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Soluções equivocadas

transi

Alfredo Sirkis, vereador carioca do PV, considera desperdício investir o erário em novas vias urbanas, alegando que a guerra contra a “explosão da frota de carros” está perdida, e aponta, como solução, as ciclovias.

 

Argumenta que Londres já cobra pedágio aos motoristas que se aventuram no centro da City, cuja área é mais estressada pelo trânsito.

 

Não considero perdida a guerra. As metrópoles brasileiras precisam de mais investimentos em vias de escoamento rápido: a administração do trânsito nas grandes cidades do Brasil é ineficaz e pouco inteligente.

 

Investir em estacionamentos subterrâneos, como fez a maioria das cidades européias, dobraria a disponibilidade das vias: metade das ruas é ocupada por carros estacionados de ambos os lados das ruas.

 

O investimento em ciclovias é alternativa a um público específico e não uma solução: optam por bicicletas aqueles que não se deslocam por mais de 5 km do destino, o que não é a maioria dos casos das metrópoles.

 

O pedágio eletrônico é um tributo inteligente para ser revertido em transporte público e não uma solução para tirar os carros da área tributada: o centro de Londres continua estressado pelo trânsito, pois os que para lá se deslocam optam por pagar o tributo.

 

A era do automóvel só será superada o dia em que o Estado conseguir oferecer transporte público com qualidade e operacionalidade similar ao que o cidadão tem em seu próprio veículo.

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