O ministro do STF, Gilmar Mendes, depois de segurar por um ano e nove meses o seu voto no julgamento da proibição das doações de empresas a candidatos e partidos políticos, tentou acossar os seus pares a mudarem a posição, mas não conseguiu o intento. As razões de Mendes, quiçá pudessem ser ouvidas, mas a forma truculenta e politizada como defendeu o seu voto lhes selaram a derrota. Festejo a decisão , pois sou doutrinária e politicamente contra doações de empresas, mas a proibição teria que ser acompanhada do financiamento público de campanhas e votos em listas fechadas pelos partidos. E foi exatamente aí que Mendes construiu um silogismo correto, pois o tecido eleitoral se esgarça quando a medida se faz divorciada daqueles dois institutos. A Câmara Federal aprovou , na quinta-feira (10), o projeto de lei que permite doações de empresas a partidos. A presidente Dilma poderá, com base na decisão de ontem (17), vetar a lei, mas a Câmara poderá derrubar o veto. E aí começa a confusão....