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A saúde no Pará é um holograma midiático, uma trágica mesmice e um serviço pela metade

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Comentário de um anônimo, na postagem “Diretório Estadual do PT decide que coligação com o PMDB será desde o 1º turno” que, pelo texto escrito, tem conhecimento de causa, sobre a saúde no Pará:

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"Uma coisa é uma coisa, outra coisa é a mesma coisa".

A continuidade do desserviço da saúde pública na capital produziu mais um episódio de "fúria santa" no Pronto Socorro do Guamá, e mais uma vez motivado pela ausência de encaminhamento de paciente grave (com semanas de internação) para procedimentos especializados, resultando em desestabilização fisiológica e óbito. A filha revoltada da vítima quebrou vários objetos no interior do PS ao ver o pai abandonado num leito sem nenhuma chance de reversão do quadro chegar a óbito.

Impressiona que durante os 8 anos da administração municipal do nefasto Duciomar Costa o número de 'mortes evitáveis' tenha atingido um recorde histórico, e quando todos pensaram que a eleição de Zenaldo Coutinho pudesse trazer um redutor para este caótico cenário - afinal de contas ele é do mesmo partido do governador Simão Jatene, que vem produzindo um holograma midiático de 'grandes realizações na área hospitalar' - em nada as precariedades do sistema anterior foram melhoradas; ou seja: é saúde como uma trágica mesmice.

Mas não mudou também no plano estadual; pois pacientes adultos do H. Metropolitano (a joia principal do holograma) recebem alta sem nenhuma continuidade de serviço de reabilitação cognitiva e motora, condenados a viverem como incapazes - mesmo quando é possível (em outros estados como o Maranhão) recuperar mais qualidade de vida: é a saúde pela metade.

Não mudou também para um grupo (creio eleitoralmente insignificante) de pacientes de câncer e leucemias que dependem da compra de medicamentos sofisticados e caros para terem uma perspectiva de vida futura, mas que diante da falta de interesse na compra destes, veem o futuro como um breve prolongamento do dia da morte: é a mentira no lugar da saúde.

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Comentários

  1. Ouvi de um médico experiente: No Estado eu não trabalho mais. Ví um paciente morrer por falta de vermifugo, saia numbriga por todos os buracos que existia na pobre pessoa.
    Ter que adequar o tratamento a medicação que o Estado dispõe é o fim da picada.
    Fico triste por quem não tem outra opção, profissionais e pacientes. É um caos.

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  2. ....."Esse é o Pará quem a gente faz e juntos vamos fazer mais"..........

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