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Em um um futuro não muito distante daqui

Microfone com goteira

Publicado no “Estado de S. Paulo”.

Um partido sem alma

Nascido há 31 anos, na tentativa de "modernização" do trabalhismo de Vargas, o PDT do ido caudilho Leonel Brizola subestimou a ascensão do PT através da capilaridade que o sindicalista Lula imprimiu ao partido que fundou. Com a morte de Brizola, o PDT perdeu de vez a identidade e hoje "é um partido sem alma", define a historiadora Marly da Silva Motta, do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). É neste cenário que o PDT se deixa presidir por uma espécie de apparatchik como Lupi e seu apego desesperado a um ministério esvaziado, cuja única finalidade é fazer negócios com ONGs. Clique na imagem para ler a entrevista concedida por Marly para o “Estado de S. Paulo”.

O passado bate à porta

Os assessores da ex-governadora Ana Júlia, por leniência dela mesma, causaram-lhe muitas desditas, dentre elas, a maior, foi a derrota na eleição governamental de 2010, na qual o seu governo foi o principal cabo eleitoral de Simão Jatene. Os problemas maiores de um governo não ocorrem quando se está no exercício dele, mas, depois que termina o mandato, quando o passado nos bate à porta. Ana Júlia está tendo a desdita de constatar isto. Um exemplo foi o fato de, na semana que passou a Justiça Estadual ter aceitado uma ação civil pública por improbidade administrativa, na qual figuram como polo passivo, a ex-governadora e a ex-secretária de Educação, Iracy Gallo. O Ministério Público, autor da ação, afirma que Ana Júlia “feriu o princípio da impessoalidade ao distribuir kits de educação que continham nomes e fotografias da então governadora.”. O juiz Elder Lisboa, da 1ª Vara de Fazenda Pública da Comarca de Belém, determinou a citação da ex-governadora e da ex-secretária . Ana Jú...

O discurso do rei

Acossado pelo acirramento do horário eleitoral nas campanhas do plebiscito, o governador Simão Jatene publicou o seu édito nos dois maiores jornais do Pará. O presente horário eleitoral pouco tange decisões: a audiência já tem opinião formada e se recusa a ouvir algo que não consubstancie a sua respectiva posição. Neste raciocínio, a intenção periférica do texto do governador (abaçanar animosidades) não se efetiva e apenas repete o horário eleitoral: serve de intendência aos que são contra a divisão e acirra os ânimos de quem a defende. O adjetivo do texto aponta apaziguamento, mas, o substantivo lavrado sobrepõe-se ao adjetivo: o governador Simão Jatene é contra a divisão do Pará e se ressente daqueles que por ela se batem. Todos já sabiam disto: o povo, que alguns julgam despreparado para tomar decisões, tem uma admirável inteligência emocional, através da qual administra tergiversações. O édito dominical apenas tornou oficial o que era uma certeza coloquial. Neste ponto abro...

Os sobrados do interior da Rússia

Óleo do artista russo Vladimir Paroshin , da sua espetacular série de telas “Os sobrados da nossa infância”.

Belo Monte

Alheio ao vai e vem das disputas judiciais entre a República e o governo federal, o canteiro de Belo Monte começa a tomar forma. Foto: Sergio Castro/AE