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Cá e lá

No Brasil, mesmo depois de exaustivas exposições negativas na imprensa, as autoridades insistem em ficar no cargo: para arranca-los de lá é preciso uma força tarefa digna de arrancar cristal líquido do magma terrestre.

Em democracias maduras, onde a população não tolera o mínimo deslize de suas autoridades, renúncias por coisas que para nós são banalidades, são corriqueiras.

O presidente da Alemanha, Christian Wulff, renunciou ao cargo na sexta-feira passada, 17.

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Wulff tentou evitar a publicação de que ele tinha contraído um empréstimo privado quando era senador, e ter aceitado, em 2007, que o produtor de cinema alemão David Groenewold, custeasse-lhe um final de semana em um hotel de luxo.

O editor do Bild, jornal mais vendido da Alemanha, gravou uma ligação de Wulff, ameaçando-lhe uma "guerra" caso o tabloide publicasse a reportagem.

A publicação da gravação derrubou o presidente, pois a população não tolera sequer indícios de censura à imprensa, principalmente quando o assunto são autoridades da República.

Na mesma sexta-feira, um dos mais importantes ministros do gabinete britânico, Chris Huhne, da pasta de Energia, renunciou ao seu cargo assim que a Promotoria divulgou que ele está sendo investigado por ocultar, em 2003, infrações de trânsito.

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A Promotoria britânica abriu procedimento para apurar se Huhne teria pedido a sua mulher, Vicky Pryce, que assinasse por ele notificação de perda de pontos em sua carteira de motorista, como se a infração fosse dela.

Comentários

  1. País sério é outra coisa, lá tambem existe barbalhidade mas quando é descoberta no minimo vem a renuncia. Aqui no Pará tem gente que para apoiar o Governador na ALEPA quer somente o DETRAN e a Secretaria de Finanças, tudo isto de porteira fechada, se fosse lá, este personagem já teria no minimo perdido o mandato.

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  2. Parsifal, neste acidente com este helicoptero que presta serviços aos Bombeiros estava com o Delegado Eder Mauro como co-piloto, será que este cidadão está devidamente habilitado para exercer esta função?

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    1. A promotoria militar está apurando isto. Todavia, é certo que o acidente ocorreu por pane no rotor e não por imperícia do piloto, ou co-piloto.

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  3. Tudo bem, mas so podem ser piloto de helicoptero pessoas habilitadas e não sei se o Delegado tem habilitação para pilotar helicoptero, se tiver tudo mais ou menos bem, mas será preciso saber se esta habilitação não é para piloto privado, se for mesmo sem ter culpa pelo acidente este fato vai pegar, inclusive com o não pagamento do seguro pela seguradora.

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  4. Tambem deve ser esclarecido se o Delegado esta homologado para dirigir este modelo de helicoptero. Não basta ser piloto de helicoptero ou avião, para pilotar qualquer destas máquinas é necessário que em sua habilitação esteja homologada para dirigir estes modelos. Não basta ser somente piloto.

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