Pular para o conteúdo principal

PF encontra sala secreta na residência de Renato Duque

Shot 005

Os capítulos da Lava Jato já tanto se alongam quanto aquelas antigas novelas da Janete Clair, no horário nobre da TV Globo dos anos 70.

(Quando cheguei, de Tucuruí, em Belém, em 1969, para fazer admissão ao ginásio, não perdia um só capítulo de “Rosa Rebelde”, de Janete Clair, que disputava audiência com Beto Rockfeller, da TV Tupi, escrita por outro grande novelista, o Bráulio Pedroso).

Mas a tez não é só de novela. A Lava Jato começa a ganhar ares daqueles tocos, e imperdíveis, seriados noir.

(Quem tem menos de 50 anos não tem a menor ideia do que estou falando, mas isso é outra história que depois eu conto).

Vejam só que ontem (16) no 10° capítulo da Lava Jato, intitulado “Que país é esse?”, as obras de arte apreendidas na residência do ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque, estavam em uma sala secreta.

Como para se alcançar um compartimento secreto é preciso achar uma passagem secreta, essa era disfarçada por uma estante, na verdade, a porta secreta do compartimento secreto.

O delegado da PF Márcio Anselmo, declarou que no cômodo secreto foi “apreendida ampla gama de documentos e bens de alto valor”, entre eles, inúmeras obras de arte.

Eu gostaria de saber como a PF descobriu essa sala secreta. Será que algum delegado, sem querer, escorou-se exatamente no livro que acionava a abertura da passagem secreta?

Comentários

  1. É que quando o pessoal da policia federal quer eles descobrem tudo e eles deveriam investigar estes politicos que ficam ricos do dia para noite sem ter ganho nenhuma méga sena.

    ResponderExcluir
  2. Quando se faz uma busca, normalmente tem um perito que faz esse tipo de análise. Verifica se a estrutura comportaria um vão grande, se as paredes são de gesso e outras análise técnicas. Nada é na sorte.

    ResponderExcluir
  3. Se um mero Duque tem sala secreta, o que terá um Rei chamado Zé Dirceu, um Maracanaço secreto.
    Pobre do Lula e da Dilma vão ficar com inveja! (Patifes!)

    ResponderExcluir
  4. "mero Duque", anônimo??

    Está na hora de trocar a lente.

    Jorge alves

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Comentários em CAIXA ALTA são convertidos para minúsculas. Há um filtro que glosa termos indevidos, substituindo-os por asteriscos.

Postagens mais visitadas deste blog

Campanha para nomeação de Defensores Públicos aprovados em concurso

Os aprovados no concurso da Defensoria Pública do Pará, em 2009, labutam pela nomeação e, às vésperas da expiração do prazo do concurso, 23.07.2011, iniciam uma campanha para não terem as suas expectativas frustradas. No concurso de 2009 foram aprovados 148 candidatos, dos quais 56 foram nomeados e 92 aguardam nomeação. Por emenda da deputada Simone Morgado, o Orçamento do Estado, para 2011, prevê dotação para a contratação de 45 Defensores Públicos. A Defensoria Pública do Pará está recebendo, desde janeiro deste ano, os repasses financeiros já acrescido o valor da emenda citada, mas, até o momento não notificou os aprovados para nomeação, assim como não dá explicação alguma da não providência. Dos 144 municípios do Pará, 83 não possuem Defensores Públicos. Das 117 comarcas instaladas no Pará, em apenas 65 há Defensores Públicos lotados. O Grupo de Concursados requer a nomeação dos 45 Defensores Públicos para os quais o órgão possui dotação orçamentária e recursos financeiros para c...

Parsifal

Em uma noite de plenilúnio, às margens do Rio Tocantins, o lavrador pegou a lanterna e saiu correndo de casa à busca da parteira. Sua mãe, uma teúda mameluca, ficou vigiando a esposa que se contorcia com as dores do parto. Quando voltou com a parteira, o menino já chorava ao mundo. Não esperou: simplesmente nasceu. A parteira cortou o cordão umbilical e o jogou ao Rio Tocantins. Após os serviços de praxe de pós parto, a mãe de Ismael o chamou ao quarto para ver o filho. O lavrador entrou no quarto. A lamparina o deixou ver a criança ao peito da mãe: nascera Parsifal, pensou ele orgulhoso. O lavrador pegou uma cartucheira calibre vinte, carregou o cartucho ao cano, armou e saiu à porta. O Tocantins espreitava-lhe manteúdo. Apontou a mira da vinte à Lua e disparou: era assim que os caboclos do baixo Tocantins anunciavam a chegada de um homem à família.

Deputado Alessandro Novelino, assessor e piloto perecem em acidente aéreo

O Corpo de Bombeiros sobrevoou, de helicóptero, a área onde foram encontrados os destroços da aeronave bimotor Sêneca, de propriedade do deputado Alessandro Novelino (PMN), e lá desembarcou, através de cabos, dois policiais da corporação, que confirmaram não haver sobreviventes. Os corpos das três pessoas que estavam na aeronave foram localizados a certa distância dos destroços: o piloto da aeronave, Roberto Carlos Figueiredo, o deputado Alessandro Novelino e seu assessor parlamentar, José Augusto dos Santos. Os corpos já foram transportados, pelo Corpo de Bombeiros, para Belém e estão no Instituto Médico Legal Renato Chaves, que depois dos procedimentos exigidos os entregará às respectivas famílias. O Sêneca decolou às 8h30m de hoje (25) do aeroclube do Pará, com destino à fazenda do deputado no município de Tomé-Açu. Após 18 minutos de voo desapareceu do radar. No final da manhã os destroços da aeronave foram localizados em uma área, sem acesso por terra, no município do Acará. ...