachment. O seu primeiro grave erro foi ter postergado a votação para 2016: se a tivesse bancado em 2015 a oposição não teria tido o tempo de angariar os 342 votos alavancados pelo tiroteio cerrado dos intermináveis desdobramentos da Lava Jato. Apesar dos inúmeros ataques da Lava Jato, o seu maior ponto de inflexão em desfavor do Planalto foi a condução coercitiva de Lula e a forma como ele e o Planalto reagiram a ela: absolutamente desastrosa. Foi nesse ponto que o governo, que já tinha enormes dificuldades para conter os golpes de aríete da oposição nos seus portões, por atitudes equivocadas, perdeu a empatia republicana com quem lhe poderia ser um importantíssimo aliado no sítio: o Supremo Tribunal Federal. O discurso lúdico de chamar o impeachment de golpe , falou para os seguidores e simpatizantes do governo, que receberam este único mantra para repetir, mas arr

Dilma sanciona lei que autoriza o uso da “pílula do câncer”

Para evitar desgaste com a base que ainda lhe resta e fazer um aceno ao distinto público que simpatiza com a medida, no meio do rebuliço dos prelúdios do impeachment, a presidente Dilma Rousseff sancionou ontem (13), sem vetos, a lei que autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna. Trata-se da base que se tornou famosa como "pílula do câncer", cuja eficácia e pertinência ainda não foi provada, em nenhum lugar do mundo, mas que no Brasil se acabou tornando uma espécie de placebo, já que, idem, não foi provado, até agora, que a administração dela faça algum mal ao paciente, antes porque. A polêmica do uso da “pílula do câncer” se fez porque, sem a devida autorização legal para a sua administração, a sua fabricação e uso era ilegal e a ilegalidade acabava sendo suprida por medidas judiciais, que atendiam ações de pacientes diagnosticados com câncer. A lei supre esta lacuna e tem o cuidado de não responsabilizar quem assina o

O placar do impeachment hoje

A favor 333 Contra 126 Indecisos 24 Não responderam 30 São necessários 342 votos para aprovar o impeachment Os dados acima são atualizados em tempo real pelo Estadão. Os números foram obtidos às 13h11m de hoje (14.04). Para verificar o voto de cada deputado, segundo o Estadão, clique aqui . A Folha de S. Paulo também publica o seu próprio placar, e o atualiza em tempo real. Os número da Folha, embora em margem estreita, divergem daqueles do Estadão, como abaixe se mostra: A favor 321 Contra 119 Indecisos 26 Não responderam 43 São necessários 342 votos para aprovar o impeachment A divergência pode ser creditada à frequência de atualização e/ou deputados não encontrados que, no momento da verificação dos resultados acima (13h18m), eram de 4 deputados. Para verificar o voto de cada deputado, segundo a Folha, clique aqui .

Interlocutores do Planalto afirmam que o governo tem 205 votos para barrar o impeachment

Em reunião com os seus mais próximos auxiliares, no final do dia de ontem (13), a presidente Dilma Rousseff determinou que o Gabinete Civil providenciasse as demissões, até segunda-feira, de todos os ocupantes de cargos em confiança na estrutura do governo, em todos os estados, apontados pelos partidos e deputados que deixaram a base aliada e declararam votos a favor do impeachment. Vai acabar o estoque de canetas do Planalto: são cerca de 23 mil cargos que a presidente da República tem comando direto e desses, cerca de 6 mil deverão, segundo a determinação, receber a portaria de exoneração até segunda-feira. Coisa que jamais fez nos anos pretéritos , nem quando comandava a Casa Civil na era Lula, a presidente Dilma foi para o varejo e recebe, um por um, os deputados que a procuram. Por conta disso, a tarde do Planalto ontem (13) foi movimentadíssima: Dilma recebeu 7 ministros e pelo menos 50 deputados. À noite, interlocutores reportaram que foi feita uma recontagem dos votos a fa

Até a última bala

A presidente também declarou que o seu "primeiro ato pós-votação na Câmara é a proposta de um pacto, de uma nova repactuação sem vencidos nem vencedores”. Com a devida vênia, essa proposta de um pacto nacional, no momento e nas circunstâncias, pode parecer extemporânea: isso deveria ter sido feito, e executado, antes do leite começar a derramar.

O placar do impeachment hoje

Resultados atualizados em tempo real pelo Estadão. Os números foram verificados às 16h10m de hoje (13.04). Para averiguar a posição de cada deputado, clique aqui .

Partido Progressista, com 47 deputados, deixa o governo

Embora negue, o senador Ciro Nogueira encontrou-se com o vice-presidente da República, Michel Temer, na sexta-feira passada (8) , em São Paulo, quando conversaram sobre a saída do PP da base do governo. A reunião do PP, de ontem à tarde, portanto, da qual não participou o senador Nogueira, foi por ele conduzida. Após a saída do PMDB, o PP passou a ser, depois do próprio PT, o maior partido da base aliada. O seu desembarque, portanto, na atual circunstância, tem um efeito corrosivo para o governo maior do que teve a mal enjambrada saída do PMDB. O fato é que o governo, desde o início , conduz mal a crise do impeachment, adotando um discurso equivocado de “golpe”, o que tem serventia exclusiva para os seus torcedores, mas é uma postura arrogante, que investe contra os próprios parlamentares que estão munidos da letra constitucional para proverem seus argumentos. Para piorar o soneto, o governo escolheu absolutamente mal quem lhe fizesse a defesa na Comissão Especial da Câmara: o adv

Beato Maluf

A ordem de prisão contra Maluf foi incluída na lista da Interpol em 2010, a pedido da Promotoria de Nova York, que o acusou de enviar recursos ilegalmente para os EUA, supostamente advindo de desvios de recursos públicos no Brasil. Se a Justiça norte-americana determinou que o nome dele saísse da lista, é sinal que o processo pode ter sido concluído e que ele tenha sido absolvido, mas nem a imprensa e nem Maluf deram esclarecimentos do que ocorreu.

Aloprados: todos têm os seus

  O vice-presidente Michel Temer dá o segundo tiro no próprio pé desde que iniciou o seu processo de afastamento da presidente Dilma. O primeiro foi a tal carta à presidente, que se transformou em um dos mais pitorescos episódios da recente história política nacional. O segundo foi a discurso gravado e “por acidente” enviado aos deputados do PMDB, como se o impeachment acabasse de ser aprovado no Plenário da Câmara dos Deputados. É comum simular participações antecipadas de eventos, para que sejam imediatas as publicações do fato, se ocorrem: a imprensa costuma ter manchetes e matérias prontas, anunciando falecimentos de ricos e famosos mundo afora, e mais de uma vez esses textos já saíram por engano. Mas na atual conjuntura, “vazar” um discurso do vice-presidente Temer, dizendo “humildemente”, o que ele fará caso assuma a presidência da República, está mais para trapalhada do que para risco calculado. Ou vocês achavam que só o PT tem os seus aloprados? Abaixo o áudio: Seu browse