Os palestinos cometeram o primeiro ato insano nas dezenas de conflitos eventuais na eterna guerra contra os israelenses: dispararam, desde a Faixa de Gaza, um foguete rumo a Jerusalém. Primeiro mostraram a Israel que possuem morteiros de longo alcance (de Gaza às bordas de Jerusalém são 65 km), o que os israelenses não podem tolerar. Segundo, e gravíssimo, Jerusalém, depois de Meca e Medina, é a 3ª cidade santa do Islã, o mais importante santuário dos judeus desde o século X a.C. e o maior centro de peregrinação do cristianismo desde que de lá ascendeu Cristo. Apesar de tudo, e eu sou um simpatizante da causa, os palestinos jamais deveriam ter apontado um foguete à Jerusalém: é um sacrilégio disparado sobre as suas próprias cabeças. A resposta israelense, que já reagia desde os morteiros despejados sobre Tel Aviv é impiedosa: o ministro da Defesa, que convocara 16 mil reservistas, aumentou o contingente para 75 mil, o que é a maior tropa em sentido, que eu tenho notícia, na história...