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Ilações

Ontem (27) o presidente Temer resolveu segurar o touro pelos cornos e partiu para cima de Janot em um pronunciamento ríspido no conteúdo e na forma, mas sem consequências que o acudam a destituir a denúncia contra a qual investiu. Na verdade, o pronunciamento foi uma peça política à Câmara Federal, que analisará se autoriza, ou não, o prosseguindo do feito. Nesta circunstância, o presidente deveria poupar os adjetivos da oração e perorar na surdina, pois aos deputados que lhe apreciarão o fado as sacadas são menos importantes que as alcovas. Temer qualificou a denúncia como uma peça de "ficção" e acusou Janot de "reinventar o Código Penal" ao incluir nele a "denúncia por ilação”, pois não há provas nas tipificações almejadas. As designações de Temer visam arregimentar cruzados a sua causa, pois a preocupação, tanto jurídica quanto política, tem que ser uma constante no diapasão em que andam os processos nos tempos de Lava Jato. Temer não se limitou a atacar as...

Temer é denunciado e Câmara Federal decidirá autorização para abrir o processo

Com apenas 7% de aprovação, o menor score de um presidente da República em 28 anos, com uma base parlamentar fazendo água, o que demanda constante calafeto, chegado de uma viagem internacional malsucedida, Temer recebe a denúncia do Ministério Público Federal por corrupção, o que lhe faz passar para a história como o primeiro presidente da República do Brasil denunciado por corrupção. Diferentemente do que vêm equivocadamente anunciando alguns apressados setores da mídia, Temer ainda não é réu e só poderá assim ser tido depois que a Corte Suprema enviar o pedido de abertura de processo à Câmara dos Deputados e a Casa autorizar o prosseguimento da denúncia, pois a Constituição exige autorização legislativa para que se abra um processo penal contra um Presidente da República. Para que a Câmara Federal autorize a abertura do processo contra Temer é necessária maioria qualificada de votos autorizativos. E aí reside a vantagem do presidente, pois para que o processo seja aberto a oposição ...

Lula lidera, e 2º lugar tem empate de Bolsonaro e Marina, diz Datafolha

O título da postagem assusta e indigna muitas dezenas de pessoas, mas é o mesmo da Folha de S. Paulo, que publica na edição impressa e online desta segunda-feira o resultado da mais recente pesquisa do Datafolha. O resultado, embora a mais de um ano da eleição, revela a cristalização das intenções de voto na casa dos 30% para Lula, que envergou para baixo, mas recuperou o estoque histórico do seu eleitorado, depois que á mídia esfarelou o chicote sobre ele até cansar. Os constantes resultado de pesquisas que colocam Lula em pole position na largada de uma eleição que será daqui a mais de ano, não significam que o lulopetismo voltará a ser inquilino do Palácio do Planalto, mas é índice de que Lula está no páreo e não está prosa. Abaixo, os resultados do Datafolha:   Embora vença com margem segura nas intenções de voto nos 8 cenários acima colados, no quesito rejeição Lula continua sendo o mais rejeitado dos prováveis candidatos à presidência, portanto, o maior adversário de Lula em ...

Os manuscritos de Eduardo Cunha

Diante das insistentes incursões para saber se vero é que o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba desde outubro do ano passado, está, desde maio deste ano, redigindo de próprio punho a sua proposta de delação premiada, o advogado de Cunha, Délio Lins e Silva, nega peremptoriamente que o seu cliente esteja nesta empreitada. Mas segundo os carcereiros do Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde Cunha está enclausurado, o ex-deputado tem pedido com frequência folhas de papel em branco e caneta esferográfica, o que leva a crer que, se não está escrevendo um livro, está redigindo a sua proposta de delação premiada dentro da cela. Quem sabe, e há lógica na opção, o livro seja a delação ou a delação seja o livro, conforme ao que se prestas a leitura. Reforçou-se o boato das catilinárias esferográficas contra mundo e meio quando, há três semanas, o advogado Lins e Silva, logo após ser contratado por Cunha, pediu um encontro com um as...

JBS em liquidação

Assim como as demais empresas apanhadas pela Lava Jato, a JBS dá sinais de que a sua equação de crescimento não se mantém de pé sem a rede de tráfico de influência e corrupção que a transformou em uma gigante global, eis que, desfeita a teia criminosa, o grupo que a controla teve que engatar a uma marcha à ré que coloca à venda US$ 15 bilhões em ativos. A reação do mercado, que começa a restringir espaço nas prateleiras à JBS, até que ela comprove práticas de conformidade de que abandonou a vida do crime e, mesmo no espaço oferecido nas gôndolas, a ação dos consumidores dos EUA e países da Europa em boicotar produtos com o selo JBS desidrata as chances da empresa em alavancar recursos no mercado financeiro para saldar as dívidas de curto prazo, que beiram os US$ 30 bilhões. A solução encontrada, portanto, para evitar um colapso de liquidez iminente, foi optar pela liquidação de ativos. E na cesta está o principal motor da cadeia logística internacional da empresa, a irlandesa Moy Park,...

De Vikings e Fenícios

O texto da ilustração acima foi pinçada do artigo do advogado Ismael Moraes, cujo núcleo contextual delata, sem prêmios, o que seriam as irregularidades cometidas pela norueguesa Hydro, em virtude de licenças ambientais concedidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade(SEMAS). Não é a primeira vez que Ismael Moraes investe contra a SEMAS e, sem análise de fundo, se as suas afirmações são ou não procedentes, nada se enxerga de providências tomadas para apurar-lhe a lavra que não é digitada em meias palavras, ao contrário, erigida com todas as letras. Abaixo o artigo: “Os Vikings, os Fenícios, a Noruega, os desmatamentos da Hydro e o Crime Organizado do Governo do Pará Ismael Moraes – advogado socioambiental Há consistentes relatos históricos do encontro entre comerciantes fenícios, povo ancestral dos libaneses, com nórdicos, genericamente chamados de vikings. Aqueles negociantes oriundos do Mar Mediterrâneo, dotados de grande cultura absorvida pelo contato intenso...

Vaquejada

Mesmo sem desdizer o conteúdo da delação de Joesley Batista, e sem tentar descriminalizar os delatados, a imprensa nacional ensaia uma cruzada para retirar o prêmio – considerado generoso demais - dos irmãos Joesley e Wesley, uns quês de irmãos Karamazov da República nacional. A inquietação da grande imprensa não deixa de ter causa na clara tentativa que Joesley Batista faz de preservar Lula e levar ao tronco apenas o substrato do lulopetismo, que não deixa de ser a rede em que foi malhado o presidente Temer. Hoje, o Estadão carimbou a sua posição no affaire dos Batistas com a Procuradoria-Geral da República, que lhe concedeu a sorte grande de não pagar nada mesmo delinquindo tanto, e dedicou o editorial ao caso. No editorial opina o Estadão que, na entrevista concedida por Joesley à Época, ele se esforça “ para livrar o ex-presidente Lula da Silva de qualquer responsabilidade direta pelo surto de corrupção”, e afirma que a “trajetória de sucesso ” de Joesley “ está ligada a generosos...