Os capítulos da Lava Jato já tanto se alongam quanto aquelas antigas novelas da Janete Clair, no horário nobre da TV Globo dos anos 70. (Quando cheguei, de Tucuruí, em Belém, em 1969, para fazer admissão ao ginásio, não perdia um só capítulo de “Rosa Rebelde”, de Janete Clair, que disputava audiência com Beto Rockfeller, da TV Tupi, escrita por outro grande novelista, o Bráulio Pedroso). Mas a tez não é só de novela. A Lava Jato começa a ganhar ares daqueles tocos, e imperdíveis, seriados noir . (Quem tem menos de 50 anos não tem a menor ideia do que estou falando, mas isso é outra história que depois eu conto). Vejam só que ontem (16) no 10° capítulo da Lava Jato , intitulado “Que país é esse?”, as obras de arte apreendidas na residência do ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque, estavam em uma sala secreta. Como para se alcançar um compartimento secreto é preciso achar uma passagem secreta, essa era disfarçada por uma estante, na verdade, a porta secreta do compartimento secr...