23/10/14

Letícia Sabatella: mais uma menos informada

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A atriz global Letícia Sabatella denunciou que um vídeo, disseminado no facebook, no qual ela aparece “apoiando” Aécio Neves (PSDB) é uma montagem do vídeo “Gota D’Água”, no qual ela aparece em uma campanha contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Eu quero deixar bem claro que isso é um roubo, um desrespeito. Eu não vou votar em Aécio Neves. Trata-se de uma enorme mentira”, escreveu Sabatella.

Após a declaração da atriz, o PSDB divulgou uma nota negando ter feito a montagem e afirmando que “defende e incentiva seus apoiadores a promover uma disputa eleitoral limpa, baseada na verdade e no respeito às opiniões contrárias, seja nas redes sociais ou fora delas.”

O episódio, pelo que mais não seja, mostrou, pela declaração de Sabatella, que, como eu, ela é uma menos informada.

Pelo menos eu estou em uma bela companhia…

22/10/14

Só restará o lodo…

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E eu continuo espantado com o tamanho da irresponsabilidade que São Paulo e o Brasil tratam o sistema Cantareira diante da maior seca já enfrentada na área – ontem o Cantareira chegou a 3,4% da sua capacidade útil e a Sabesp continua a drenar-lhe o sangue até a última gota do ralo.

Embora Ambrose Bierce tenha dito que as citações são o “ato de repetir de maneira errada as palavras alheias”, eu lanço mão de outra, de Baltasar Gracián y Morales, para dar substantivo à doidice que se comete ali: “Não há sorte nem desgraça; o que há é prudência e imprudência.”

STF confirma condenação de Protógenes Queiroz por vazamento de dados sigilosos

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O ex-delegado da Polícia Federal e atual deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), que ganhou notoriedade nacional na esteira da “Operação Satiagraha, que prendeu, em 2008, o banqueiro Daniel Dantas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, teve mantida ontem (21) a condenação a 2 anos e 6 meses de reclusão por vazamento de informações sigilosas à imprensa.

É fato que a partir de 2006 as operações da Polícia Federal eram vazadas à determinada emissora que de antemão se postava no local onde se efetuariam as prisões: foi a época da espetacularização da ação policial que, por tal vaidade, colocava todo o processo a perder, pois a maioria deles, ocorridos nessas circunstâncias, foram posteriormente anulados pela Justiça.

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O quantum da condenação autorizou-lhe a conversão em prestação de serviços e limitação de fim de semana. O STF, idem, entendeu que Protógenes, por efeito da condenação, perde o mandato e o direito de ocupar cargo público durante o tempo de execução da pena, e como essa foi editada por um colegiado ele ficará inelegível por 8 anos a contar do final do cumprimento.

O mandato de Protógenes terminará em 31.01.2015. Ele se candidatou em outubro, mas não foi reeleito.

A moral da história, destarte muitos possam achar que a história não tem moral, é que todos estão sujeitos à lei, inclusive aqueles que pugnam pela prestação dela.