Em uma noite de plenilúnio, às margens do Rio Tocantins, o lavrador pegou a lanterna e saiu correndo de casa à busca da parteira. Sua mãe, uma teúda mameluca, ficou vigiando a esposa que se contorcia com as dores do parto. Quando voltou com a parteira, o menino já chorava ao mundo. Não esperou: simplesmente nasceu. A parteira cortou o cordão umbilical e o jogou ao Rio Tocantins. Após os serviços de praxe de pós parto, a mãe de Ismael o chamou ao quarto para ver o filho. O lavrador entrou no quarto. A lamparina o deixou ver a criança ao peito da mãe: nascera Parsifal, pensou ele orgulhoso. O lavrador pegou uma cartucheira calibre vinte, carregou o cartucho ao cano, armou e saiu à porta. O Tocantins espreitava-lhe manteúdo. Apontou a mira da vinte à Lua e disparou: era assim que os caboclos do baixo Tocantins anunciavam a chegada de um homem à família.
E é para pessoas com esse grau de poder cognitivo que vocês ensinam a infantil lógica de que "estado pequeno é mais fácil de governar".
ResponderExcluirPor sinal, a vossa campanha de (tentativa de) divisão do Pará deveria virar gibi: pelo menos se o meu Pará for realmente dividido, vai-nos restar alguma coisa para da qual rir.
22:38:00,
ResponderExcluirPermita-me sugerir que você foi extremamente infeliz na correspondência: com certeza você não tem este grau de preconceito com as pessoas que vivem em condições culturais e sociais em que vive o personagem idealizado por Maurício de Souza .
Capacidade cognitiva não é necessariamente correspondente a grau de instrução formal e as pessoas que opinam pela emancipação não são necessariamente manipuláveis ou com grau de cognição prejudicado: este tipo de abordagem não seria o mais adequado para discutir a questão de forma, digamos, cognitiva.
Permita-me, ainda, sugerir que o termo “meu Pará”, não cai bem, pois o Pará é nosso: não estamos tratando de uma secessão transnacional, mas, discutindo se há ou não viabilidade de uma divisão dentro da Federação.
Por fim, a sugestão de tratar a questão em quadrinhos é genial: eu adoro quadrinhos, seja lá de quem for.
Anônimo poderias ter dormido sem essa, agora é tarde.
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