Todos os meus embates são eventuais. Para mim tudo acaba na hora que termina, por isso não desejo ao meu pior adversário aquilo que eu não gostaria que ele desejasse para mim. Não há franciscano e nem ismo algum nisso. Foi projeto de concepção: eu funciono assim mesmo. Algumas vezes, por pura conveniência, até levo desaforos para casa, mas jamais levarei rancor ou vendetas. Embora eu sempre tenha sido um ácido crítico de Eike Batista, sempre sugerindo que ele não passava de uma fraude, não faço coro com quem rejubila ao vê-lo no estado em que está, antes porque ele, pelo menos nesse evento da sua prisão, fez a coisa certa, qual seja retornar ao Brasil e submeter-se à vara da Justiça que lhe determinou a restrição da liberdade, mesmo diante da possibilidade de evadir-se à Alemanha, de onde é também cidadão, onde uma extradição, embora possível juridicamente, revestia-se de boa dose de improbabilidade. Preso ao desembarcar no Brasil, Eike está encarcerado em Bangu 9 e embora seja um pr...