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Israel prepara invasão terrestre à Palestina

Os palestinos cometeram o primeiro ato insano nas dezenas de conflitos eventuais na eterna guerra contra os israelenses: dispararam, desde a Faixa de Gaza, um foguete rumo a Jerusalém. Primeiro mostraram a Israel que possuem morteiros de longo alcance (de Gaza às bordas de Jerusalém são 65 km), o que os israelenses não podem tolerar. Segundo, e gravíssimo, Jerusalém, depois de Meca e Medina, é a 3ª cidade santa do Islã, o mais importante santuário dos judeus desde o século X a.C. e o maior centro de peregrinação do cristianismo desde que de lá ascendeu Cristo. Apesar de tudo, e eu sou um simpatizante da causa, os palestinos jamais deveriam ter apontado um foguete à Jerusalém: é um sacrilégio disparado sobre as suas próprias cabeças. A resposta israelense, que já reagia desde os morteiros despejados sobre Tel Aviv é impiedosa: o ministro da Defesa, que convocara 16 mil reservistas, aumentou o contingente para 75 mil, o que é a maior tropa em sentido, que eu tenho notícia, na história...

Tanto numa como noutra, desde que seja uma das duas

A Penitenciária de Tremembé, onde são recolhidos os condenados cujos crimes tiveram ampla repercussão na imprensa (Suzane Von Richthofen e Anna Carolina Jatobá cumprem pena na ala feminina) está tendo uma das suas alas reformadas. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirma que as melhorias estavam previstas desde o início do ano, mas os maledicentes semeiam que o governador teria atendido a um pedido da presidente Dilma Rousseff, para que o estabelecimento fosse preparado para receber José Dirceu. Os advogados de Dirceu, no entanto, opinam que, no momento oportuno, é preferível requerer ao juízo das execuções penais do Estado de São Paulo, responsável pelo cumprimento da pena de José Dirceu, para que, alegando falta de espaço nos presídios comuns, ele seja enviado o Centro de Ressocialização de Limeira, que abriga presos de baixa periculosidade e oferece melhor estrutura. No centro em questão, considerado uma unidade modelo no sistema, não há superlotação, as inst...

Sem maiores opções

Governador de S. Paulo tenta minimizar o surto de violência no Estado

Aperreado com a onda de violência que assola São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tenta minimizar o problema com retórica. “É preciso tomar cuidado para não se criar uma campanha contra São Paulo e não gerar o pânico na população.”. “Os números de assassinatos e mortes diárias em São Paulo são proporcionais ao tamanho da população.”. “O Estado tem tamanho de país, aqui é maior que a Argentina.”. As pérolas cometidas por Alckmin são premissas que não resistem a uma elementar concatenação lógica: então o “normal” é ter um número de assassinatos diretamente proporcional à população? Se ficarmos acima, temos que matar menos; se ficarmos abaixo temos que providenciar alguns assassinatos. Se as falas não são a perfeita tradução da inoperância são o retrato em branco e preto do cinismo: já que estamos falando em níveis e proporcionalidade, Alckmin que se vire para que a acentuada guerra entre a polícia e os bandidos paulistas volte ao “normal”.

Ministério da Justiça só usou 20,4% dos recursos destinados ao sistema prisional em 2012

Da iminente prisão de cardeais petistas condenados no processo do mensalão resta um substrato benéfico aos milhares de presos anônimos do Brasil: a exposição da indigência dos presídios e cadeias. > De pastas às togas A falência do sistema ecoou da pasta da Justiça às togas da Corte Suprema. O ministro do STF Gilmar Mendes, informou que há 96 mil pessoas recolhidas em cadeias públicas há mais de 1 ano, ou seja, o Brasil tem 96 mil presos ilegais. > Verbas dispostas mas não usadas A “Folha d S. Paulo”, edição de ontem (15) revelou a ineficiência do Estado em desincumbir-se das verbas assinadas no orçamento para a melhoria do sistema penitenciário. Se o ministro da Justiça fosse obrigado a permanecer ao menos uma semana em um presídio, talvez se empenhasse em investir o que lhe é disposto no orçamento para o sistema. Em 2012, o orçamento da União apartou R$ 312,4 milhões para "financiar e apoiar as atividades de modernização e aprimoramento" do sistema penitenciário. ...

Lutando contra o preconceito

Pepe Mujica, como é chamado,  é o presidente mais pobre do mundo: recusou a residência presidencial, continua morando na sua humilde chácara nos arredores de Montevideo e dirige o seu fusca 1974.  Na juventude foi guerrilheiro do Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros , que se batia contra a ditatura uruguaia. Em 1971 foi apanhado pelo regime em uma operação da guerrilha. Foi torturado na prisão, onde passou 14 anos, até a queda da ditatura, em 1985. Quando a ditatura caiu, os Tupamaros se tornaram um partido político e Mujica, desde então, foi eleito deputado, ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca e Senador. Em 2009, elegeu-se presidente do Uruguai. A sua esposa há 40 anos, a ex-guerrilheira Lucía Topolansky, também foi presa em 1972 e libertada após a queda da ditatura. Lucía é senadora. Veja abaixo parte de uma entrevista com o peculiar Pepe, sobre a legalização da maconha.  

PT divulga nota repudiando a partidarização do STF no julgamento do mensalão

A Comissão Executiva Nacional do PT divulgou ontem (14) uma nota pública repudiando a forma como se trataram os membros do partido no julgamento do mensalão. O PT afirma que o STF não garantiu o direito de defesa, deu valor de prova a indícios, fez um julgamento político, arriscou a segurança jurídica, prenunciou o fim do garantismo e inverteu uma lógica jurídica milenar que é a presunção da inocência. > Os pontos têm fundamento   É fato que o STF, para satisfazer a opinião pública, atropelou princípios legais que o direito levou anos para consolidar e transformou-se, algumas vezes, em um tribunal de exceção, adaptando, à martelo e talhadeira, as delinquências que julgava à tipificação que mais popularidade alcançasse ou a mudava para outra quando constatava que a correta estava prescrita. O STF, para evitar o vexame de ter deixado prescrever o crime de caixa 2 que todos cometeram, quis usurpar uma prerrogativa divina: escrever certo por linhas tortas. > Lacunas indecifrá...