28/04/15

Drops de manguinha de cheiro

São Paulo com dengue

Shot 003
O estado de São Paulo, maior e mais rica unidade da Federação, quem diria, é o campeão de dengue no Brasil, com 222.044 casos confirmados de janeiro de 2015 até 22 de abril de 2015.

Os números são do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), que também registrou, em São Paulo, 98 mortes no mesmo período.

divisoria

Mulheres brasileiras

Shot 004

O relatório da ONU, “Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as economias para realizar os direitos”, apresentado ontem (27), na cidade do México, coloca o Brasil em destaque como o país que mais gerou “trabalho digno para as mulheres”.

Segundo o relatório, de 2001 a 2009, a participação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro subiu de 54% para 58%.

divisoria

Negócio fechado

Shot 005

Como gato escaldado até de água fria tem medo, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado no mensalão e investigado, novamente, na Lava Jato, notificou, através do seu advogado, a vara do juiz Sergio Moro, que a sua empresa “JD Assessoria e Consultoria Ltda”, aberta em 1998, encerrou suas atividades e demitiu todos os 15 funcionários.

O que pesa sobre Dirceu é que a quebra de sigilo da empresa atestou um faturamento bruto de R$ 39,1 milhões entre 2006 e 2013 e os delatores que citaram Dirceu apontam que a receita não passou de lavagem de dinheiro.

divisoria

Museo della Merda

Shot 001

Abriu ontem, na Itália, um dos museus mais peculiar do mundo. É o “Museo della Merda”, localizado na fazenda Castelbosco, na província de Piacenza.

O museu expõe fezes dos mais diversos animais – até fezes fossilizadas de dinossauros - e explica o valor dos mais diversos tipos de excrementos e o seu aproveitamento nas artes (?), na arquitetura, na medicina (!), na tecnologia e na agropecuária.

A fazenda Castelbosco cria 2,5 mil bois que produzem 100 toneladas de fezes por dia, que o proprietário, Gianantonio Locatelli, usa para gerar gás metano, esterco e tijolos de gesso.

27/04/15

Abu Bakr al-Baghdadi, líder do EI, estaria morto

Shot 001

Em sendo verdade o noticiário que tomou a pauta de hoje (27) em todo o Oriente Médio, o brocardo de que vaso ruim não se quebra está destituído para o Estado Islâmico (EI).

A Rádio Iran, de Teerã, foi a primeira a dar a notícia de que o tresloucado líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, teria morrido nesta segunda-feira, como efeito de um bombardeio no qual foi atingido há cerca de um mês.

O britânico “The Guardian” contradiz a Rádio Iran, mas confirma que o estado de Baghdadi é grave. Já a Waradana, a agência de notícias do Iraque, confirma a morte e adita que o substituto de Baghdadi já prestou juramento, assumindo-lhe o turbante e prometendo ser tão louco quanto ele.

O EI gosta de doutores. Baghdadi era (ou ainda é) doutorado em Filosofia pela Universidade Islâmica de Bagdá e seu suposto substituto, Abu Alaa Afri, segundo a Newsweek, é doutorado em física e ex-professor da mesma Universidade.

Acaba tendo razão à minha avó Ciló, uma das mais requisitada curandeiras da cidade, quando Tucuruí era uma pacata urbe de 3 mil habitantes: quando a minha mãe me puxava nos estudos, ela admoestava dizendo que gente que estuda muito fica doida.

Eu fiquei doido: entrei na política.

Lâmpadas flutuantes

Shot 003

A mesma tecnologia que permite aos trens de alta velocidade Maglev (levitação magnética) desenvolvidos no Japão, flutuar sob a ocorrência de polos diferentes de imãs, é usada na decoração.

Primeiro foram os globos flutuantes que fizeram sucesso, mas logo caíram de moda por serem peças meramente decorativas, e caras.

Shot 002

Agora a tecnologia traz algo que pode ser decorativo e útil: as luminárias com lâmpadas flutuantes.

Desenvolvidas pela Lunaluxx e pela Flyte, elas agregaram à levitação magnética uma fonte de energia já bem conhecida: a indução, obtida de uma bobina instalada na base, que faz as lâmpadas acenderem. O efeito é ótimo, como se vê abaixo:

flyte

O projeto já arrecadou US$ 176 mil no Kickstater e a pré-venda menos cara já está em US$ 249.

25/04/15

A guerra dos sexos na visão de Camille Paglia

Shot 008

A nova-iorquina Camille Paglia, 68 anos, professora, ensaísta e escritora é uma das mais respeitadas e controvertidas intelectuais do feminismo mundial.

Com conceitos feministas paradoxalmente aparentes, consegue ser uma espécie de feministas antifeminista, se considerarmos a tez fundamentalista inaugurada por Betty Friedan nos anos 60 e atualizada por Gloria Steinem nos anos 70, quando a famosa “Guerra dos Sexos” se tornou uma bandeira que se não era empunhada pelas mulheres, ou ela era indigna ou alienada.

Shot 012

Paglia imiscuiu-se nas espinhosas sinuosidades daqueles conceitos e tentou traçar com eles um novo tricô, dando-lhes ares que poderiam ser manejados à quatro mãos: femininas e masculinas.

À Friedan e Steinem, Paglia acrescentou Katharine Hepburn e Amelia Earhart, exemplos de mulheres emancipadas dos anos 20 e 30 que, de uma maneira transversal, afirmavam o sexo feminino, mas não “atacavam os homens, não insultavam os homens e não apontavam os homens como fonte de todos os problemas das mulheres”.

E aconselha que “as mulheres precisam se responsabilizar por suas vidas e parar de culpar os homens por seus problemas, que têm mais a ver com questões e estruturas sociais, e não são fruto de uma conspiração masculina”.

Shot 013

É interessantíssimo - e a violência com que agem não nos permitiu, ainda, analisar a gênese de forma científica – a visão de Paglia sobre a nova onda de jihadismo que assola não só o Oriente Médio, mas todo o mundo: “a epidemia do jihadismo, que é um chamado da masculinidade e está atraindo jovens homens do mundo inteiro. É uma ideia de que ali, finalmente, homens podem ser homens e ter aventuras como homens costumavam ter. A ideologia do jihad emerge numa era de vácuo da masculinidade, graças ao sucesso do mundo das carreiras”.

Ou seja, o homem, e as mulheres, trancados em seus ambientes de trabalho, cada qual com as suas tarefas mecânicas (Matrix), perderam referências atávicas que fizeram a humanidade caminhar em uma aventura atrás da outra.

Shot 014

O Estado Islâmico, sugere Paglia, “usa vídeos para projetar esse romance, esse sonho de que os jovens podem abandonar suas casas, integrar a irmandade e se lançar numa aventura masculina por meses, na qual correm risco de morte. Antes, havia muitas oportunidades de aventuras para homens jovens. Hoje, suas vidas são como as de prisioneiros: presos nos escritórios, sem oportunidade para ação física e aventura”.

Se o assunto lhe interessa, invista 10 minutos do seu cérebro na leitura da entrevista concedida por Camille Paglia à Folha de S. Paulo, que pode ser lida aqui.