Em 30 de dezembro de 2006 Saddam Hussein foi executado por enforcamento, três anos depois de sua captura. O tribunal que o condenou não teria legitimidade para julgá-lo em uma democracia, pois na sua maioria era composto por xiitas, inimigos mortais dos sunitas, que tinham em Saddam Hussein o seu maior líder. O veredito, portanto, independentemente da culpa ou do merecimento da forca, era previsível: os xiitas jamais perderiam a oportunidade de quebrar o pescoço do seu arquirrival e opressor por mais de três décadas e fizeram o trabalho encomendado pelos EUA, que queriam Saddam morto, mas não queriam aparecer na foto colocando-lhe a corda no pescoço. Contam os que presenciaram a execução que Saddam, em nenhum momento, demonstrou medo e, como Jacques De Molay, o último grão-mestre dos Templários, quando foi incinerado por Felipe IV, o Belo, ainda rogou praga aos desafetos. O vídeo da execução revela a praga esbravejada antes do cadafalso se abrir: “ Morte aos Estados Unidos! Morte a Isr...