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Os evangélicos progressistas

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A discussão em torno da eleição do deputado Marco Feliciano (PSC) para a presidência da CDHM teve efeitos positivos: revolveu a causa homossexual e mostrou que, mesmo entre os evangélicos há os que advogam a causa gay: são os “evangélicos progressistas”, ilustrados em três atos em matéria da revista eletrônica “Delas”, no portal do IG.

> Patrick Timmer

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Patrick Timmer, cientista social, 27 anos, secretário-geral da Aliança Bíblica Universitária do Brasil, defende que “a polarização evangélicos versus gays precisa ser superada” e sugere uma “leitura crítica da Bíblia.”.

Patrick toca no que eu chamo de “filo teologia”: a Bíblia, escrita por vários autores, em diversas épocas e em diversas línguas, sofreu sucessivas traduções e adaptações de textos e contextos (algumas para suprir conveniências políticas) e não é possível afirmar que o processo lhe manteve a essencialidade.

Há, ainda, que se considerar o tempo das redações e em como diversos interesses as propagam: a linguagem é um dos mais poderosos instrumentos de dominação.

> Morgana Boostel

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Morgana Boostel, 26 anos, secretária-executiva da “Fale”, uma organização internacional de congregações evangélicas, é contra a intervenção evangélica na política.

“Estado laico não é a ausência de elementos de fé, mas a possibilidade de expressá-la da forma que cada um considere importante”, define Morgana, para sugerir que “assim como a opção religiosa, todas as escolhas devem ser respeitadas”.

Eu tenho opinado que a Igreja deve acolher homossexuais sem julgamentos morais e religiosos, com a única finalidade com a qual acolhe qualquer pessoa: a evangelização. O que a Palavra vai obrar em cada um é um mistério, mas a discriminação não acode à evangelização.

> Elias Junior

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Elias Junior, 40 anos, comentarista esportivo e integrante do “Movimento Evangélico Progressista”, opina que “a igreja não consegue lidar com este cenário multifacetado” e acusa que “a sociedade vê o evangélico como conservador, limitado intelectualmente e manipulável. Mas esta não é uma imagem totalmente verdadeira”.

Elias tem razão: devido às posições ortodoxas da maioria das denominações, baseadas no princípio da imutabilidade Divina, os evangélicos acabam, também, sofrendo preconceito de quem não professa o mesmo credo.

> O caminho da tolerância

O Brasil começa a travar discussões sobre as suas facetas sociológicas que extrapolam samba, futebol, suor e cerveja, o que é ótimo para um país que caminha rumo a um cada vez maior protagonismo planetário.

No debate, precisamos aprender a montar, com os nossos retalhos, uma colcha que acuda ao frio de todos e para isso é imprescindível o difícil exercício da tolerância.

Comentários

  1. Parsifal;

    Notícia fresca traz um assunto que nos últimos meses tem exigido muito daquilo que aprendi na vida sobre relações humanas cordiais. Vizinhos brigam e morrem em um condomínio em São Paulo, por causa de barulhos... digamos... naturais; ou banais.

    Quando minhas vizinhas começaram a falar em "criar um condomínio", fiquei horrorizado; por alguns momentos cheguei a imaginar um futuro próximo, em que sentiria saudade da presença de bandidos armados na minha rua, pois assim as senhoras voltariam a se recolher nas casas delas, e haveria menos fofocas, menos devaneios, menos "n" coletas de dinheiro, menos planejamentos mirabolantes, menos festas-sem-graça, menos confraternizações detestáveis, etc.

    Meus pensamentos me massacram com lembranças de vistas tão conflitantes; como a de entrar pela primeira vez na assim chamada "Escola de Governo" (da Almirante Barroso) e imaginar que no passado os pobres tinham um lugar sossegado e bonito para passarem seus últimos anos de vida. Ou quando aquele pai de família insistiu para que eu o internasse por causa de um problema de saúde tão simples, curável até com remédio caseiro, apenas para poder desfrutar de um pouco de "paz de espírito" dentro do hospital, pois morava num condomínio "super zoadento".

    Não foram poucas as vezes que vi condomínios atraírem gente anti-condomínio, como a esposa de um secretário de governo que, migrando para um local belamente arborizado, tratou de derrubar todas as centenárias árvores ao seu redor, prevenindo-se de "raios e quedas de árvores sobre o seu telhado". O que não diria o vizinho, que apostou suas fichas num visual diferente, que em questão de dias se transformou em cimentados e vitrines de obras-de-competição-de-tamanho-e-luxo. E ponha competição!

    Condomínios são tão contraditórios, que conseguem a proeza de fazer o ridículo para contemplar a democrática decisão da maioria encabeçada pelo mesmo grupinho. Aquele conjunto ao lado do H. Porto Dias foi pintado com as cores da bandeira GLBT, quem sabe até porque justamente lá só morem machões homofóbicos.

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  2. O preconceito contra gays está tão arraigado que, no elevador, uma senhora que nunca havia viajado no bólido entrou, sentiu o drama e pediu socorro a um passageiro de infortúnio:
    -Abre, abre, meu filho, que eu sofro de homofobia.

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  3. Besteira deputado. Nenhuma dessas pessoas fazem parte da grande massa de evangélicos das Igrejas Assembleia de Deus, Universal, Quadrangular, Internacional da Graça e Mundial. Essas sim, são igrejas que ainda defendem os princípios nitidamente cristãos. Existem algumas diferenças entre elas, mas são catedráticas acerca dos assuntos: aborto e homossexualismo. No dia que um dos líderes dessas denominações pensarem diferente sobre o assunto, aí sim, alguma coisa começará a mudar, por enquanto, são apenas pequenas "fagulhas", nada mais. Nenhuma das pessoas citadas no seu post me representa ou representa os milhões de evangélicos das igrejas citadas acima. E fique atento, dia 05 de junho, as 15:00s, vamos inundar Brasília e mostrar que temos opinião e que a mesma também tem que ser respeitada.

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    1. Mas eles não querem representar ninguém. São apenas uma minoria (lá vêm as minorias de novo) que pensa de forma diversa, mas acreditam em Deus, oram, amam, são amados, riem, choram, como qualquer de nós e por isso não deveríamos adjetivar o que professam como "besteira".
      Os evangélicos não precisam "inundar" Brasília para mostrar opinião. Mas, ao mesmo tempo, é ótimo que façam. É o que eu digo: o Brasil vive uma belíssima fase de amadurecimento democrático e seremos um grande país quando pudermos viver, de forma tolerante, com as nossas diferenças.

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  4. Como muita gente usa países europeus como exemplo de igualdade, o que dizer da França então?

    http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/05/protestos-contra-o-casamento-gay-terminam-em-confusao-na-franca.html

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    1. Apesar dos protestos, que haverá em todos os países e lugares que apreciarem matéria semelhante, mais de 50% dos franceses (quem concorda não faz protesto)aprovam o casamente gay e a França é o 14º país a aprovar o casamento gay, após a lei ser aprovada, com folgada maioria, pelo Parlamento.

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  5. e rapa, deixem os gays darem oq é deles...vcs tão mto preocupados com um assunto menor! se liguem na inflação, na mp dos portos, na corrupção, na compra do HPD, na falta de educação, no nosso transito e esquecam isso!! vcs são gays? se nao forem o assunto nao pertence a vcs...que bando de mala!! que assunto chato e batido!! esse nil ai vai ter um filho gay, selado!!

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  6. Pois é, mas no Brasil, todos sabem que a maioria não aprova e mesmo assim, a lei foi empurrada goela abaixo e ainda com consentimento do congresso que nada fez para evitar. O pior, é uma lei anti-constitucional.

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    1. Você está correto quanto à maioria dos brasileiros não aprovar o cadamento gay: a última pesquisa sobre o assunto, feita em 2011, demonstroiu que 55% rejeita e 45% aceita o casamento gay no Brasil.
      Mas você está totalmente equivocado quanto “a lei” que aprovou o casamento gay no Brasil: essa lei não existe, pois o Congresso Nacional não apreciou a matéria até hoje. E se um dia ela for aprovada não será inconstitucional. Mas, até o momento, não há lei alguma sobre o assunto.
      O que a imprensa chama de “casamento gay”, e todo mundo passou a chamar assim, é a decisão do Supremo Tribunal Federal que estendeu aos homossexuais os benefícios da “união civil estável”, que tem natureza jurídica totalmente diversa do casamento civil e o STF tomou essa decisão porque não há lei alguma no Brasil que proíba a “união estável” entre pessoas do mesmo sexo.
      Outra decisão recente, esta do Conselho Nacional de Justiça, obriga os cartórios, em obediência à decisão do STF, a fazer o registro da união estável entre pessoas do mesmo sexo, o que a imprensa também correu a noticiar que agora os cartórios estavam obrigados a fazer o “casamento gay”.
      No Brasil, portanto, não há ainda o casamento gay, nos moldes que a França e a Inglaterra acabaram de aprovar.

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  7. AO anônimo das 10:22, se você não tem religião, o problema é seu, portanto respeite quem tem. Eu acredito e defendo o que bem entender, isso é Democracia, que pelo jeito vc não sabe o que é.

    Nill.

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    1. http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/05/morre-homossexual-agredido-em-boate-na-zona-oeste-do-rio.html

      É isso que você defende?

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    2. Tá vendo como vocês são sem noção. Onde você viu algum evangélico pregando violência contra homossexuais? Primeiro que não vamos em boite. Segundo que a única coisa pela qual lutamos é a liberdade de discordar do tema e de não querer a aprovação de certas leis. Cada uma que aparece. Uma total ignorância.

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  8. E mais cidadão das 10:22, você está muito por fora de tudo que está envolvido nesse assunto. Vou lhe dar uma dica, leia o blog do Reinaldo Azevedo da Veja, ele não é evangélico, mas tem o pensamento bem semelhante ao que pensamos sobre o assunto. E sobre a sua fala que não temos nada com isso, temos sim, a partir do momento que leis interfiram na educação de nossos filhos e em nossa religião, temos tudo a ver com isso. Estamos lutando pelas vias legais, ao contrário de vocês, ativistas gays, isso mesmo, você é um ativista gay, pois defende a causa.

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    1. rapaz, eu na verdade to pouco me lixando para tal assunto...nada tenho a ver com isso! to preocupado com o renan na presidencia do senado, na dilma como presidente do brasil e nao num tal de feliciano numa tal de comissão nao sei da onde que nao serve para absolutamente nada!! to preocupado com o edir macedo enganando pobres, to preocupado com coisas mais interessantes!! gays? lesbiscas? isso nao faz parte do meu dia a dia, logo, nao tenho interesse sobre tal assunto! e se for pra ser ativista de alguma coisa seria pra liberar um baseadinha pra fumarmos e esquecermos desse bando de safado!! em qnt a eeducação de seu filho: escolha uma boa escola e eduque-o voce...pois oq tem a ver os gays com a educação de seu herdeiro?? se for pra ele ser viado ele será, pois isso ningm escolhe!! e eu felizmente nao nasci assim e nem tenho pq me preocupar com eles.
      Pra terminar, só uma coisa, juridicamente eles tem que se casar sim, é um direito que lhes assiste!!

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    2. Mais uma vez você prova desconhecer os fatos. Pesquise sobre os planos do ativismo gay para as crianças desse país. Vai uma dica: Kit-gay. Agora que falou sobre "baseadinho" passou a se identificar melhor. Quanto ao casamento, eles tem todo o direito que querer casar, isso é livre arbítrio, mas eu tenho todo o direito também de ser contra e de me manifestar contra. Também tenho o direito de através do meu voto escolher pessoas que tenham os mesmos preceitos que eu. Tenho o direito de vir neste blog e dar minha opinião. Isso é democracia, mas parece perda de tempo de falar em democracia com pessoas como você.

      Abaixo a ditadura gay.

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  9. Deputado, essa matéria é sua? Vi a mesma no site Genizah.

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  10. Como está referido no início da postagem, com o link, a matéria original é do portal IG, no site "Delas".
    A partir dela eu redigi a postagem.

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    1. Verdade, não lembrava de ter lido a referência. Obrigado.

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