16/05/2016

Belém é a 9ª capital com maior índice de inadimplência do Brasil e menor renda

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Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), colhida pelo IBGE no último trimestre de 2015, a Serasa Experian elaborou um quadro com o percentual de inadimplentes, a renda média mensal dos trabalhadores empregados e a taxa de desemprego em cada uma das 27 capitais.

A capital com maior número de inadimplentes é Manaus, com 38,1% dos seus habitantes insolventes. A capital com menor inadimplência é Florianópolis, com 22,3% dos seus habitantes insolventes.

Observe-se que inadimplência não é sinônimo de endividamento. A tabela não mostra, portanto, o percentual de endividamento do cidadão brasileiro e sim o percentual que não consegue saldar as dívidas contraídas.

A capital com maior taxa de desemprego no Brasil é Macapá, com 14,6%. A com a menor taxa de desemprego é Campo Grande, com 5,2%, o que vem a ser uma taxa similar ao Reino Unido (5,1%).

A capital com a maior renda média de trabalhadores empregados do Brasil é Vitória, com R$ 3,951. A com menor renda respectiva é Belém, com R$ 1,581. Atente-se que a renda em comento é a média de trabalhadores empregados e não a renda per capita.

Belém está entre as 10 cidades com o maior índice de inadimplência do Brasil: é a 9ª, com 31,8% de inadimplência. O índice de desemprego da capital do Pará (11,8%) é o 4° maior do Brasil e a renda média do trabalhador empregado é a menor do Brasil.

Abaixo, a tabela com os números das 27 capitais. Para ler a tabela, considere  TI = Taxa de Inadimplência e TD = Taxa de desemprego.

A leitura da tabela autoriza o relacionamento ponderado direto da taxa de inadimplência com a taxa de desemprego, portanto, via de regra, o cidadão não salda as dívidas por falta de recursos para tal e não porque deseja dar um “calote” no credor.

Mas o índice de inadimplência muito acima da taxa de desemprego também indica parca educação financeira, ou seja, há uma parcela média de 29,8% da população economicamente ativa (praticamente um terço dos brasileiros), que gasta muito além do que recebe.

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