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Nuvens passageiras



O Governo do Pará acha que já “fechou”, com todos os partidos que, em tese, compõem a sua base de apoio na Assembléia Legislativa, o apoio à reeleição da Governadora Ana Júlia.

O PSDB acha que o DEM é seu aliado natural na eleíção no ano que vêm e espera que 8 dos membros do G8 componham o palanque tucano.

O PDT acha que tem o apoio de 16 deputados para conduzir o Deputado Luís Cunha ao Tribunal de Contas do Estado.

O Deputado André Dias acha que tem o apoio do PSDB de parte do G8, de parte do PTB, e do PMDB para vencer o Deputado Luís Cunha.

O Deputado Martinho Carmona olha para os dois e sorri, ensimesmado, como quem tem uma carta, ainda não exibida, na manga.

O Deputado Júnior Hage acredita que o G8, do qual faz parte, não lhe faltará com um só voto, e costura, em todas as bancadas, os 10 que lhe faltam para ganhar dos outros três.

Os líderes das bancadas, e o Presidente da Assembléia Legislativa, Domingos Juvenil, prefeririam não tanger o assunto TCE tão apuradamente cedo.

Os partidos que compõem a gelatinosa base aliada do Governo, não acham que já tenham “fechado” coisa alguma com o mesmo.

O DEM não se acha um aliado natural do PSDB e o G8 não se sente no compromisso de apoiar os tucanos em 2010.

Para que cada um dos deputados candidatos a Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Pará, tenha o número de votos que afirma ter, a Assembléia Legislativa do Estado precisaria dar posse a 13 suplentes e ficar com 54 deputados.

Posto isto, cada um que enxergue, no firmamamento, a forma de nuvem que os olhos lhe desenhe: política nuvem é.

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