A presidente Dilma, para quem aturar dengos de políticos é padecer num purgatório, prepara-se para o suplício de apaziguar os ânimos próximos à heliosfera dentro da geografia do seu próprio partido. Os demiurgos do PT na Câmara Federal estão com todos os fios descascados: o líder do governo, Candido Vaccarezza (PT-SP), o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), depois de amargarem sucessivas derrotas do Planalto (todos queriam os lugares da senadora Hoffmann e depois, como consolação, o da ex-senadora Salvatti), se dizem desprestigiados e fazem veladas críticas à mão política da presidente. O ex-presidente Lula, desde a sua última aparição no teatro incendiado por Palocci, resolveu distribuir simpatia em outras plagas e não quer gastar a sua beleza nas comezinhas alcovas do poder: limita-se a atender os telefonemas da presidente Dilma, a quem aconselha, e desconversa quando outros interlocutores o procuram pa...