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Os aloprados atacam novamente

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Membros do ministério de Dilma Rousseff seguem enfrentando problemas com o passado. O vento rufou rumo a Aloizio Mercadante, ministro da Ciência e Tecnologia, com a recidiva do caso dos “Aloprados”, adjetivo cunhado pelo próprio Lula ao se referir aos membros do PT que tentaram fornir um dossiê contra José Serra, em 2006.

Um dos aloprados, Expedito Veloso, resolveu aloprar de novo e revelou que o Mercadante coordenou toda a operação para montar o dossiê, que teve a circulação frustrada por interceptação da PF, que prendeu os petistas com 1,7 milhão na mala, segundo Veloso arrumados pelo falecido presidente do PMDB de São Paulo, Orestes Quércia.

À época, o governo combinou com a oposição, que fazia carga, uma CPI para apurar o assunto. A CPI seria controlada pelo governo e a oposição só faria os discursos para a galera. Excluir-se-ia do relatório quem o governo desejasse.

Da mesma forma como Sarney operou na CPI da Biopirataria, que incluiria a então senadora Ana Julia e a sua chefe de gabinete Joana Pessoa, por seus supostos envolvimentos em fraudes com madeireiras em Anapu-PA, excluindo ambas do relatório final, foi operado para que a CPI dos Aloprados ignorasse qualquer vestígio de participação de Mercadante.

Como estas recidivas se dosam em gotas, Expedito Veloso voltou à carga esta semana, e garante ter gravações (hoje em dia é tudo gravado) que comprovam que mais um ministro, neste caso uma ministra, estava no comando dos aloprados: trata-se da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Veloso garante que a ministra, à época senadora, participou, onze dias antes da prisão dos aloprados, de uma reunião com os próprios - Veloso, Osvaldo Bargas e Jorge Lorenzetti -, no gabinete do senador Mercadante, para acertar os detalhes da operação.

Os procuradores federais já declararam que ouvirão Veloso novamente. A oposição, para cumprir o seu papel, já se movimenta atrás de assinaturas para outra CPI. O governo já determinou aos seus soldados na Câmara e no Senado que não quer saber de CPI: nem combinada.

Na quarta-feira passada, antes da imprensa incluir Ideli Salvatti na roda, a presidente Dilma chamou Mercadante e mandou que ele fosse logo ao Senado se explicar, o que ocorreu ontem pela manhã, na Comissão de Assuntos Econômicos, quando Mercadante declarou que a notícia é requentada e que o Supremo Tribunal Federal determinou o arquivamento das investigações contra ele, por falta de provas.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) contra argumentou que agora há provas: o testemunho de Expedito Veloso.

Na mesma linha, espera-se as explicações da ministra Salvatti, que nunca havia tido o seu nome envolvido no assunto, até agora.

Comentários

  1. Nada há de surpreendente em comprar-se um dossiê contedo denúncias contra adversários políticos. É isso o que a oposição vive fazendo com ministros, antes de Lula, agora de Dilma. Vão ganhar eleição PSDB-DEM; e parem de chorar e de recorrer ao "tapetão"!

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  2. O Brasil precisa ser passado a limpo, por isso que eu insisto Deputado, assine a CPI da Corrupção, vamos passar a limpo o Pará.

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  3. Pensei que o da esquerda fosse o ex-deputado Carlos Martins, do PT/PA hehehe.

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