26/06/2017

Lula lidera, e 2º lugar tem empate de Bolsonaro e Marina, diz Datafolha

O título da postagem assusta e indigna muitas dezenas de pessoas, mas é o mesmo da Folha de S. Paulo, que publica na edição impressa e online desta segunda-feira o resultado da mais recente pesquisa do Datafolha.

O resultado, embora a mais de um ano da eleição, revela a cristalização das intenções de voto na casa dos 30% para Lula, que envergou para baixo, mas recuperou o estoque histórico do seu eleitorado, depois que á mídia esfarelou o chicote sobre ele até cansar.

Os constantes resultado de pesquisas que colocam Lula em pole position na largada de uma eleição que será daqui a mais de ano, não significam que o lulopetismo voltará a ser inquilino do Palácio do Planalto, mas é índice de que Lula está no páreo e não está prosa.

Abaixo, os resultados do Datafolha:

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Embora vença com margem segura nas intenções de voto nos 8 cenários acima colados, no quesito rejeição Lula continua sendo o mais rejeitado dos prováveis candidatos à presidência, portanto, o maior adversário de Lula em 2018 será ele mesmo:

Shot 018 Na simulações de segundo turno, Lula vence de todos os candidatos pesquisados, com a exceção de Marina Silva e do juiz Sergio Moro. Se a eleição fosse hoje, Lula empataria tecnicamente com Marina e Moro, sendo que com Marina o empate é numérico (40x40) e Moro aparece dois pontos percentuais na frente de Lula (42x40).

Abaixo os resultados dos cenários de segundo turno:

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23/06/2017

Os manuscritos de Eduardo Cunha

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Diante das insistentes incursões para saber se vero é que o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba desde outubro do ano passado, está, desde maio deste ano, redigindo de próprio punho a sua proposta de delação premiada, o advogado de Cunha, Délio Lins e Silva, nega peremptoriamente que o seu cliente esteja nesta empreitada.

Mas segundo os carcereiros do Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde Cunha está enclausurado, o ex-deputado tem pedido com frequência folhas de papel em branco e caneta esferográfica, o que leva a crer que, se não está escrevendo um livro, está redigindo a sua proposta de delação premiada dentro da cela. Quem sabe, e há lógica na opção, o livro seja a delação ou a delação seja o livro, conforme ao que se prestas a leitura.

Reforçou-se o boato das catilinárias esferográficas contra mundo e meio quando, há três semanas, o advogado Lins e Silva, logo após ser contratado por Cunha, pediu um encontro com um assessor de confiança do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em Brasília. Segundo as paredes do gabinete, na ocasião, Lins e Silva ofereceu ao assessor uma amostra grátis do manuscrito. Dizem que quando Janot leu o teaser seus olhos reluziram.

O trecho repassado, por suposto, versaria especificamente sobre supostos esquemas de cobrança de propina relacionada à liberação de verba do Fundo de Investimento do FGTS, o famoso FI-FGTS, um fundo criado em 2007 e que em 2015 já acumulava um montante de R$ 32 bilhões.

O FI-FGTS é administrado pela Caixa Econômica Federal e dispõe recursos em projetos de infraestrutura que já estão sendo objeto de investigações no âmbito da Lava Jato: Cunha se disporia a preencher as lacunas das investigações, dando nome aos bois.

Segundo pessoas com acesso a Cunha, ele resolveu pôr os pingos nos is antes que não sobre vogal alguma no abecedário da Lava Jato, e foi incentivado para tal pela decisão de Lúcio Funaro em contar o que sabe e inventar o que não sabe, o que acaba sendo a mesma coisa nesses dias delatórios, mormente depois que os irmãos Batista, ao invés de serem premiados como reza o instituto, acabaram sendo perdoados como sinceramente arrependidos.

22/06/2017

JBS em liquidação

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Assim como as demais empresas apanhadas pela Lava Jato, a JBS dá sinais de que a sua equação de crescimento não se mantém de pé sem a rede de tráfico de influência e corrupção que a transformou em uma gigante global, eis que, desfeita a teia criminosa, o grupo que a controla teve que engatar a uma marcha à ré que coloca à venda US$ 15 bilhões em ativos.

A reação do mercado, que começa a restringir espaço nas prateleiras à JBS, até que ela comprove práticas de conformidade de que abandonou a vida do crime e, mesmo no espaço oferecido nas gôndolas, a ação dos consumidores dos EUA e países da Europa em boicotar produtos com o selo JBS desidrata as chances da empresa em alavancar recursos no mercado financeiro para saldar as dívidas de curto prazo, que beiram os US$ 30 bilhões.

A solução encontrada, portanto, para evitar um colapso de liquidez iminente, foi optar pela liquidação de ativos. E na cesta está o principal motor da cadeia logística internacional da empresa, a irlandesa Moy Park, comprada do Marfrig por US$ 1,5 bilhão em 2015. Foi a Moy Park quem abriu os caminhos da JBS na Europa.

O anúncio de disponibilidade da Moy Park foi feito depois que, sem maiores alardes, a JBS finalizou a venda das operações na América do Sul para a sua maior rival, a Minerva Foods, segunda no ranking de exportações de alimentos a partir do Brasil, muito atrás da própria JBS, mas que agora alavanca a sua logística com a marcha à ré engatada pelos irmãos Batista.

Enquanto isso, o BNDES e o BNDESPar, aquele com empréstimos duvidosos concedidos à JBS e este com investimentos, idem duvidosos, feitos na empresa, tentam correr atrás de um prejuízo que se anuncia, labutando para impedir a liquidação dos principais ativos do Grupo J&F, pois nesse trote de liquidação, o banco de desenvolvimento e a empresa de investimentos correm o risco de ficar apenas com as carcaças.

21/06/2017

De Vikings e Fenícios

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O texto da ilustração acima foi pinçada do artigo do advogado Ismael Moraes, cujo núcleo contextual delata, sem prêmios, o que seriam as irregularidades cometidas pela norueguesa Hydro, em virtude de licenças ambientais concedidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade(SEMAS).

Não é a primeira vez que Ismael Moraes investe contra a SEMAS e, sem análise de fundo, se as suas afirmações são ou não procedentes, nada se enxerga de providências tomadas para apurar-lhe a lavra que não é digitada em meias palavras, ao contrário, erigida com todas as letras.

Abaixo o artigo:

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“Os Vikings, os Fenícios, a Noruega, os desmatamentos da Hydro e o Crime Organizado do Governo do Pará

Ismael Moraes – advogado socioambiental

Há consistentes relatos históricos do encontro entre comerciantes fenícios, povo ancestral dos libaneses, com nórdicos, genericamente chamados de vikings. Aqueles negociantes oriundos do Mar Mediterrâneo, dotados de grande cultura absorvida pelo contato intenso com gregos, judeus, egípcios e mesmo com os rivais romanos, conseguiram estabelecer vantajosa relação comercial com aqueles povos tidos como a quintessência da ideia do homem bárbaro, guerreiro, violento e brutal. Levavam quantidade enorme de especiarias, e traziam escravos brancos, que os vikings aprisionavam nas incursões pelo Alto Rio Volga, principalmente de aldeias eslavas. Daí a designação slave em inglês para escravo. Isso também explica serem hoje, entre os árabes, os libaneses os de aparência mais europeizada.

E eis que um descendente dos fenícios, o presidente Michel Temer, foi agora dar com os costados na Noruega, onde seus ancestrais iam esbanjar civilização, mas onde é hoje a terra do povo mais civilizado, educado, avançado sob todos os aspectos.

Ao mesmo tempo em que isso ocorre, o jornalista Carlos Mendes nos apresenta em um excelente artigo uma outra grande qualidade dos noruegueses que não se conhecia: o cinismo, ou, em português bem brasileiro, a tremenda cara-de-pau. Isto porque, como bem pinçou o jornalista, o Ministro Vidar Helgesen do Meio Ambiente da Noruega aproveitou o ensejo para enviar uma carta ao colega brasileiro, Sarney Filho, em que lhe puxa a orelha em razão do desmatamento na Amazônia. Realmente, os noruegueses são bons em tudo.

A Hydro é uma empresa norueguesa que se confunde de tal maneira com o próprio país que os ídolos da banda A-Ha, ao serem indagados pela jornalista paraense Esperança Bessa se eles eram sócios da empresa, tentaram desconversar dizendo que “todos os noruegueses são um pouco donos dela”. De fato, o Governo da Noruega é sócio da empresa Hydro.

Ao adquirir da Vale a Alunorte, indústria de alumínio situada em Barcarena, Região Metropolitana de Belém, capital do Pará, na Amazônia brasileira, essa multinacional nórdica tornou-se obrigada, na condição de proprietária, a manter e a proteger uma Área de Proteção Ambiental e de Reserva Ecológica com uma extensão de floresta virgem de 45 milhões de metros quadrados floresta. Essa unidade de conservação, garantida nessa condição pelo ato do Poder Público que alienou essa floresta, conforme prevê a Escritura Pública também ficou gravada com o ônus real, para impedir qualquer desvio.

Dezenas de comunidades afetadas de Barcarena me constituíram como advogado para responsabilizar a Hydro, porque essa empresa está fazendo (e afirmo que os seus administradores estão em flagrante delito!), essa empresa está praticando algo tão criminoso que mesmo a Vale, mineradora considerada uma das entidades mais delinquentes em termos socioambientais, não teve coragem de fazer: a Hydro não apenas devastou aquela floresta protegida por Lei, como ela construiu bacias de rejeitos químicos industriais, altamente poluentes, massacrando dezenas de comunidades que sempre viveram no entorno dessa floresta, causando doenças gravíssimas – de diarreias, a câncer e diabetes. A foto abaixo mostra a Área de Proteção Ambiental e de Reserva Ecológica, identificada pela linha amarela, sendo devastada para a construção das bacias de rejeito.

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Mas os delitos da empresa dos elfos noruegueses não ficam só nisso: como todo esse crime ambiental está sendo cometido com a Hydro ostentando em placas os números de todas as licenças possíveis e imagináveis concedidas pelo Governo de Simão Jatene, outro comerciante fenício, principalmente pelas licenças concedidas pela estrutura corrupta e criminosa da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade - SEMAS, fica mais do que claro que todo esse papelucho fraudulento concedido pela SEMAS não foi obtido pela Hydro em razão dos belos olhos azuis das walquírias aladas. Claro que envolve corrupção, jorrando nos mais rasteiros propinodutos, indo daqueles que assinam e autorizam a assinar as licenças, até à corrupção política dos financiamentos eleitorais, que faz das campanhas do PSDB uma mágica de resultados.

Como que poderia existir licença para desmatar uma Área de Reserva Ecológica de Proteção Ambiental? Como que poderia existir licença para construir bacias de rejeitos químicos industriais sobre uma Área de Reserva Ecológica de Proteção Ambiental que deveria ser um cinturão verde protetor das comunidades do entorno?

Claro que só poderia isso ocorrer como tem acontecido nesse nosso Pará 2030: com muito dinheiro.

Diante do aqui está dito seria coerente que o Governo da Noruega apure estes crimes. Caso contrário, é de se concluir que a madeira das árvores devastadas pela Hydro esteja servindo para abastecer de mais caras-de-pau aquele país.

E então nós voltamos no tempo: o nosso fenício daqui, o libanês Jatene, e os vikings da Hydro continuam negociando, com desvantagens apenas para os escravos paraenses.”

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