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Mostrando postagens com o rótulo violência

Tucuruí de luto

Ausente de atualizações do blog por praticamente uma semana, retorno com uma nota transtornada. É angústia e consternação o que sinto desde que soube do bárbaro assassinato do prefeito de Tucuruí, Jones William, um jovem de apenas 42 anos, perpetrado esta tarde (25.07.17), quando ele vistoriava obras na cidade. Oportunamente escreverei aqui sobre o assunto. Agora, todavia, as minhas letras se resumem à solidarizar-me ao luto que a família do Jones e a cidade de Tucuruí, sofrida e amargamente, experimentam. Esse tipo de barbárie, independentemente de nuances político-partidárias, atinge pesadamente toda a população, que se vê, não mais que de repente, órfã do sentimento de paz e esperança. Na vigília da morte, é hora de união. Junto-me, de coração, à família enlutada, e a toda a população de Tucuruí, que sofre, atônita, com o ocorrido. Que Deus tenha piedade de nós, nos abrace e nos ampare no pranto.

O custo do crime

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) publicou o relatório do custo da violência no mundo para os governos. No Brasil, baseado em relatórios oficiais de 2014, o custo da violência alcançou US$ 91,38 bilhões, o equivalente a R$ 258,3 bilhões, ou o que vem a ser 3,78% do PIB daquele ano. Como o PIB caiu desde 2014 e os índices de violência aumentaram, é razoável concluir que o percentual que a escaramuça diária do crime já nos consome mais de 4% do PIB nacional. Só para equivaler o tamanho da inconsequência de que querer derrubar uma árvore arrancando-lhe as folhas, 4% do PIB é quanto o Brasil, quando muito, consegue investir em infraestrutura.

Coalizão avança à Mossul usando tática nazista do início da II Guerra Mundial

Na foto, um blindado M109 do exército iraquiano espora a borda sul de Tall al-Tibah, a a 30 km de Mossul. A ofensiva da coalizão já rompeu, em dez dias de campanha, 160 km, o que é rápido em se tratando de avanço em uma região inóspita, como o deserto iraquiano. Abaixo, um infográfico da BBC mostrando como o avanço da coalizão, a mancha verde, aproxima-se de Mossul, rapidamente: É a famosa tática da Blitzkrieg , doutrina marcial arquitetada pelo general alemão Erich von Manstein, aperfeiçoada a um estado de arte pelo também general alemão Heinz Guderian. A doutrina, que exige esforço máximo do contingente, foi usada por Adolf Hitler nas primeiras investidas da Wehrmacht, as Forças Armadas do Terceiro Reich, surpreendeu a Europa e, em poucos dias de deflagração, fez o Führer abater a Polônia, a Dinamarca, a França, os Países Baixos, a Bélgica, Luxemburgo, a Yugoslávia e a Grécia. A Blitzkrieg foi mais além e ousada, pois, para o espanto de Stalin, que jamais imaginou que o Führe...

A Batalha de Mossul

Acompanho, desde domingo (16), a Batalha de Mossul, uma ofensiva multinacional, sob o comando do general iraquiano Najim al-Jubouri, para retomar Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, das garras do EI (Estado Islâmico), que a ocupa desde 2014. A coalizão que singra o deserto iraquiano rumo a Mossul é de envergadura capital: EUA, França, Reino Unido, Austrália, Dinamarca, Turquia, Alemanha e Itália. E, merecendo um parágrafo separado, pela primeira vez, os intrépidos guerrilheiros e guerrilheiras Peshmerga, do Curdistão iraquiano, que há décadas resistem às investidas das forças oficiais iraquianas, sírias e turcas que lhes desejam subjugar no norte do Iraque, marcham à ilharga de uma coalizão, unidos sob o signo de expulsar o EI. Sob o comando de Omer Huseyin, os peshmerge, em curdo "aqueles que enfrentam a morte", são imprescindíveis para o sucesso da campanha, pois são forjados na poeira seca do deserto. Mossul, hoje com 1,5 milhão de habitantes , é a antiga e...

Perdoem-nas por serem estupradas

Sobre a pesquisa, recentemente publicada pelo Datafolha, por encomenda do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revelando que um em cada três brasileiros acredita que, nos casos de estupro, a culpa é da mulher, a colunista da Folha de S. Paulo, Tati Bernardi, sob o título “Perdão, rapazes”, publicou um ótimo artigo que, uma parte, colo abaixo: Como no restante do artigo a Tati pega pesado, e eu concordo com o todo o peso da suas letras, leia tudo clicando aqui . E não esqueça: 33% dos brasileiros vai achar você culpada caso venha a ser estuprada, portanto, pelo sim, pelo não, ou pelo talvez, não deixe a sua bolsa sem um spray de pimenta malagueta. Eu hein…

Puxando o gatilho

Por incrível e contraditório que pareça, a derrubada das cruéis ditaduras de alguns países do Oriente Médio, mergulharam os respectivos em mais sangue do que era proporcionado pelas ditaduras, e o povo ainda não conseguiu gozar a paz e o progresso prometido pelos revolucionários. A Líbia, por exemplo, vive, desde a queda de  Muammar al-Gaddafi, uma sangrenta guerra civil, e as forças armadas líbias, a maioria composta, depois do esfacelamento do exército, por guerrilheiros, ainda tem que se bater com os militantes do EI, que já dominam a terça parte do território líbio. Na foto, um guerrilheiro líbio, usa uma fita de aço para disparar, à distância, o canhão de um tanque rumo aos combatentes do EI.

Francisco em Auschwitz II – Birkenau

O papa Francisco cruza, solitário, o portão de entrada do tragicamente mais famoso dos complexos de campos de concentração que o nazismo construiu na Segunda Guerra Mundial: o campo de extermínio de Auschwitz II – Birkenau, no sul Polônia. Em Auschwitz II – Birkenau, segundo testemunho de Rudolf Höss, um dos comandantes do local, no Julgamento de Nuremberg, mais de três milhões de pessoas foram assassinadas, cerca de 2,5 milhões em câmaras de gás, 90% deles judeus. O número mais aceito hoje é que foram à câmara de gás, em Auschwitz II – Birkenau, cerca de 1,3 milhão de judeus.

Francamente falando

A comunidade rural de Vila Nova, em Joinville, no estado de Santa Catarina, espalhou placas de aviso por todo o perímetro do seu território, com a acima postada. Os motivos da atitude estão claros nos outdoors, assim como as consequências de quem não se acautelar.

O mundo tem 65 milhões de refugiados

Segundo levantamento da ONU, em junho de 2016 o mundo tinha cerca de 65 milhões de refugiados, o que já é o maior êxodo absoluto desde a 2ª Guerra Mundial, formando uma enorme legião de desamparados, a maioria segregada em acampamentos em diversos países da Europa Oriental e nas bordas do Mediterrâneo. Cerca de 60% daquela quantia, inobstante, é refugiada dentro do seu próprio pais, como é o caso da Síria, que vive uma das mais sangrentas guerras civis do mundo moderno, obrigando 7,2 milhões de sírios a abandonarem suas cidades e povoados de origem, para pontos diversos do território, fugindo da brutalidade da guerra intestina entre os rebeldes o regime de Bashar Al-Assad, que ainda tem como um dos efeitos colaterais, a invasão e tomada de alguns bolsões do território sírio pelos militantes do Estado Islâmico. A União Europeia recebeu em 2015 cerca de 1 milhão de refugiados, fora aqueles que entraram ilegalmente. A repentina leva destes seres humanos em países do bloco abalou a zona ...

Tá lá o corpo estendido no chão…

A foto, cortada do quadro “Cena da Cidade”, publicada ontem (16) no Diário do Pará”, faz uma pitoresca tomada da cena de um assassinato em Belém, a 26 ° cidade mais violenta do mundo e a 9ª mais violenta do Brasil, segundo levantamento da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, em cidades com mais de 300 mil habitantes. Rouba a cena o cachorro, pachorrentamente bocejando no limite da fita que separa os curiosos do corpo que jaz secundária e propositalmente desenquadrado pelo fotógrafo, pois o que ele deseja mostrar não é um corpo inerte, que para efeitos oficiais, não passa já de um número a mais na vergonhosa estatística que a incontida violência urbana nos impõem, mas a atitude dos sujeitos dela, desde sempre, em um quê de contemplação frente à brutalidade. A trilha sonora da fotografia é “De frente pro crime”, de João Bosco, que começa exatamente com a frase que empresta título à postagem. Seu browser não suporta este áudio

E verdade…

As duas chamadas estão nas capas dos dois principais jornais do Pará. E como eu sempre digo, quando os dois ditos cujos coincidem as letras, é sinal que é vero e que a coisa está realmente fora de ordem.

Bacana: “Fui 10 vezes assaltado”

Sob o título “Fui 10 vezes assaltado”, o jornalista e apresentador Marcelo Marques, mais conhecido como “Bacana”, desabafou, no seu programa, nas redes sociais e no “Blog do Bacana”, a desdita que lhe aflige, que é a mesma de cerca de 40% da população de Belém, que já sofreu esse tipo de violência.   Abaixo, o desabafo do Bacana: “Peço licença aos leitores do Blog para tratar aqui de um drama pessoal. Em dois meses meu sítio nos arredores de Belém foi assaltado 10 vezes. Sabemos  quem são os assaltantes e a  vários policiais já recorri, do diretor geral da polícia a delegados, da PM a Polícia Civil, sem falar ao  socorro que pedi a gente importante  do Governo , tudo em vão . 39 móveis foram levados, e isso não é um mérito meu, na região onde está o sítio metade das casas foi assaltada. E não entrarei aqui no tema homicídio para não me prolongar . A polícia sabe quem são os assaltantes, são os mesmos sempre. Sabe onde moram, sabe onde vendem o que a...

Belém é a 26ª cidade mais violenta do mundo

A ONG mexicana Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y la Justicia publicou ontem (25) a edição 2016 (dados de 2015) do seu tradicional boletim anual das 50 cidades mais violentas do mundo. O ranking, elaborado a partir dos índices oficiais dos países referentes, considera o número de homicídios por 100 mil habitantes, inclui apenas cidades com 300 mil habitantes ou mais e exclui cidades e países que vivem “ conflitos bélicos abertos ”. Como na edição de 2015 (dados de 2014) o Brasil é o país com o maior número de cidades incidentes no ranking e possui 21 das 50 cidades com maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes no mundo. A maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes, todavia, foi auferida na Venezuela: a taxa média brasileira foi de 45,5 homicídios por 100 mil habitantes e a venezuelana, de 74,65 por 100 mil habitantes. Caracas lidera o ranking geral com 119,87 homicídios dolosos para cada 100 mil habitantes. No Brasil, a cidade mais violenta é Fortaleza, que...