O impagável Zé Simão, autointitulado “o esculhambador-geral da nação”, com as suas irreverentes e bem-humoradas tiradas da situação do Brasil, que, de cabo a rabo, parece atropelar a política, os políticos e a agenda sempre postergada das profundas mudanças que o país precisa para colocar em pé a retomada do crescimento econômico.
Em uma noite de plenilúnio, às margens do Rio Tocantins, o lavrador pegou a lanterna e saiu correndo de casa à busca da parteira. Sua mãe, uma teúda mameluca, ficou vigiando a esposa que se contorcia com as dores do parto. Quando voltou com a parteira, o menino já chorava ao mundo. Não esperou: simplesmente nasceu. A parteira cortou o cordão umbilical e o jogou ao Rio Tocantins. Após os serviços de praxe de pós parto, a mãe de Ismael o chamou ao quarto para ver o filho. O lavrador entrou no quarto. A lamparina o deixou ver a criança ao peito da mãe: nascera Parsifal, pensou ele orgulhoso. O lavrador pegou uma cartucheira calibre vinte, carregou o cartucho ao cano, armou e saiu à porta. O Tocantins espreitava-lhe manteúdo. Apontou a mira da vinte à Lua e disparou: era assim que os caboclos do baixo Tocantins anunciavam a chegada de um homem à família.
não creio nessa necessidade de mudanças profundas, embora eu reconheço que essa é a opinião majoritaria. Há mais de 30 anos ouço frases semelhantes. Parece que o pessoal pensa que mudanças profundas são mudanças que gerem discussão, que obrigatoriamente slatem em cima do direito de alguns.
ResponderExcluirHá muita burocracia, mas os empresarios a meu ver reclamam da burocracia só por reclamar, nunca sugerem mudanças claras em dispositivos legais,como portarias, circulares, etc. Ninca reivindicam um ministro da desburocratização. Só ficam repetindo que nem papagaios os mantras que aparecem na imprensa. As mudanças devem ser feitas paulatinamente, sem apoio a pacotes que poucos conhecem.