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Mostrando postagens com o rótulo Cinema

Finalmente, DiCaprio vence o Oscar de melhor ator

Depois que fui ver “O Regresso”, sai do cinema dando outro nome ao filme: “Uma ode a Leonardo DiCaprio”, e apostei que, finalmente, o ator romperia o longo jejum original, recebendo o Oscar de melhor ator em 2016, pela brilhante atuação, o que ocorreu nessa madrugada (29). A vitória de DiCaprio foi mais saborosa porque ele disputou o título com mais quatro indicados de peso: Michael Fassbender (“Steve Jobs”), Eddie Redmayne (“A Garota Dinamarquesa”), Matt Damon (“Perdido em Marte”) e Bryan Cranston (“Trumbo: Lista Negra”), e bateu todos. Opino, todavia, que o Oscar não veio pelo seu melhor trabalho (para mim ele já fez melhores), mas porque Hugh Grass Glass (que ele interpreta em “O Regresso”) é o tipo de personagem que costuma render prêmios, pois leva o ator aos limites da interpretação dramática. “O Regresso” também consagrou o diretor mexicano Alejandro Inárritu, que já havia arrebatado a estatueta de melhor filme e melhor diretor, em 2015, por “Birdman” e na edição de 2016,...

45 anos depois

Quem já passou dos 50 e gosta de cinema, com certeza assistiu o clássico drama romântico de 1970 "Love Story - Uma história de amor", dirigido por Arthur Hiller, tendo como atores principais Ali MacGraw e Ryan O’Neal. Indicado para 6 Oscar, venceu um, o de melhor trilha sonora, que foi toda composta pelo francês Francis Lai. O tema do par romântico “Love Story”, foi uma das mais belas baladas já compostas até hoje para o cinema. Para mim, a melhor defesa da canção foi a de Andy Williams, que você pode ouvir abaixo, sob algumas cenas do filme: Depois desse filme, Ali MacGraw e Ryan O'Neal jamais voltaram a atuar juntos, mas eis que 45 anos depois, Ali MacGraw, com 76 anos, e Ryan O'Neal, com 74, voltam à cena, na releitura da peça "Love Letters" (Cartas de Amor), sucesso da Broadway que fez a sua pré-estreia no Broward Center, em Fort Lauderdale, na Flórida, e iniciará uma turnê por todos os EUA, prometendo, mesmo pelo fato da dupla voltar a atuar junto, ...

Mad Max: Estrada da fúria é aclamado por 493 críticos de todo o mundo como o melhor de 2015

O filme "Mad Max: Estrada da fúria", sobre o qual eu falei na postagem “ Mad Max: A Estrada da Fúria”. O road movie definitivamente definitivo ”, foi aclamado o melhor filme do ano pelos 493 criticos de cinema de todo o mundo, que compõem a Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI). O diretor australiano George Miller receberá a merecidíssima honraria em uma cerimônia especial do Festival de Cinema de San Sebastian, na Espanha, em 18 de setembro. "Mad Max: Estrada da fúria" conseguiu agradar gregos e troianos e já arrecadou US$ 370 milhões nas bilheterias de todo o mundo, sendo o melhor resultado da franquia. E o melhor de tudo é que, com o sucesso, Miller já prepara o quinto episódio da saga, que se chamará “ Mad Max: The Wasteland ", que deverá ficar pronto até 2018. Se você não viu na telona, veja abaixo um teaser do que perdeu:  

Omar Sharif

Faleceu na sexta-feira (10), na cidade do Cairo, aos 83 anos, Michel Demitri Shalhoub. Esse nome, todavia, não seria reconhecido nas manchetes que se abriram no mundo inteiro, pois, após converter-se ao islamismo, para se casar, Michel Shalhoub mudou o nome para Omar el-Sherief. A fama, como um dos pioneiros atores de origem árabe a conquistar Hollywood, mudou a grafia para Omar Sharif, que depois do sucesso alcançado como ator coadjuvante em um dos mais espetaculares filmes de todos os tempos, "Lawrence da Arábia" (7 Oscars), passou a ser um dos mais requisitados atores do cinema mundial. Omar Sharif estreou em 1954 , como um promissor ator da indústria egípcia de cinema – sim, o Egito já teve uma indústria de cinema – no filme “ Shaytan al-Sahra ”, que foi veiculado nos EUA com o título de “ Devil of the Sahara ”. Depois disso fez mais 15 filmes com temáticas árabes até que em 1962 Hollywood o chamou para ser o coadjuvante Sherif Ali , de “Lawrence da Arábia”. Dali pr...

“Mad Max: A Estrada da Fúria”. O road movie definitivamente definitivo

O primeiro Mad Max, distopia dirigida por George Miller em 1979, alçou Mel Gibson ao estrelato na pele de Max Rockatansky. O sucesso do primeiro trouxe duas sequências, ambas com Mel Gibson no papel: “ Mad Max 2: The Road Warrior ” (1981) e “ Mad Max Beyond Thunderdome ” (1985), que contou com Tina Turner como a anti-heroína da distopia. Muitos, a maioria, definem Aunty Entity, a personagem vivida por Turner, como a vilã do filme, do que eu discordo, pois o vilão é um ser sem caráter e Aunty Entity tinha um. Todos os três Mad Max foram aclamadas pela crítica, que, aliás, é avessa à filmes do gênero, mas o talento do diretor australiano, submeteu-a. Desde 1985 esperava-se mais uma aventura do guerreiro da estrada, mas George Miller relutava em reincidir. Além dos percalços circunstanciais, achava que nada tinha a acrescentar à saga e o quarto Mad Max foi ficando assim como uma hipotética continuação de “E o vento levou…”, no limbo. Mas eis que 30 anos depois George Miller apres...

Tim Maia, o filme

Fui assistir Tim Maia, dirigido por Mauro Lima, que dirigiu, em 2008, “Meu Nome Não é Johnny”. Para quem viveu, viu e ouviu o Tim, o filme é para assistir naquela alternância entre o riso e o choro que os diretores nacionais descobriram ao fazerem as cinebiografias dos artistas nacionais. Mauro Lima elaborou a cinebiografia com base no livro "Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia", de Nelson Motta, e se desincumbiu bem da empreitada ao passear, sem cerimônias cronológicas, desde a infância de Tim, passando pela adolescência, onde inicia os seus ensaios musicais na Tijuca, a sua passagem pelos EUA, o retorno ao Brasil, e a maturidade musical que deu à MPB belíssimas páginas musicais. Em um vai e vem temporal, Lima traça o perfil do síndico, que em uma vida conturbada, foi um dos mais específicos autores e intérpretes nacionais. Tim compunha de ouvido as notas de todos os instrumentos que sustentavam o seu vozeirão possante, mas macio. Os metais que ele fazia soar nos ar...

Godzilla 2014

Como eu sou aficionado no gênero, fui ver o que o diretor Gareth Edwards (Monstros – 2010) fez com Godzilla (Gojira no original em japonês), um dos meus monstros preferidos. Adorei, mas não tome isso como uma indicação, pois eu gosto de qualquer Godzilla, desde o primeiro e mais tosco deles, de 1953, da Toho Film Company, que depois filmou mais uns 10, eu acho. Eu assisti cinco. Em 1998, a TriStar Pictures, em conjunto com a Toho, inventou um tal de Zilla, uma gigantesca iguana radioativa (sempre a energia nuclear no centro do debate) que lembrava Godzilla. Desde 1998, mais 4 remakes foram feitos, mas sem sucesso. Agora a Warner Bros resolveu bancar a parada a um custo relativamente baixo: US$ 160 milhões. Os produtores estão em êxtase: no primeiro final de semana o filme arrecadou US$ 200 milhões. No reboot de 2014, embora os cartazes e trailers sugiram um vilão, Godzilla é o mocinho (ele é bipolar: há filmes em que ele é herói, há filmes em que é vilão), que salva a humanidade ...

300: A Ascensão do Império

Os gregos chamavam de medos todos os povos que formavam o Império Persa, por isso as guerras entre os persas e os gregos, pelo controle das rotas e portos comerciais dos mares Egeu e Jônico, no século V a.C., chamaram-se de Guerras Médicas. Foi Frank Miller o responsável por eu ter me aprofundado na leitura das Guerras Médicas, depois que li, em 2000, “ 300 ”, uma das suas mais famosas graphic novels , que tratou de uma das mais heroicas batalhas da história: a “Batalha das Termópilas”. Foi nas Termópilas que 300 espartanos, e cerca de mil téspios e tebanos, sob o comando do rei Leônidas, labutaram até à morte para conter um dos mais espetaculares exércitos já perfilados: o exército de Xerxes I. Os persas, destarte a enorme vantagem numérica e bélica, foram represados por três dias, até que um espartano (Efialtes) ensinou a Xerxes I um caminho que contornava o desfiladeiro e solapava a retaguarda de Leônidas. Quando, em 2007, Zack Snyder filmou, quase todo em chroma key , os ...

Dois brasileiros em Hollywood

No ano de 2013 um brasileiro conquistou Hollywood: foi o diretor José Padilha (Tropa de Elite), o primeiro cineasta a filmar na meca da indústria cinematográfica, ditando as regras das tomadas e ainda com direito a contratar renomados atores para o seu remake de Robocop, que estreou no Brasil na semana passada e está ótimo para quem gosta do gênero, como eu. Ontem (02), na cerimônia do Oscar, a festa mais badalada do cinema, a Academia fez uma homenagem póstuma ao documentarista brasileiro Eduardo Coutinho , assassinado pelo próprio filho em fevereiro desse ano. Em um rápido vídeo, a Academia destacou Cabra Marcado para Morrer, Edifício Master, Jogo de Cena e Babilônia como os melhores trabalhos de Coutinho. E por falar em Oscar, que não trouxe muitas surpresas esse ano (errei no melhor filme e melhor ator, mas a Academia não quis premiar os melhores e sim os mais corretos politicamente), o ótimo Leonardo DiCaprio, com a indicação desse ano, sem levar a estatueta, chega à metade da m...

Réquiem a Shirley Temple

Os anos 30 foram duros para os EUA: a falência da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, devorou as finanças e a autoestima estadunidense, iniciando o período conhecido como a Grande Depressão. A derrocada rompeu as fronteiras dos EUA, espargindo-se como o mais longo período de recessão econômica do século XX, só rompido por outro trágico furacão: a Segunda Guerra Mundial, iniciada em 1939. Na terça-feira passada (11) os jornais do mundo noticiaram a morte de uma senhora de 85 anos: de causas naturais, morrera, na tranquilidade do seu lar, a atriz Shirley Temple. Nascida em 1928, um ano antes do apocalipse financeiro de 29, Temple começou a alegrar os norte-americanos ao 3 anos, dançando. Em 1935, quando mais da metade dos EUA passava fome, ela alcançou a glória, arrastando multidões para o cinema com o filme “A Mascote do Regimento”. A partir dali a “menina prodígio” trouxe às telas o que a América deixara de perseguir. Ao ver aquele rostinho angelical a esbanjar felicidade ...

O cinema sofre duas importantes perdas na semana que se finda

A semana termina com duas perdas para o cinema mundial: o ator austríaco Maximilian Schell, que ganhou o Oscar de melhor ator (1961) no magnífico "Julgamento em Nuremberg", morreu, aos 83 anos, no sábado (01.02), e o ator americano Philip Hofman, hoje (2), vencedor do Oscar de melhor ator (2005) em "Capote". > Schell Nascido em Viena e refugiado, com a família, na Suíça, quando o nazismo anexou a Áustria em 1938, tinha uma espetacular presença de cena e era um dos mais consagrados atores dos que conseguiram romper o cerco dos norte-americanos em Hollywood. Para mim, o seu melhor desempenho foi mesmo em "Julgamento em Nuremberg", quando ganhou o Oscar de melhor ator: uma película em preto em branco que consegue com que o espectador a aprecie em um só folego. Schell foi Hans Rolfe o advogado de defesa do julgamento e contracenou com estrelas renomadas como Spencer Tracy, Burt Lancaster, Richard Widmark, Marlene Dietrich, Judy Garland, Montgomery ...

Morre Peter O’Toole, um dos maiores atores do Século XX

Esta tarde (15) faleceu, aos 81 anos, em Londres, um dos maiores atores do século XX, o irlandês Peter O'Toole, cujo maior sucesso foi o épico de David Lean, " Lawrence da Arábia " (1962), que reuniu 4 dos maiores atores da história cinematográfica: o próprio O’Toole, Omar Sharif, Alec Guiness e Anthony Quinn. O’Toole nunca ganhou um Oscar, mas detinha o maior número de indicações para receber a estatueta: oito vezes. > Começou como estagiário de jornalista Depois de trabalhar como estagiário de jornalista, conseguiu, em 1952, uma bolsa na renomada Royal Academy of Dramatic Art , que o habilitou ao teatro, depois à TV e finalmente ao cinema. " Lawrence da Arábia " o projetou em Hollywood e lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar. Vieram então clássicos como “ Becket ” e “ Hamlet ”, no qual foi dirigido por Sir Laurence Olivier. Outro que merece destaque é a adaptação da peça de James Goldman, “O Leão do Inverno”. > Comédias e Cervantes Passeou também...

Morre, em desastre automobilístico, Paul Walker, um dos atores principais de “Velozes e Furiosos”

Paul Walker, 40, um dos atores da saga "Velozes e Furiosos" ( Brian) – eu assisti todos – que desde o primeiro em 2001, até o sexto, em 2013, já arrecadou US$ 2,4 bilhões, morreu ontem (30), em um acidente de carro. Paul era o passageiro de um Porsche, dirigido em alta velocidade pelo seu amigo Roger Rodas, também morto no acidente. Segundo testemunhas o Porsche bateu em um poste de energia elétrica e em uma árvore, explodindo em seguida. Paul voltava de um evento beneficente promovido pela " Reach Out Worldwide ", ONG criada por ele para ajudar vítimas de catástrofes naturais. O evento de ontem (30) arrecadava ajuda às vítimas do tufão Haiyan, nas Filipinas. Os roteiristas de "Velozes e Furiosos 7", terão que mudar os rumos da trama, que estava na metade das filmagens e estreia anunciada para julho de 2014. Paul Walker enveredou cedo na carreira artística: aos dois anos já era o bebê do comercial de fraldas descartáveis da marca Pampers, uma das mais ...

Serra Pelada

Assisti o drama “Serra Pelada”, dirigido por Heitor Dhalia e protagonizado por Juliano Cazarré, Júlio Andrade, Sophie Charlotte, Wagner Moura e Matheus Nachtergaele. O cinema brasileiro, com custo muito menor que o americano – “Serra Pelada” consumiu R$ 10 milhões – começa a entregar ao espectador boas produções, e embarca a singularidade de mostrar cortes da história atual do país, no caso, um detalhe do que foi o maior garimpo a céu aberto do mundo. > A corrida do ouro A corrida à Serra Pelada começou na segunda metade da década de 70, quando Genésio da Silva encontrou a primeira pepita. Há a versão de que ele cavava o chão para plantar banana, o que é puro romantismo. Na verdade, desde a prospecção de Carajás, soube-se que ao Norte da jazida de ferro havia rastros de ouro, e Genésio, assim como outros poucos que por lá fizeram cavas, não estava plantando banana e sim garimpando. É verdade, todavia, que o enxame de garimpeiros que se fizeram à Serra, lá pousaram depois do achad...