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Sorria, você está sendo filmado

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David Green voltava para casa quando ouviu uma explosão. Instintivamente virou-se, apontou o celular rumo à fumaça e bateu uma foto.

A explosão ocorreu a metros da loja de departamentos Lord & Taylor, que possui câmeras de segurança em todos os ângulos da sua fachada.

> O grande irmão

Vivemos um quê da distopia escrita por Orwell na sua obra, “1984”: além das câmeras de segurança espalhadas, quase todos tem um celular.

Logo após as explosões o FBI pediu que todos que tivessem imagens da corrida as enviassem ao bureau.

Tamerlan Tsarnaev tinha passagem pelo FBI. O Kremlin, em 2011, alertou os EUA sobre possíveis ligações dele com ativistas chechenos. O bureau nada encontrou e o liberou, mas antes lhe digitalizou os ângulos pessoais e do irmão, Dzhokar.

> Milhares de imagens foram cruzadas

À medida que as imagens chegavam, o supercomputador da CIA as cruzava com seus arquivos. Após algumas horas apontou a imagem de Dzhokar na fotografia enviada por David Green. Os agentes isolaram as informações digitais dos irmãos para que fossem as únicas a se cruzarem com a avalanche que chegava.

O supercomputador entregou o iter criminis: antes do atentado, as câmeras da Lord & Taylor filmaram os irmãos, cada um com uma mochila, indo no rumo em que explodiriam as bombas.

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Minutos depois, outra câmera da Lord & Taylor filmou Tamerlan desprezando a mochila no chão e seguindo em frente. Nesse momento, a câmera perdeu Dzhokar, que tomou outro sentido, ainda com a mochila.

O quebra-cabeça fechou com a foto de David Green, mostrando Dzhokar, afastando-se do local da segunda explosão, sem a mochila.

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> A caçada

Imediatamente 9 mil agentes saíram ao encalço dos dois. A caçada terminou com a morte de um policial e de Tamerlan que, entrincheirado, trocou tiros com a polícia e contra ela arremessou duas bombas similares às detonadas na Maratona.

Finalmente, um helicóptero equipado com uma câmera FLIR (sensor de visão frontal infravermelho), localizou Dzhokhar escondido dentro de um barco na garagem de um morador de Watertown.

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A caçada terminou, mas as investigações não. Os EUA já sabem quando, onde, como e quem detonou as bombas. Agora quer saber por que.

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