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Desconstruindo o Dr. Alex

zebato
O ex-reitor da UFPA e atual secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Pará, Alex Fiúza de Mello, deu o ar da sua pena na topografia plebiscitária: ele é contra a divisão e inaugura a sua tese voltando ao século XVIII, para lá encontrar Adam Smith e Rousseau.

Eles disseram a Fiúza que também são contra a divisão, pois, nas citadas obras de ambos ("A Riqueza das Nações" e "A Origem das Desigualdades entre os Homens", respectivamente), não existe qualquer ocorrência que possa concatenar extensão territorial com desenvolvimento.

A mediunidade não é um privilégio exclusivo do secretário. Eu estive nessa sessão espírita, e asseguro que não passa de esforço vestibular dar fundamentos territoriais às obras citadas, porque em nenhuma delas há a mais tênue correlação do elemento geográfico com as demais vertentes defendidas, até porque no Velho Mundo de antanho, território era preocupação de reis e não de filósofos.

Voltando ao presente, argumenta Fiúza de Mello que tanto países de grandes territórios quanto de pequenas dimensões são "gigantes da economia", como EUA, China e Canadá; e Japão, Suíça e Coreia, respectivamente.

Os exemplos não servem à fundamentação desejada. EUA, China e Canadá têm territórios próximos ao do Brasil, mas, o primeiro tem 50 estados e a China 34 subdivisões e três cidades estados. O Brasil apenas 27 e mais o Distrito Federal.

O Canadá é um caso à parte: por ser um dos países com maior vazio demográfico do mundo, possui 10 estados e três territórios. Grosso modo, somente este último acudiria à tese, mas, um estudo menos epidérmico da federação canadense descortinaria que o país, que já foi uma confederação, guardou tal autonomia geopolítica que seria crasso equívoco emprestar-lhe a concepção geográfica, para comparações com o Brasil.

Quanto ao exemplo dos "pequenos que são grandes", Fiúza de Mello não atentou para o tropeço cometido: o Japão, com território quase equivalente a ¼ do Pará, é dividido em 47 estados, com executivo, legislativo e judiciário autônomos. Convenhamos, isto é um exagero, mas é assim.

Quando vamos à Suíça constatamos que o secretário Fiúza só leu Smith e Rousseau para escrever o seu artigo. Cabem 30 "suíças" dentro do Pará, e a Suíça é dividida em 26 estados autônomos que, segundo a Constituição da Federação Helvética (o que nós chamamos de Suíça), são independentes e soberanos.

Quanto a Coreia, é preciso informar ao Doutor Mello que não existe a "Coreia". Na verdade há a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Aquela, uma ditadura militar com uma área 10 vezes menor que o Pará; mesmo assim é dividia em 13 estados; esta, uma democracia com área 11 vezes menor que o Pará, é dividida em 9 estados, seis cidades metropolitanas e um distrito federal, ou seja, 16 subdivisões.

Portanto, os exemplos usados pelo secretário, mais servem aos defensores da divisão, pois, ele mesmo afirma, e aí ele acerta, que são países com desenvolvimento admirável (exceto a Coreia do Norte, que é uma ditadura), quem sabe, porque são inteligentemente subdivididos.

Quando Fiúza de Mello se muda para o Brasil e tece a mesma lógica (há estados grandes e desenvolvidos e há estados pequenos subdesenvolvidos) mais um equívoco de avaliação é cometido, ao colocar São Paulo na conta dos grandes: São Paulo está entre os menores estados do Brasil e é o mais desenvolvido. Aliás, entre os 10 estados mais desenvolvidos do Brasil , o único com dimensão territorial considerável é Minas Gerais, mesmo assim a sua área é menos da metade da do Pará e lá, também, há "políticos mal intencionados, que não leram Smith ou Rousseau", que querem dividi-lo em três.

Quanto aos pequenos subdesenvolvidos, os exemplos citados, à exceção de Alagoas, são equivocados: o Pará está abaixo de todos os estados do Nordeste no item desenvolvimento (é o penúltimo do Brasil), o que demonstra que também são impertinentes os exemplos embarcados no artigo do ex-reitor.

Aí vem um parágrafo que o Doutor Fiúza de Mello se deveria ter poupado: assevera que o atraso do Pará se dá devido "a baixa qualidade da educação". Concordo que é um dos elementos da equação, mas, como ex-reitor da UFPA, deve saber ele o quanto é complicado prover educação no Pará, e, quero crer, ele não fez melhor na expansão do ensino superior no Estado (e como eu ouço reclamações da ausência da UFPA no interior), pela completa falta de estrutura para provê-lo em um território tão continental.

Adiante, o secretário passeia pelas mesmas argumentações já dedilhadas pelos unionistas, não deixando de repetir os bordões de efeitos midiáticos, como "dividir o Pará é dividir a miséria" e demais pérolas inconsequentes, como se fossemos uma horda de miseráveis querendo curtir, por masoquismo, sozinhos, as nossas misérias.

A certa altura, o Doutor Alex faz as vezes de cartomante, ao prever o futuro: "o Estado tende a se tornar, nos próximos anos, um dos principais polos dos investimentos nacionais e internacionais" e preconiza que o nosso PIB vai crescer "acima da média brasileira" (eu ouço isso desde o século passado). A discussão, aí, vira uma gincana de ponta-cabeça, pois, os divisionistas, prometem a mesma coisa se dividir: deu empate.

Ao final do artigo o secretário faz o rabo torcer a porca, ao desembarcar com a pisada tese diversionista de que a culpa é dos políticos (está vendo, meu caro governador, sobrou para V. Excelência: o secretário esqueceu de observar que a culpa é dos políticos que querem a divisão, que são os mal - ou maus - intencionados e etc...). Alega que se os paraenses forem capazes de eleger melhores políticos terão melhores políticas. Portanto, nós paraenses, de todos os quadrantes, na próxima eleição nos deveremos aconselhar com o Doutor Alex sobre em quem deveremos votar: ele será o nosso caudilho acadêmico-eleitoral.

Meu caro Alex, por favor, menos. Você já esteve, e agora está, em um cargo político e, com certeza, vivencia as dificuldades de não se ver capaz de realizar aquilo que a sua inteligência poderia providenciar, e não é que você não seja um bom quadro: é somente a sua ideia que não corresponde ao fato que você edifica (o início da sentença é com o Cazuza).

Meu caro governador, desculpe-me mais uma vez lhe incomodar, mas, seria de bom proveito, devido às circunstâncias, que V. Excelência pedisse aos seus auxiliares que deixem só o Orly no embate: o danado, sozinho, sem o Smith e sem o Rousseau, somente com uma cuia de tacacá e uma partícula diminutiva, está dando conta do recado.

Meu caro Orly, tu ficas me devendo esta.

Comentários

  1. Muito bom, parabéns. É por isso que lhe admiro.Por essa capacidade incrível de concatenar as idéias. Você foi formidável em desconstrur Alex Fiúza.

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  2. O Doutor Alex pegou uma Peia do Doutor Parsi...KKKKKK

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  3. Ismael Moraes22/11/2011 06:37

    Caro Parsifal, nutro admiração (quase inveja) por quem polemiza nesse patamar de cultura, argumentação, clareza de raciocínio e domínio do vernáculo. Gostaria que o Dr. Melo aceitasse o desafio e, para o bem da cultura (que ele representa oficialmente) viesse a baila terçar idéias.
    Meus parabéns, inclusive pelos merecidos créditos dados ao nosso querido Orly.
    Abc

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  4. Parafraseando seus últimos paragrafos:
    Meu caro Parsifal; esse artigo está perfeito,deu ao servidor público intelectual, sua verdadeira dimensão.

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  5. Concisão, clareza e muita inteligência(vivência)! Essa é a receita para "desconstruir" ou desmistificar certos pré-conceitos! parabéns, Dr. deputado! Deus seja com todos.

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  6. Parsifal;

    A cúpula do governo Jatene e o comando da frente do "não"; leia-se Zenaldo Coutinho e apaniguados políticos, realmente baixaram de vez o nível dos debates e estão apelando para aquele "discurso caboclo com direito a reforço no sotaque", ou melhor, uma reinvenção pobre do estilo "Natal Silva" de participar em campanhas políticas, diga-se desta, com um humor bem mais palatável; coisa que de um jeito ou de outro, no sul do Pará soa muito estranho. Acho que estão contando apenas com os votos de Belém e - como preceitua Machiavel, com os dos eternos insatisfeitos das localidades próximas as cidades candidatas a capital.

    Falam nas eternas riquezas do Pará, como se gerações e gerações também não tivessem falado o mesmo, sem que ninguém do povo se beneficiasse disto. Falam em desemprego em Belém, como se uma competição fictícia e malvada fosse enfraquecer o nosso mercado de trabalho. Não se fala nas indústrias que já fecharam as portas por falta de seriedade e nem das que nunca foram destinadas a sair do projeto da SUDAM (apenas pegar o dinheiro). De repente os políticos locais descobriram a causa do nosso lamentável atraso econômico e social: os separatistas. O pior de tudo não é a vitória do não, é o povo se convencer de que o estado inteiro está ótimo. Estamos mais uma vez assistindo o velho estelionato político conduzindo eleições no Pará.

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  7. Desculpe a intromissão, mas quando o debate se eleva às alturas com essa importante contribuição do ex-Reitor da UFPA, soa ridículo querer menosprezar um debatedor de tão alto nível, só porque invoca Adam Smith e Rousseau.

    Qual é o problema de se buscar no século XVIII os fundamentos das idéias? Os separatistas de Santarém não dizem que essa idéia vem desde o século XVIII?

    Meu caro deputado, respeito a sua opção e as suas conveniências políticas, mas a divisão do Pará é
    um assunto sério demais para ficar exclusivamente à mercê das "dudices" do Duda e das "bezerragens" do Orly - que nada esclarecem, só confundem e puxam o debate para seu nível mais baixo e degradante.

    (Marqueteiro político, aliás, é uma praga que deveria ser varrida da face da terra "per omnia seculo seculorum". Amém!)

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  8. 08:47:00,

    Nada contra Smith e Rousseau, eu fui lá, conversar com eles também. Permita-me ainda declarar que não há menosprezo na réplica, tanto que ela foi feita, por eu considera-lo merecedor.
    Os marqueteiros falam à inteligência emocional das pessoas e elas entendem perfeitamente as figuras que eles propõem.
    De fato, são uma praga porque sabem exatamente o que dizer, como dizer, quando dizer e porque dizer para atingir a grande massa, que é tão, ou mais inteligente que nós, que nos julgamos letrados por termos lido os clássicos. Ou seja, somos uns boçais ao pensar que eles são manipulados, quando, na verdade, não está claro quem manipula quem.

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  9. Caro Deputado,

    Não me contive e no popular "rolei de rir", parabenizo Vossa Excelência pelos brilhantes argumentos.

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  10. É, eu também acho que só Orly dá conta, pois o resultado já está escrito nas estrelas e vai ser não. Mas está sendo bom por estarmos lendo ótimos textos.

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  11. Menos Parsifal, por mais q quase sempre discorde do dr. Alex nesse ponto ele tem razao, o problema do nosso estado nao e territorial mas humano, subdevensolvimento humano justamente nos detentores do poder e naqules q tem um diploma de mestrado ou doutrorado q e o entrave do estado, com a divisao vamos expurgar esses incompetentes do poder? Nao, pelo contrario vamos mutiplicar o pior problema q temos falta.de.capital humano capacidado, tas achando q so os empresarios tem problema p achar gente competente?
    Enquanto continuarem discutindo bobagens enao focar no ser humano, a regiao vaicontinuar sendo o rabo do brasil.

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  12. Muito bom, parabéns, pelas suas argumentações, mosntra que tem muito conhecimento, são sabias. Você foi formidável em desconstruir o Ex Reitor que deveria ficar calado, nem dá para entender de que lado ele está.
    Agora convenhamos é difícil construir uma idéia pelo tamanho do espaço, o que está em jogo é que deve ser feito para mudar os índices ruins do Pará. Será que a divisão é o melhor caminho? Tenho dúvidas! Não se tem a resposta, não se tem estudos que comprovam isso. Será que a Divisão está sendo sonhada por paraenses? ou por gente que se deu bem e quer ficar melhor, Há a preocupação com a nossa gente. Um perigo.

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  13. Será Nâo!? Acho que era, digo era o que se esperava do Plebiscito, mas com alguns tão formidáveis defensores do Sim, acho que não será o que se supunha qdo começou a campanha. Alguns taxistas que exibiam orgulhosos o adesivo do Não, já o retiraram dos seus carros. Obviamente meu voto é Sim!

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  14. mudei de opiniao era nao agora sou sim

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  15. Deputado, o senhor que tem freqüentado as sessões espiritas, da para saber o que os espíritos andam dizendo sobre no que vai dar as investigações acerca das corrupcoes, pilhagem, bandidagem, da casa onde és deputado? E quando vão pegar os verdadeiros bandidos igual fizeram na assembléia legislativa de Rondônia?

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  16. Nobre Deputado, parabéns pelo texto mostrou, também, conhecimento academico. Entretanto acredito, hoje mais que ontem, que a divisão ou não carece de mais elementos. Uma coisa é certa a discussão atual nos mostrou a necessidade de cnhecermos um pouco mais do nosso Pará.

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  17. 14:04:00,

    Isto não é caso de sessão espírita, mas, de polícia.

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  18. Caro Parcifal,
    Neste espaço, verdadeiramente se discute idéias e opiniões, em alto nível. Aqui as divergências nos tiram dúvidas, nos esclarecem e nos subsidiam para decidirmos nossa opinião, dia 11 próximo.
    Sou teu seguidor frequente e teu admirador, além de companheiro de outras batalhas.
    Aliás, parabens tambem ao dr. Alex pela contribuição. Abraços,
    João Chamon Neto

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  19. Não adianta tapar o sol com a peneira, não é o traje que faz o monge, mas a humanidade.
    Tão perdendo dinheiro e energia discutindo bobagem, gastando dinheiro público pra iniciar a campanha de prefeito do ano que vem, conduzindo o publico a debater "sexo dos anjos" enquanto que o "potencial humano" continua sendo tratado como lixo.

    Mal posso esperar pra ver daqui a 50 anos esse plebiscito, se for lembrado, ser tratado pela futuras gerações como uma das maiores bobagens do estado depois da passarela caríssima da BR, não precisa ser médium pra saber, basta ter bom senso.

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  20. O Doutor Alex Fiúza de Mello, ex-reitor da UFPA e atual Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Pará, jamais "gazeteou" aula, porque sempre foi e ainda é um estudante aplicado e brilhante, mas, por razões de força maior, não compareceu a essa aula acerca dos pensamentos dos filósofos Jean-Jacques Rousseau e Adam Smith, por isto, recorreu à mediunidade pra invocar seus ensinamentos e lhes impor implacável adesão à tese contrária à Divisão do Estado do Pará.

    De outro passo, o modesto escritor, poeta, filósofo, jurista, professor e parlamentar PARSIFAL PONTES, nativo, caipira e roceiro lá das bandas de Tucuruí, não se ausentou de tão magnífica aula, de tão respeitável e digno debate, e com a lucidez dos sábios acaba de repassar os ensinamentos recebidos.

    Que bom!

    Aprendemos todos nós!

    Obrigada DOUTOR PARSIFAL!

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  21. André Fernandes22/11/2011 16:28

    Você Deputado Parsifal tá mais pra engraçadinho e enfeite de mesa de sala de espera do que pra reparar o que escreveu ou deixou de escrever o Ex-reitor da Ufpa. Agora eu lhe pergunto Deputado, quais são seus projetos na área da educação pra minimizar o sofrimento do povo paraense, ou melhor, o que você tem feito nos dois mandato de Deputado em prol do povo paraense, vamos lá o povo precisa saber como a sua competência e astúcia funciona no PARLAMENTO em favor do povo paraense.

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  22. Caro editor, repórter,articulista ou sei lá o quê.
    Interrompi a leitura do seu artigo-resposta lá pelo sexto parágrafo.

    Estava até interessante.

    Mas não posso dar trela a quem escreve "A grosso modo".

    Isso é de uma ignorância de dimensões amazônicas.

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  23. 16:43:00,

    Não tenho a aptidão para nenhuma das profissões citadas: aqui, sou apenas um blogueiro.
    Você não sabe o que perdeu para a frente, por ser parado por um simples pleonasmo ablativo, causado por uma desavisada preposição.
    Ainda, seria mais produtivo se apontasse o erro com educação, como outros têm feito por aqui, e eu imediatamente tenho corrigido.
    Já que você me empresta o favor de fazer a revisão, coisa que quem escreve geralmente não faz, como é o meu caso, peço-lhe o obséquio de sempre que ver um erro, avise-me, que corrigirei imediatamente.
    Mas, para isto, leia o texto todo. Algumas vezes o erro está no parágrafo final.

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  24. Na cerimônia de umbanda, da qual participou o ex-Reitor Fiúza de Mello, o PAI-DE-SANTO, incorrigível e desprezível espertalhão, lhe explorou a boa fé e a credulidade. Tal pseudo babalorixá é useiro e vezeiro na manipulação do charlatanismo e naquele ritual fingiu incorporar os espíritos de Adam Smith e Rousseau, com isto, deformou, desfigurou e conspurcou os pensamentos e ensinamentos daqueles doutos filósofos desencarnados.

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  25. 4 comentários foram moderados por conterem termos ofensivos ao Doutor Alex.
    Por favor, critiquem o que foi dito e não quem disse.

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  26. Parsifal, por favor leia no blog do Zé Carlos "Divisão do Pará para quem?" e comente para nós. É muito interessante para formar opinião. Obrigado.

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  27. Os taxistas de Belém retiraram de seus taxis os adesivos do NÃO - não porque tenham mudado de opinião, mas porque o taxi é concessão pública, e a Lei Eleitoral não permite que neles se faça propaganda política.

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  28. Alguém leu o artigo do fiuza fora o caro deputdo? Ele como bom advogado que é até Jarde Baralho consegue defender. Ei Parsifal vai querer da uma de lula agora? não faça isso desprezando o conhecimento acadêmico, pois com tua esnobe retórica isso o fazes muito bem. Seria bom que qualquer leia esse artigo e tire suas próprias conclusões.
    PS: desponibilize à nós caro deputado esse artigo. Pois se no século 18 ficaram vamos ter que rasgar toda a literatura dessa aurea época.

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  29. Deputado, responda ao anônimo das 16:28, pois tambem tenho curiosidade acerca de sua atividade parlamentar, ate para eu poder votar quem sabe no senhor.

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  30. 18:49:00,

    O artigo do Doutor Alex está 'linkado' na postagem. Todas os negritos são links.

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  31. 19:25:00,

    Agradeço-lhe a intenção de conhecer o meu trabalho, para, quem sabe, conceder-me o seu voto.

    Convido-lhe a ir até a Alepa, em dias de terça a quinta-feira, que será um prazer mostrar-lhe o que faz, e como é, o dia a dia de um deputado.

    Basta chegar ao plenário, pedir para um dos ordenanças avisar-me, identificando-se como a pessoa que postou este comentário, que lhe atenderei.

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  32. 22/11/2011 19:25:00:

    Na Comissão de Constituição e Justiça e no Plenário, o Deputado PARSIFAL PONTES destaca-se como o gênio do Parlamento Estadual e empresta a sua genialidade pra servir e honrar a causa pública.

    O talento daquele PARLAMENTAR dignifica e intelectualiza o processo legislativo, os debates e as decisões dos Colegiados daquela Casa, inclusive do Colégio de Líderes.

    Será pouco?

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  33. As opiniões e os votos do Deputado Parsifal, seja nas Comissões Técnicas; nas reuniões do Colégio de Líderes; nas consultas que lhe são dirigidas pelos seus Pares ou no Plenário, além de portentosas, são extraordinárias peças jurídicas robustecidas de excepcional domínio do processo legislativo.

    Ademais, tem o dom da oratória refinada, eloquente e de estonteante intelecto, que deslumbra e maravilha até mesmo os mais fervorosos adversários e desperta a admiração não só do povo nas galerias, mas, também, dos demais Deputados e de todos os servidores que trabalham no Plenário.

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  34. Quando assisto aos programas políticos “gratuitos” como esses do “sim” ou “não”, lembro-me da música “Televisão”, dos Titãs.
    Mesmo que mais uma vez sejam comoventes os números e imagens horrendas da miséria humana expostos, como carne crua, pela campanha do "sim”, apesar da caquética indiferença ou do vil entorpecimento a que cada um de nós está acometido.
    Mas curiosamente parece haver um proposital escamoteamento dos verdadeiros culpados por esses flagelos de dimensões continentais.
    Pois então, de quem é a culpa da negligencia fiscal, que culmina na sonegação e concentração de renda nas mãos de poucos?! Quem será responsabilizado por omissão ao calote da famigerada lei Kandir, que engambelou mais de R$ 21 bilhões dos cofres estaduais?!
    E os rios de dinheiro ganhos pela Rede Celpa, usurpados de pobres consumidores de bicos de luz?! E quem pagará as centenas de milhões reais surrupiados da Alepa e das inúmeras licitações superfaturadas do estado e das prefeituras? Quem aprovam as contas de um orçamento tacanho que nunca fecham?!
    E por que a postura silente diante a semideusa Vale? Aquele mega conglomerado que ganha toneladas de dólares com a exploração do nossos minérios, inversamente proporcional ao aprofundamento dos buracos e a pobreza deixados em nosso solo. Qual a fórmula de cálculo dos valores dos royalties deixados nos municípios paraenses?
    Será que mais uma vez foi estabelecido o pacto da mediocridade?! Anuviando o franco e aberto debate sobre as reais causas e consequências que nos tornaram, ao mesmo tempo, uma federação socialmente esquálida e um vital almoxarifado a disposição dos interesses capitais do sudeste brasileiro.
    Quem foram e quem são os promotores da histórica indigência a qual foi submetido o povo paraense? Por que até agora só parlamentares de outros estados foram abominados nas campanhas do “não”?!
    Quem sabe, nesses nebulosos debates, tais sujeitos ainda sejam considerados admiráveis feitores de uma epopéia.
    Ainda falta muito para que cheguem os primeiros raios solares para um debate verdadeiro e conscientizador.

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  35. É claro que a miséria do estado do Pará está em suas mãos nobre deputado e nas mãos de todos os outros que com discursos filosóficos e populistas em campanha traçam o "paraiso" no qual o povo sempre acredita.
    Essa tese eu não abro mão e todos os outros separatistas tb.
    Como pode um politico que faz politica no sul do pará pode ter a 20ªfortuna entre todos, todos,,,todos os politicos do brasil? isso é fato ,o que precisa nao so no pará mas em todo o brasil é compromisso com a verdadeira causa que é o progresso,o desenvolvimento ,o acesso a cultura, isso que se precisa.
    ~VAMOS VOTAR PELO NÃO A DIVISÃO DO ESTADO DO PARÁ - VAMOS VOTAR 55

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  36. Regina Tavares Silva23/11/2011 00:19

    Parabéns Dr. Parsifal
    Acho que devíamos seguir era o exemplo do Japão. Rsrsrs... não com todo o exagero, é claro.

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  37. 4 comentários foram moderados por conterem termos chulos e ofensivos. Por favor, critiquem como desejarem e quem desejarem, mas, sem termos chulos.

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  38. 22:59:00:

    O Médico e Deputado Federal Giovanni Queiroz é proprietário de Hospital, patrimônio adquirido bem antes de ingressar na política. A política não lhe fez um privilegiado da fortuna, o exercício da medicina, sim.

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  39. Como estou na minha pesquisa exatamente delineando alguns escombros que o péssimo ensino de matemática tem provocado no curso de engenharia da UFPA, aproveitei para falar um pouco disto transbordando para o social. Eis o que relato que se complementa com o que vai anexo:

    ¨E o maior de todos agora se desenha, via a divisão do Pará. No começo dos anos 90 estive em Santarém ministrando disciplina e pelos os corredores exalavam o inconcebível: gente com cargo de docente discursando que enquanto não houvesse o Estado do Tapajós, o campus só iria receber de refugo ao rebotalho do campus de Belém. Obviamente que tudo estava sendo feito com a plena anuência da cúpula da reitoria, bem como determinado estava que por mero interesse político esses preferiam considerar-se parte dessas impropriedades do que ter postura de interesse pela educação.

    De fato, desprezo e até leniência pela assistência estudantil - garantia de alojamento, comida, livros e bolsa para todo aluno carente - sempre foi comum pelo Brasil, mas no Pará, pela sua imensidão e condições sociais, sempre tornou estudar na UFPA/Belém fator de desigualdade absurda entre os estudantes paraenses. Assim como, haver isso em quantidade razoável não anularia toda necessidade da interiorização. Entretanto, até mais do que desenvolvê-la, abusar dessa situação por tais interesses e como fonte de ganho extra, sempre foi um ato dos mais escandalosos da história da educação paraense.

    Lembrando que sou cearense, fator que pede moderação nisto, agrava-se pela minha condição de docente, a qual exige que não deixe algum aluno ser induzido ou se auto censurar em função da minha posição. Além disso, educação de qualidade torna nenhum assunto proibitivo, porém exige cuidado para não resvalar para situação mais trágica. Menos ainda, como nesse caso, quando há outras, e embora aparentemente distante, como é o caso da internacionalização da Amazônia, que podem aflorar com mais vigor.

    Logo, o que reclamo é do fracasso patente e até construído pela UFPA, portanto, todos nós agora, por não ter historicamente atuado de forma que o debate fosse respaldado com um pouco mais de educação de qualidade, já que os sentimentos sinceros de cada grupo precisam ser respeitados.

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  40. Veja como são as coisas. O Brasil só irá ter um pouco de qualidade em educação quando houver oportunidade para todo e, portanto, valer todo o esforço para estudar. Que motivação tem a imensa maioria dos estudantes paraense para fazer isso, se mesmo que tire boas notas do vestibular da UFPA, as condições financeira irá levá-lo para desgraça de desistir antes da matríucla ou fracassar depois por falta de condições mínimas, tais com^: alojamento, livro e comida? Alex foi reitor por duas vezes e:
    a) Fez alojamento? NÂO. Gastou com auditório de luxo. Por que não com alojamento? Isso só serve mais para acoitar vagabundo e trazer pobre para concorrer com vagas de filhos da cúpula.
    b) A UFPA tem gráfica mantida com recursos públicos de um tudo e a lei permite, tal qual genérico, reproduzir livro, desde que essencial para graduandos, pagando diretamente ao autor, coisa R$ 2,00 por exemplar, desde que seja para pobre, porquanto, vendido apenas para cobrir esse custo. A gráfica da UFPA produz livros dessa forma? NÂO. Essa é mais para publicar coisas sem serventia da turma da cúpula, dentro da velha ideia: pobre que se lasque, posto que, nunca deveria ter se metido a besta de querer estudar em universidade pública.

    Esse e outra de pública recebeu tal missão de desgraça social quando foram nomeados docente, sem concurso, mais por ser laia de general da ditadura. Muitos desses entraram dentro de um acordo: se fingir de esquerda para pegar otário.
    Veja um caso: [ Então, qual é o centro do problema? Foi feita uma conciliação entre os que saíram do poder e os que entraram nele. É como se os ditadores dissessem: “Eu saio, mas vocês preservem o essencial: o sistema de dominação. Garantam os interesses econômicos de quem nos sustenta e a nossa segurança política”. Aí está o nó da questão: trocam-se os governantes, mas se preserva o essencial da dominação!]

    http://blogprofmariosergio.blogspot.com/2011/11/comissao-da-verdade-ou-confissao-da.html

    Quem teria poder de avalizar tudo isso com a garantia de que iria manter e formar mentalidade para que tudo ficasse como sempre esteve? Só há uma entidade em tais condições: UNIVERSIDADE PÚBLICA

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  41. Se lembrarmos que tivemos dois governos Lula e FHC, cuja diferença base é: um semi-analfabeto e outro dono de uma pasta 007 cheia de diplomas de nível superior, alguns até pela maiores universidades do mundo. Porém, em termos de desprezo pelo povo, só o fato de FHC ter definido o segundo mandanto via conchavo na calada da noite prova tudo. Isso torna um milagre que Lula mais do outro, não tivesse ficado eternamente.
    Ou seja, é bastante comum no Brasil que quanto mais titulado mais socialemnte idiota, quando se trata do povo.

    Do que reclama Alex, educação, esse foi um dos que sempre usou isso mais fazer desgraça. Agora mesmo, a sua turma projeta criar mais um campus da UFPA em Ananideua. Porém, ao contrário do que exige educação pública, ser na BR para que uma maior quantidade possa ter change e que ingresse o melhor, será lá para dentro para dificultar isso e assim facilitar para que os que sempre fizeram politicagem com educação até comemore boa quantidade de ingressante em nível superior sem que tenha investido nem um centavo a mais em educação básica.

    Basta ir na UFPa que verás que falta bastante livro da biblioteca, mas Alex investiu até em portifólios de luxo que poucas empresa privadas dispõe, só para anunciar o que ninguém deixa de saber.
    Depois, o próprio é símbolo da desgraça. Esse país contrata docente para universidade pública que depois praticamente nem aparece em sala de aula por achar isso até coisa para desgraçado, posto que, o competente é quem consegue cargo adminsitrativo e fica livre de ter que lidar com aluno, especialmente de graduação, deformado por uma educação imprestável.

    Agora o seu caso: faltou você lembrar que em todos esses casos que citou, cargo político é e só se ganha como servidor público comum e são por cada estado em quantidade diminuta e, portanto, muito longe de ser como por essas bandas: o cargo servir para produzir milionários e uma quantidade absurda de gente que mais atrapalha do que produz qualquer coisa que preste.
    Que o responsável para ensinar isso a você e o povo em geral, universidade pública, é mais cheia de imprestáveis, isso eu sei. E será assim enquanto a reitoria estiver cheia de docente que não faz nada e os corredores servido mais de passarelas para aluno sem aula.

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  42. O debate sobre o Plebiscito do dia 11/12/2011 tem nuanças multifacetárias.Pouco resolve ou em nada contribui para o esclarecimento público, se rumar para o campo do parnasianismo ou do estiloso jogo de palavras.Porque assim ganha em sofisma, mas perde em significado e consistência.De fato, há mesmo um histórico a respeito da divisão do Pará desde os tempos barrocos. Acontece que cada tempo tem sua intensidade e o seu desafio. O problema é agora. A quem interessa tal proposição??? - Nenhum estado davfederação está sob processo plebiscitário. Por que só o estado do Pará??? Isto, por si só, leva ao imediato questionamento. Ora, se nem o reino de Satanás tá dividido, então qual a justificativa tão angustiante para dividir o Pará? - Se a justificativa é essa da mídia do sim, que insiste na divisão pela percepção dos pontos negativos, isto está caminhando mais pelo efeito contrário do a favor, afinal, onde no Brasil não tem mazelas e descaso do poder Público.O problema do Pará não é de divisão, desde o Império, é de gestão.

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  43. Dr. Parsifal,
    A praga foi lançada para cima do sul do Pará porque a folha corrida do Lira Maia, não cabe nos cinco minutos de programa do NÃO.
    Aqui em Santarém o povo anda meio desanimado e culpa Carajás, antecipadamente, pela perda da oportunidade de emancipação.

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  44. Deputado o Sr. não tem condições de desconstruir o ex-reitor o Dr. Alex Fiúza de Mello a distância são grandes. Aliás talvez o Sr., tenha sim como Deputado do PMDB famigerado ajudado a descontruir o Estado do Pará. Não conheço e sei que de projetos importantes para o Desenvolvimento econômico, humano e sustentável o Sr. não produziu nada, nadinha e, não venha com historinhas furadas, de bom e garganta o Sr tem em defender o indefensável o seu amigo ficha suja Jader Barbalho.

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  45. Mais legítimo o anseio de Tapajós. Só que vão morrer afogados juntos porque as campanhas só falam de Carajás. Se esse plebiscito fosse só para o Tapajós, era mais fácil passar. Acho que daqui a pouco as duas regiões vão brigar entre si.
    Aí vai ficar feio.

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  46. O programa do não colocaram a Dira Paes pra falar contra a divisão. Deixaram de dizer onde ela mora hoje e porque. Aliás, não foi ela também que apareceu nos jornais do sul do país, em fotos íntimas com a XERIFA DA ROCINHA, mulher do TRAFICANTE NEM??????
    A verdade é que ela não está NEM ai pra nós!

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  47. Anônimo das 16:49
    Prove o que vc fala. Eu te desafio. Mostre que a Dira é esse bagulho que vc diz aí, seu ofensor barato e inconsequente.

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  48. Deputado, sou o anônimo das 19:28, infelizmente não tenho tempo disponível para ir ate a Assembléia, veja que posto comentários sempre após as 18 h, quando consigo um remoinho. Todavia, não custaria nada ao senhor, maior interessado, ou por meio de seus assessores, muito bem pagos por sinal, abrir um link no seu blog listando sua contribuicao na atividade parlamentar para o beneficio da população de todo o Pará. Afinal, a internet serve para otimizarmos o tempo.

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  49. Vocês, que perdem a tramontana, xingam e gritam (texto em caixa alta), estão perdendo uma ótima oportunidade de marcarem as respectivas posições, pois sou obrigado a moderar.
    Tentem conter o ódio, respirem fundo e vocês conseguirão se posicionar com educação clareza.

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  50. AGORA SOU SIM.

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