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Lula enfrenta a sétima denúncia penal e lidera mais uma pesquisa presidencial

Em manchetes em caixa alta, a imprensa lavrou ontem (19) mais uma denúncia, a sétima, protocolada em desfavor do ex-presidente Lula. Uma delas, o caso do tríplex do Guarujá, já está julgada procedente pelo juiz Sergio Moro, que o condenou a 9 anos e seis meses de prisão. A sétima bordoada foi protocolado pelo MPF na 10ª Vara Federal de Brasília. O MPF acusa Lula et caterva de corrupção passiva por, supostamente, ter participado da “venda” da Medida Provisória 471, de 2009, “ que prorrogou os incentivos fiscais para montadoras instalavas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste ”. Esse negócio de “venda de incentivos fiscais” é conversa para vários metros pelas esquinas políticas dos estados brasileiros. Dizem as paredes que é uma das formas mais contumazes de financiamento de campanhas. Independentemente do mérito das denúncias que apoquentam Lula, está clara uma deliberada articulação eventual para levá-lo ao cadafalso, o que teria duas finalidades: 1 . Depauperar-lhe a moral e o ...

Os crimes de Joesley e o ocaso de Janot

Já era dito à boca pequena que o empresário Joesley Batista subtraíra trechos de áudios que foram entregues à Procuradoria-Geral da República. Rodrigo Janot, na ânsia de amolar os bambus (é dele a frase “Enquanto houver bambu, lá vai flecha”, referindo-se a sua sanha de relativo paladino) não se rogou a uma análise menos apaixonada dos áudios, desatentando ao fato de que a perícia, embora afirmando que os trechos vivos não tinham sido manipulados, apontava trechos apagados. Joesley Batista articulou uma delação conveniente mais a sua carreira criminosa e menos à Justiça, revisitando a malandragem tucana do então ministro da Fazenda do Brasil, Rubens Ricupero no famoso “Escândalo da parabólica”, na base do "Eu não tenho escrúpulos; o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde.". Joesley escondeu o que era ruim para ele e isso é obstrução à Justiça, principalmente porque ele negociava com a própria, eis que o Ministério Público é uma das colunas que erguem o templo....

Ou deixamos como está ou mudamos para ver como fica

A comissão especial da Câmara Federal, criada para analisar a PEC que propõe mudanças nas eleições, aprovou na quinta-feira (10) duas alterações nucleares no sistema eleitoral: 1 . Eleições majoritárias para deputados estaduais e federais, elegendo os mais votados em cada estado da Federação, o chamado “Distritão”. 2 . O financiamento público das campanhas, com a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões. As duas propostas, que deverão ir ao plenário da Câmara Federal na semana que vem, dividem opiniões. Matéria da Folha de São Paulo repercute a fala de Diogo Rais, pesquisador da FGV e professor da Mackenzie, que investe contra o fundo público: "Todos os brasileiros doarão compulsoriamente, enquanto há uma crise econômica e déficits enormes em recursos para saúde e educação". Já o cientista político Jairo Nicolau, da UFRJ, argumenta que: "O modelo fundo mais distritão favorece quem já está lá: eles são políticos conhecidos e terão financiamento garantido. É um sistem...

A Hidra de Lerna

Em 30 de dezembro de 2006 Saddam Hussein foi executado por enforcamento, três anos depois de sua captura. O tribunal que o condenou não teria legitimidade para julgá-lo em uma democracia, pois na sua maioria era composto por xiitas, inimigos mortais dos sunitas, que tinham em Saddam Hussein o seu maior líder. O veredito, portanto, independentemente da culpa ou do merecimento da forca, era previsível: os xiitas jamais perderiam a oportunidade de quebrar o pescoço do seu arquirrival e opressor por mais de três décadas e fizeram o trabalho encomendado pelos EUA, que queriam Saddam morto, mas não queriam aparecer na foto colocando-lhe a corda no pescoço. Contam os que presenciaram a execução que Saddam, em nenhum momento, demonstrou medo e, como Jacques De Molay, o último grão-mestre dos Templários, quando foi incinerado por Felipe IV, o Belo, ainda rogou praga aos desafetos. O vídeo da execução revela a praga esbravejada antes do cadafalso se abrir: “ Morte aos Estados Unidos! Morte a Isr...

Tucuruí de luto

Ausente de atualizações do blog por praticamente uma semana, retorno com uma nota transtornada. É angústia e consternação o que sinto desde que soube do bárbaro assassinato do prefeito de Tucuruí, Jones William, um jovem de apenas 42 anos, perpetrado esta tarde (25.07.17), quando ele vistoriava obras na cidade. Oportunamente escreverei aqui sobre o assunto. Agora, todavia, as minhas letras se resumem à solidarizar-me ao luto que a família do Jones e a cidade de Tucuruí, sofrida e amargamente, experimentam. Esse tipo de barbárie, independentemente de nuances político-partidárias, atinge pesadamente toda a população, que se vê, não mais que de repente, órfã do sentimento de paz e esperança. Na vigília da morte, é hora de união. Junto-me, de coração, à família enlutada, e a toda a população de Tucuruí, que sofre, atônita, com o ocorrido. Que Deus tenha piedade de nós, nos abrace e nos ampare no pranto.

Governo planeja privatizar 14 das 47 usinas hidrelétricas do sistema Eletrobrás

Já está pronto o esboço inicial do que viria a ser a privatização de parte do setor elétrico nacional. Nesta primeira leva, que poderá ir ao martelo em 2018, caso o governo Temer consiga se consolidar frente aos fortes ventos que lhe maltratam as velas, poderão ser privatizadas até 14 das 47 usinas hidrelétrica pertencentes à Chesf, Furnas e Eletronorte, todas subsidiárias da Eletrobrás. A abertura da porteira para iniciar o processo depende da reforma dos marcos legais do setor elétrico, proposto ao Congresso, pelo Ministério de Minas e Energia no início de julho, pouco notado pela imprensa que está de olhos voltados ao desenrolar da denúncia contra Michel Temer. As usinas que serão ofertadas inicialmente já são antigas e de relativo pouco valor se comparadas às joias da coroa do sistema, que também estão ruins das turbinas, por conta de defasagens tarifárias que não foram compensadas com a atualização do sistema. O plano de privatização, embora ainda esteja guardado a sete chaves, pr...

Rede Record reporta que delação de Palocci atinge Rede Globo

Em uma longa matéria de 16 minutos a Rede Record de TV levou ao ar ontem (16) reportagem na qual revela que a delação que o ex-ministro Antonio Palocci negocia com a Procuradoria-Geral da República reserva um capítulo especial à Rede Globo. Segundo a reportagem Palocci revelaria “negócios da TV Globo envolvendo sonegação fiscal, empresas de fachada no exterior e negócios em contratos do futebol. É claro que os controladores da Rede Globo, os Marinho, detentores, juntos, da maior fortuna do Brasil e uma das maiores do  mundo, não são santos, todavia, ao assistir o desenrolar da reportagem ajuíza-se que esta muito pouco traz de suposta proposta de delação de Palocci, ocupando-se mais em contar um enredo de irregularidades, por suposto, cometidas pelos acionistas do grupo. A reportagem, portanto, embora possa valer a audiência dos 16 minutos, não passa de uma estocada do maior desafeto da Rede Globo, o bispo Edir Macêdo, da Igreja Universal do Reino de Deus, que detém a concessão da R...