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Paradoxo vicioso

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O portal UOL, do Grupo Folha, segundo auditoria do Alexa, depois dos sites de busca, é o mais visitado da Internet no Brasil, com 50 milhões de visitantes únicos e 6,7 bilhões de acessos por mês.

A manchete acima é imperdoável para um site dessa magnitude. Sanção e veto não são como café com leite: não se misturam. Um projeto de lei que chega ao Poder Executivo ou é sancionado ou é vetado.

Não existe “sanção de veto”, pois “sancionar” nessa seara, quer dizer concordar, aprovar, admitir e “vetar” significa não autorizar; impedir, vedar.

Para que a presidente “sancionasse um veto” o projeto já teria que ter chegado ao Planalto vetado, e os projetos chegam ao Planalto aprovados, portanto, a presidente apenas “sanciona”, quando concorda, ou veta, quando não concorda.

Como ela não concordou com o absurdo projeto de lei de autoria do Poder Judiciário, que aumentaria em 78,6% os salários do dito poder, vetou.

“Sancionar veto” classifica-se como o vício de linguagem denominado paradoxo vicioso.

Mas o erro durou pouco. Inconformado com o cometimento, enviei e-mail ao UOL que, para minha surpresa, em menos de duas horas mudou a manchete para:

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