21/04/14

Enquanto isso, na Síria…

No início do seu quarto ano a Síria já se "acostumou" à guerra civil e o mundo já lhe deu os ombros. Os números apontam entre 100 a 150 mil mortes e cerca de 9 milhões de refugiados e, destarte bastiões tenham sido abocanhados por rebeldes e curdos, Bashar al-Assad segue sendo o ditador do pedaço.

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A Rússia e a China forneceram a água para os EUA lavarem as mãos. O acordo feito com al-Assad foi o seguinte: você continua matando, mas com armas químicas não vale.

A ONU foi à Síria e recolheu, segundo ela, 80% das armas químicas. Enquanto isso, o regime ruge a artilharia contra os rebeldes acuados na periferia damascena. E a artilharia assadiana não é seletiva: leva os alhos e os bugalhos.

Os rebeldes respondem no tom que conseguem subir: os morteiros sibilam rumo ao regime, estourando, no caminho, com quem está entra o mar e o rochedo.

Os sírios aprenderam a se esgueirar pelas crateras abertas pelas bombas e pulam de banda para não serem alvo: o ser humano tem uma enorme capacidade de adaptação às intempéries, por isso herdou a Terra e nela reina.

A guerra civil síria descambou para o tribalismo das divisas religiosas, o que no Médio Oriente é continente de tudo: nas mesquitas, principalmente nas omíadas, os imãs cantam a “vitória próxima no horizonte”.

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As mesquitas que não se alinham ao regime, al-Assad manda bombardear e diz que foram os rebeldes: a insídia é uma arma de guerra anciã e poderosa.

A entrada de mercenários sauditas e turcos, para reforçar o exército rebelde, é o gancho dos imãs fiéis ao regime, que pregam do cume dos seus minaretes que “a insurgência é constituída a partir de islamitas radicais financiados pelas potências regionais”.

Os rebeldes retrucam que a ignição da insurgência foi a repressão às “manifestações pacíficas em prol de maior liberdade no país, governado há décadas por um mesmo partido e pela mesma família”.

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Todavia, ao que vejo, esse discurso emudeceu com o barulho das metralhadoras: a história mostra que guerras que duram mais de mil dias passam a ter vida própria e, como buracos negros, sugam a matéria próxima. A Al Qaeda, por exemplo, já contamina os redutos rebeldes, o que deixa os EUA intuídos a torcer por al-Assad.

Enfim, com as costas que o mundo deu à Síria, a democracia que os rebeldes queriam há três anos, acabou ficando mais distante, pois al-Assad, estribado em um estado de guerra, recrudesceu o totalitarismo e consolidou a ditadura.

20/04/14

O realismo pictórico de Mary Jane Ansell

A pintora realista britânica Mary Jane Ansell vive e trabalha em Brighton, na Inglaterra.

O realismo do seu pincel beira à fotografia e seus quadros já foram expostos em Londres, Paris e Nova York, o famoso circuito Elizabeth Arden.

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Clique no auto-retrato da artista para ver mais trabalhos dela.

Mary Jane vende os quadros e também aceita encomendas. Se quiser mandar o seu retrato para um quadro, contate-a aqui.

Mães são sempre iguais…

19/04/14

ONGs cearenses confirmam entrevistas a Mikkel Keldorf, mas negam extermínio pela Copa

jorn

O Portal UOL fez o certo no caso "Mikkel Keldorf", de que teriam ocorrido execuções de crianças de rua em Fortaleza por conta da Copa: ao invés de se preocupar com o repórter foi verificar o reportado.

> Em Fortaleza

O jornalista do UOL, Adriano Wilkson, foi a Fortaleza onde encontrou os diretores da “O Pequeno Nazareno”, ONG que atende crianças de rua, que confirmaram terem estado com Keldorf, mas negaram terem dado a informação na forma como ele publicou.

"Não sei qual foi a fonte dele, mas eu não conheço nenhum caso de extermínio. Existem assassinatos, claro, mas por vários motivos. Eu não seria leviano em afirmar que há uma ação deliberada de extermínio por causa dos grandes eventos", declarou Adriano Ribeiro, diretor da “O Pequeno Nazareno".

A ONG “Barraca da Amizade”, cuja diretora, Jacinta Rodrigues, esteve com Keldorf por alguns dias, mostrando a ele o cotidiano das crianças de rua de Fortaleza, também nega o extermínio por conta da Copa.

"Quando a gente conversou, ele estava realmente assustado, revoltado com a desigualdade social. Para alguém que vem de onde ele vem, ver criança passando fome deve ser realmente muito chocante", declarou Jacinta.

Antonio Carlos, que trabalha com crianças de rua há 14 anos em Fortaleza e foi procurado por Keldorf, contesta-lhe as declarações: "Falar em grupo de extermínio de pessoas? Eu não tenho conhecimento disso. Não desse grau de periculosidade.", afirmou Antonio Carlos.

O jornalista do UOL ouviu dos diretores das ONGs que surgem rumores de extermínio de crianças, mas nunca houve comprovação: “Em 2013, os profissionais d'O Pequeno Nazareno ouviram denúncias de que um suposto grupo estaria tirando crianças de locais de concentração de turistas por causa da Copa das Confederações. Mas ao averiguar as denúncias, eles não conseguiram chegar a nada de concreto.”, afirma o jornalista do UOL, Adriano Wilkson.

> Na Dinamarca

De volta à Copenhagen, Mikkel Keldorf, que na verdade é um jornalista independente, ou seja, faz reportagens e as vende às redes interessadas, concedeu entrevista à televisão pública dinamarquesa “TV2”, para cujo Portal vendeu em janeiro desse ano uma matéria sobre "a instabilidade das favelas pacificadas no Rio de Janeiro", quando reafirmou as declarações feitas sobre Fortaleza:

"Uma das minhas fontes tem contato diário com crianças de rua. Ele tem informações de duas crianças que viram quatro outras tomarem tiros quando estavam na rua. Duas delas morreram.”

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Pela forma como Keldorf conduziu o assunto, vários jornalistas escandinavos tem desferido pesadas críticas à sua conduta de não ter aprofundado as informações que diz possuir e ter preferido abandonar o Brasil e a matéria, e se assim optou, não deveria te-la tê-la publicado de forma inconclusa.

> Em Fortaleza

O jornal "Tribuna do Ceará" publicou entrevista com Keldorf, no qual ele contesta a campanha de descrédito surgida nas redes sociais ao seu respeito. A entrevista pode ser lida aqui.

Desculpem a nossa falha…

gates

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