O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) já antevia o desconforto a que seria exposto diariamente pela imprensa, que não lhe vai lhe tirar dos holofotes até o último dia do seu mandato. Por isso preparou um plano de contingência, anunciado ontem (19), que visa oferecer à nação uma pauta minimamente positiva. Além de criar o “Conselho de Transparência e Controle Social”, Renan determinou que o “Portal de Transparência” do Senado disponibilize, além dos dados da folha de pagamentos dos ativos, todos os dados dos inativos, inclusive de ex-parlamentares. Isso é uma imposição da Lei da Transparência, que, embora alguns órgãos teimem em não obedecer, terão que a ela se ajoelhar sob uma pressão social cada vez mais aguda. As medidas de maior impacto, caso sejam de fato implantadas, podem render alguns décimos positivos à imagem do Parlamento: 1. 500 funções de chefia e assessoramento serão extintas. 2. Vários contratos de prestação de serviço não serão renovados e haverá redução de...