Pular para o conteúdo principal

Alguns governadores querem aumentar a alíquota proposta da CPMF, para ficarem com o ágio

Shot 024

Ao verem a proposta de ressuscitar a CPMF, os governadores assanharam-se à Brasília para dizer que também querem.

Mas dos 27, lá só compareceram 7. Os outros 20 ou têm juízo, ou não querem mostrar a cara, ou têm certeza de que a tentativa de recriar a CPMF é coisa de quem não tem juízo.

Os que foram até a Câmara dos Deputados ( Rio de Janeiro, Ceará, Piauí, Bahia, Alagoas, Tocantins e Amapá) são audaciosos, pois não se bastaram com os 0,20% propostos pelo Planalto e sugeriram que a CPMF seja de 0,38%, para que a diferença de 0,18% seja repartida entre os estados e municípios: acenaram aos prefeitos para ver se os chamam para a derrama.

Shot 017

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB) criticando a frente parlamentar que se formou contra a recriação da CPMF, exortou os deputados a “ouvir os governadores”, para verem que “que eles têm o mesmo problema em sustentar a Previdência”.

Essa turma parece aquele funcionário que recebe R$ 1 mil de salário por mês, gasta R$ 2 mil por quinzena, com festas de aniversários e acessórios referentes, e quando a conta está acumulada em R$ 10 mil ele vai até o patrão pedir aumento, pois está devendo muito.

Eu já disse que o preço da imprevidência é a desdita?

Shot 018

A previdência não se sustenta com o atual modelo que aposenta força de trabalho em pleno vigor e até paga a quem nunca contribuiu. Se o modelo continuar assim, antes de chegarmos amanhã onde a Grécia chegou ontem, já estaremos com uma CPMF de 50% para alimentar a voracidade do rombo.

Criar impostos para prover investimentos que irão gerar mais emprego e renda é correto, mas lançar mão deles para atender irresponsabilidades fiscais da União, Estados e municípios é inaceitável.

Para isso se cortam despesas, aperfeiçoam-se custos e conformidades administrativas. Se o cidadão consentir que os governos lhes enfiem as duas mãos nos bolsos para cobrir estroinices, vai acabar ficando sem as calças.

Se a classe política quiser criar juízo e promover as reformas necessárias, eliminando as competências supérfluas e cortando as despesas voluptuárias, a economia cobre o rombo e ainda haverá troco.

Precisamos aprender a fazer o certo e não o mais fácil.

Comentários

  1. Todo rico é contra este imposto pois é o unico que não dá para sonegar. Deveriam tirar algum imposto que pagamos e em contrapartida aumentar esta CPMF.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como assim? Esse imposto é o único imposto que atinge a todos..inclusive a você e não pense que sou rico...pois não sou.

      Excluir
    2. muitos ricos não pagarão cpmf se ela voltar: os bicheiros, traficantes, sequestradores, assaltantes. Não estou brincando, em ambientes refinados há forte presença desses tipos e de seus familiares, ao menos quanto aos dois primeiros.
      a cpmf tem um agravente de que ninguém fala: ela piora os já ruins serviços bancarios. Já é normal os funcionarios (a mando da direção) darem preferencia a caçada de clientes em detrimento do atendimento ao cliente. Quando o cliente tiver que pagar cpmf para movimentar seu dinheiro, aí sim que vão destratar o cliente mais ainda. Diorão isso com mais frequencia: " não sei se vou encontrar alguem que possa lhe atender, não quer deixar seu telelfone para receber retorno em algum outro dia"?

      Excluir
  2. quanto a previdencia, desde o inicio da decada de 80, quando o aasunto começou a ganhar as primeiras paginas dos jornais, tenho uma sugestão sobre como fazer as mudanças.
    Seria basicamente estabelecer por lei condições durisssimas para dois grupos
    a) aqueles que vão nascer a partir do dia seguinte
    b) aqueles que já nasceram até o dia da lei mas ainda não completaram a idade minima para trabalhar. Sobre esses as condições seriam menos duras.

    se tivessem feito isso em 82 e a idade minima para trabalhar fosse 14 anos, todos os nascidos a partir de 1968 estariam sob nova lei e a previdencia já teria um melhor horizonte.

    mas o pessoal parece gostar de agressividade e desrespeito, e ficam se atirando para cima dos que tem direito adquirido ou expectativa de direito, uma conduta de alguns que eu não aprovo.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Comentários em CAIXA ALTA são convertidos para minúsculas. Há um filtro que glosa termos indevidos, substituindo-os por asteriscos.

Postagens mais visitadas deste blog

Campanha para nomeação de Defensores Públicos aprovados em concurso

Os aprovados no concurso da Defensoria Pública do Pará, em 2009, labutam pela nomeação e, às vésperas da expiração do prazo do concurso, 23.07.2011, iniciam uma campanha para não terem as suas expectativas frustradas. No concurso de 2009 foram aprovados 148 candidatos, dos quais 56 foram nomeados e 92 aguardam nomeação. Por emenda da deputada Simone Morgado, o Orçamento do Estado, para 2011, prevê dotação para a contratação de 45 Defensores Públicos. A Defensoria Pública do Pará está recebendo, desde janeiro deste ano, os repasses financeiros já acrescido o valor da emenda citada, mas, até o momento não notificou os aprovados para nomeação, assim como não dá explicação alguma da não providência. Dos 144 municípios do Pará, 83 não possuem Defensores Públicos. Das 117 comarcas instaladas no Pará, em apenas 65 há Defensores Públicos lotados. O Grupo de Concursados requer a nomeação dos 45 Defensores Públicos para os quais o órgão possui dotação orçamentária e recursos financeiros para c...

Parsifal

Em uma noite de plenilúnio, às margens do Rio Tocantins, o lavrador pegou a lanterna e saiu correndo de casa à busca da parteira. Sua mãe, uma teúda mameluca, ficou vigiando a esposa que se contorcia com as dores do parto. Quando voltou com a parteira, o menino já chorava ao mundo. Não esperou: simplesmente nasceu. A parteira cortou o cordão umbilical e o jogou ao Rio Tocantins. Após os serviços de praxe de pós parto, a mãe de Ismael o chamou ao quarto para ver o filho. O lavrador entrou no quarto. A lamparina o deixou ver a criança ao peito da mãe: nascera Parsifal, pensou ele orgulhoso. O lavrador pegou uma cartucheira calibre vinte, carregou o cartucho ao cano, armou e saiu à porta. O Tocantins espreitava-lhe manteúdo. Apontou a mira da vinte à Lua e disparou: era assim que os caboclos do baixo Tocantins anunciavam a chegada de um homem à família.

Deputado Alessandro Novelino, assessor e piloto perecem em acidente aéreo

O Corpo de Bombeiros sobrevoou, de helicóptero, a área onde foram encontrados os destroços da aeronave bimotor Sêneca, de propriedade do deputado Alessandro Novelino (PMN), e lá desembarcou, através de cabos, dois policiais da corporação, que confirmaram não haver sobreviventes. Os corpos das três pessoas que estavam na aeronave foram localizados a certa distância dos destroços: o piloto da aeronave, Roberto Carlos Figueiredo, o deputado Alessandro Novelino e seu assessor parlamentar, José Augusto dos Santos. Os corpos já foram transportados, pelo Corpo de Bombeiros, para Belém e estão no Instituto Médico Legal Renato Chaves, que depois dos procedimentos exigidos os entregará às respectivas famílias. O Sêneca decolou às 8h30m de hoje (25) do aeroclube do Pará, com destino à fazenda do deputado no município de Tomé-Açu. Após 18 minutos de voo desapareceu do radar. No final da manhã os destroços da aeronave foram localizados em uma área, sem acesso por terra, no município do Acará. ...