03/06/2015

Bradesco oferece US$ 10 bilhões pelo HSBC Brasil

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Embora o mercado financeiro brasileiro, segundo publicação de hoje (3) do Branco Central, tenha registrado uma saída de US$ 5,6 bilhões em maio, o que é o pior desempenho mensal de 2015, os bancos não parecem estar se abalando com tão “pouco”.

O Bradesco, o Itaú e o Santander resolveram coçar o polpudo bolso e fazer ofertas firmes pelas operações do HSBC Brasil, que embora ainda não tenha declarado oficialmente que está saindo do país, até já fixou preço mínimo na placa de venda, que foi de US$ 8 bilhões para entregar as chaves.

Tão logo o HSBC Brasil disse o preço o Itaú mostrou o cheque, mas o Santander cobriu a proposta e não regateou: ofereceu um bilhão a mais que o Itaú.

Ao ouvir a valentia dos dois, o Bradesco resolveu quebrar a banca e ofereceu US$ 10 bilhões ao HSBC, o que, pelo menos por enquanto, colocou o Itaú e o Santander na moita.

O HSBC, já sabendo quanto valem as suas posições no Brasil, pediu tempo para pensar.

56 comentários:

  1. dá raiva ler isso.
    é um crime contra a economia nacional e contra a felicidade do povo o banco central proteger esse cartorio financeiro sem etica, sem escrupulos, sem respeito.
    oferecem tanto porque é um cartorio onde podem espoliar o povo brasileiro.

    Parsifal, lute contra o lado negro da força (frase inspirada num filme de ficção cientifica, nada a ver com a cor da pele)

    No hsbc, e deve ocorrer em outros bancos também, a direção obriga gerentes a assistir a teleconferencias segundas de manhã, dentro do horario bancario, por longo tempo. Se não é verdade, é mais uma mentira que o pessoal das agencias conta... o fato é que vi muitas mesas vazias em plena segunda feira, dia de muito movimento.

    é preciso que deixem qualquer brasileiro abrir um banco, para participar do sistema que garante depositos pode haver exigencias, mas para abrir e trabalhr não pode haver exigencias. Não vejo nenhum problema se houver tantos bancos como há imobiliarias. Não vejo nenhum problema se numa cidade de 100 mil habitantes houvesse 10 bancos locais, com agencia apenas na cidade. Não me venham com o falso paternalismo...

    o banco central não deveria permitir que qualquer grupo financeiro comprasse esse banco. Deveria ser obrigatorio que os compradores sejam de fora do sistema financeiro.

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    1. O sistema financeiro domina o mundo desde priscas eras, e se sistematizam para assim continuar ad perpetuam rei memoriam. Mesmo em países onde é possível pequenas corporações, são os grandes que dominam o mercado.

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    2. há muitos graus de dominação do mercado.
      nos estados unidos, varios bancos foram fundadospor negros, por pobres, por pessoas enjoadas com o mau atendimento.
      Veja nesse link a primeira mulher a fundar um banco nos estados unidos, uma negra.
      se um grupo se sente mal atendido nos bancos, nada mais natural do que se juntar e formar um banco. Assim os grandes terão mais dificuldades em destratar clientes impunemente.

      Nos estados unidos, durante a maior parte de sua historia, os bancos não podiam abrir agencias fora do estado de sua sede, isso ajudou muito a população americana, a meu ver.

      o descaso das autoridades com as mas coisas que os bancos fazem, não é uma caracteristica natural da sociedade humana, é uma caracteristica da detestavel sociedade brasileira, desculpe a franqueza.

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    3. ops, esqueci de colocar o link:

      http://en.wikipedia.org/wiki/Maggie_L._Walker

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    4. Concordo plenamente com você sobre os bancos: são instrumentos de usura institucionalmente legalizadas pelo Estado, com a observação: no mundo inteiro, inclusive nos EUA, que você toma como exemplo, pois ali, embora o sistema já tenha sido mais aberto, quando surgiram milhares de instituições bancarias locais, hoje eles cada vez mais se afunilam, principalmente depois da reforma pós crise de securitização.
      Concordo plenamente, ainda com o final do seu comentário, quando opina que o reducionismo bancário brasileiro é “uma característica da detestável sociedade brasileira”, com a ressalva de que a sociedade brasileira não é “detestável” por essência, mas por formação.
      Não ficou claro se o termo “sociedade brasileira” se refere ao Estado brasileiro, e se assim o for, passo a discordar dessa particular definição.
      O sistema bancário nacional é obtuso porque assim o permite o usuário, que não demanda os seus direitos oportuna e devidamente e afunilam-se as casas bancárias não porque seja impossível pequenas unidades alternativas, mas exatamente porque por aqui dificilmente apareceriam algumas Maggie L. Walker, por um motivo mero: ninguém quer arriscar capital estocando-o como garantia no Banco Central, para requerer uma outorga, pois o caminho é longo e a margem de retorno é pouco em pequena escala.
      Por isso, se alguém tem R$ 10 milhões para investir, jamais vai pensar em abrir um banco (nem aqui e nem mais alhures), pois, com a pequena escala que conseguirá, só o altruísmo o faria se tornar um “banqueiro” do interior, já que o seu retorno para o investimento, depois de um longo caminho para conseguir a outorga, aqui e alhures, seria muito menor do que aplicar isso na poupança, com a segurança que ela propõe.
      Infelizmente, a tendência de enormes corporações, baseadas na escala global, é uma realidade no mundo, não somente na área financeira, mas em toda a atividade econômica, o que exige de nós inteligência para proteger o usuário sem a ilusão de que vamos trilhar o caminho por onde isso começou, que foi a pulverização, pois as corporações surgiram exatamente para fazer do cidadão dependente delas.

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    5. sua informação de que o cidadão brasileiro não demanda seus direitos em relação ao sistema financeiro está divorciada da realidade, a meu ver. Já fiz diversas reclamações ao banco central, e sou testemunha de sua negligencia em relação a qualquer demanda contra grandes instituições. Há alguns anos atras, eu lia com mais frequencia sobre processos judiciais contra bancos, varias vezes me fiz a pergunta: como podem ser tão maus, e ainda recorrer em algo tão óbvio?

      Tem coisas em que não há como reclamar se o sistema é um oligopolio. Por exemplo a preguiça e incompetencia em trabalhar como banco. Não dá para reclamar. Se os caras só querem pegar dinheiro e só querem emprestar em condições muito especiais, reclamar como? eles tem direito a serem preguiçosos.

      em 2008 as autoridades norte americanas cometeram um erro, a meu ver. Todos os bancos estavam quebrados, eles auxiliaram os grandes, e não auxiliaram os pequenos, então a vantagem deles em relação a nós diminuiu. Mas aposto que eles ainda tem milhares de bancos. E os serviços devem ser de muito melhor qualidade.

      não acredito que um banco pequeno, bem pequeno, local não daria lucro, mas o banco central faz tudo para dificultar. Quanto a começar com 10 milhões, há muitos bancos informais com patrimonio menor que isso. Confesso que não me lembro no momento como chamam esses bancos informais. O senhor via dizer que eles cobram juros tão altos como os bancos legalizados, pode ser verdade, se houvesse liberdade os juros para os clientes baixariam bastante, eu penso. Onde hoje se paga 10% ao mes, iria-se pagar 4% ou menos. E não haveria tanto guardinha agressivo, nem tanta agressividade dos chamados gerentes de conta em setores de contas especiais.

      os bancos informais a que me referi são os chamados agiotas, eu até tive dificuldade para me lembrar do termo.

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    6. Não me refiro a esse tipo de demanda: essa é inglória porque o sistema protege os oligopólios. Litigar contra qualquer grande empresa (não só bancos) é um ato de heroísmo.

      Refiro-me a medidas socio-vinculantes, tomadas pela própria sociedade e pelos usuários, como é comum dos próprios EUA e Europa, quando usuários boicotam determinado tipo de estabelecimento que tomam atitudes ofensivas ou contra os mores locais.

      Recentemente isso ocorreu com o WalMart no estado de Winsconsin: um dia sem Walmart. No Brasil somos egocêntricos. Não foi comigo, foi com você? Se vire.

      Não se iluda que um banco é educado na Antuérpia e mal educado no Brasil. A cultura banqueira é igual o mundo inteiro: lucro em primeiro lugar e a qualquer custo.

      Não há ainda a menor possibilidade de micro bancos prosperarem no Brasil, como de fato estão minguando no mundo inteiro (nos EUA, embora ainda sejam o país com o maior número de bancos locais, eles também minguam por falta de escala, aos poucos, vão sendo comprados pelos grandes, e os heroicos se rendem ao redesconto nos grandes, o que diminui ainda mais as suas margens), por falta de escala.

      Se a atividade desse algum lucro recorrente os varejistas já tinham um banco em cada unidade da rede, mas nas contas que eles fazem é melhor comprar leite ninho e colocar na prateleira. As próprias cooperativas, que poderiam se agrupar para prestar tais serviços aos cooperados e abrir para o público para fazer escala, preferem abrir uma conta no Bradesco.

      Sim, e o Banco Central de qualquer país estabelece regras cada vez mais rígidas para a atividade, porque a neurologia financista e mercadológica mundial passa por uma longa fase de reforço das corporações, como forma de proteger a sua moeda ou o seu mercado.

      Claro que a informalidade é mais barata em qualquer atividade. A questão aí é que o sistema não pode trazer o agiota para a formalidade com um passe de mágica, e se, mesmo por um passe de mágica, ele fosse se estabelecesse, o seu negócio se tornaria inviável, pois a sua margem seria achatada pelos encargos e custos do estabelecimento e ele voltaria à informalidade porque é mais barato. Pronto: o cachorro começou a correr atrás do rabo.

      Mais uma vez ratifico a nossa concordância sobre os bancos. Apenas observo que a solução que você prega era praticável quando o mundo era menos regulamentado e globalizado. A volta que o carneiro deu não é a mesma que o carneiro dá. As soluções de hoje não passam sequer perto do que foi a solução de ontem.

      Eis outro dos nossos problemas: falta de pensadores para o mundo contemporâneo.

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  2. Sou um dos herdeiros do Bancesa e espero que meus bisnetos possan usufruir disso!

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  3. parece que o nobre politico está excessivamente deslumbrado com a globalização.

    vi na veja há tempos atras uma reportagem de duas paginas sobre brasileiros que abriram um financeira no canada com 200.000 dolares canadenses, e tiveram ajuda do governo canadense, inclusive cursos. Para felicidade dos canadenses, o governo de lá não estava tao deslumbrado com os grandes bancos. Não consigo encontar link, sugiro que o senhor procure enquanto estiver na politica, mesmo não tendo assessores no momento, deve ter mais recursos do que eu. Essa reportagem deve ter ocorrido entre 1994 e 2008.

    não é nem necessario diminuir o tamanho dos grandes bancos (mas saudavel seria), basta obrigá-los a trabalhar melhor.

    veja a questão das poltronas para os clientes que vao ser atendidos no caixa esperarem sentados no bradesco. Por que o banco pensou em conceder esse beneficio aos clientes? porque existem a caixa economica federal e o banco do brasil que fizeram isso antes. A concorrencia ajuda as instituições a trabalhar que nem gente.

    há muitas factorings atualmente, elas não podem emprestar para pessoas fisica nem podem captar recursos no mercado, bastaria permitir as faztorings já estabalecidas se transformarem em microbancos para melhorar muita coisa.

    outra coisa que precisa ser dita: tenho lido que grandes instituições de outros setores esperam varios anos até o banco central autoriza-los a abrir e operar como bancos ou financeiras. Isso é estranho... he he... cade o fbi?

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    1. Para nivelar a conversa. Eu nunca tive assessores em toda a minha vida parlamentar. No meu gabinete existem, sempre, duas pessoas: uma chefe de gabinete e uma servidora de serviços gerais. Absolutamente nada além disso. Todo o meu trabalho parlamentar (projetos de lei, pareceres ofícios, respostas, pedidos de informações, representações e comissionamentos) é feito exclusivamente por mim. Aqui no blog é a mesma coisa: tudo que escrevo, e respondo aqui, é feito por mim, inclusive as pesquisas quando tenho dúvidas e não gasto mais de 1 hora do meu tempo para isso. Não está aqui uma crítica a quem tem. É opção minha: prefiro fazer eu mesmo.
      Corporações supranacionais não são exatamente algo com o que nos possamos deslumbrar. As minhas “deslumbrações” passam bem longe disso.
      Apenas lhe demonstro um fato, para tentar focar a sua observação para um caminho escolhido pelo status quo mundial que sabe o que quer e elabora métodos para chegar lá e nós não vamos conseguir combate-los com métodos que eles já bem conhecem e dominam. Ou agimos de forma inteligente (como eles) ou vamos ficar apenas na indignação, o que não os incomoda nem um pouco.
      Não conheço e nunca li sobre dois brasileiros que tenham aberto micro financeiras em qualquer parte do mundo, mas isso é irrelevante para um estudo comparativo, pois aqui no Brasil isso é possível legalmente, não servindo, portanto, de contraponto. Há dificuldades para estabelecer? Claro, como eu já lhe disse, pelo lado legal as corporações são favorecidas e pelo lado comercial a escala desaconselha. Não se iluda: bons negócios sempre encontram bons empreendedores que superam todas as dificuldades burocráticas e se estabelecem. Não duvide da capacidade de superação dos madeireiros e dos varejistas.
      Várias empresas cujo foco principal não é serviço bancário abriram bancos no Brasil, todos foram engolidos pelos grandes por falta de escala. As empresas de factoring são apenas uma espécie, mas há centenas de pequenas financeiras no Brasil que podem emprestar para pessoa física. A maioria, todavia, opta por se especializar em crédito consignado, que é 90%, mas, idem, optam pelo redesconto em grandes bancos para lhes garantir o estoque e o cachorro volta a correr atrás do rabo, pois elas acabam sendo puxadinhos das corporações.
      Não há concorrência bancária: eles combinam as próprias diferenças e estabelecem as próprias margens em busca do equilíbrio do eu próprio mercado.
      Em suma, se não organizarmos a sociedade de fato para refrear a saga corporativa, vamos apenas dar tiros na água.

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  4. no brasil, para se abrir uma financeira, há muitos anos atras o valor minimo de capital exigido pelo banco central era de 40 milhões, bem diferente dos 200 mil dólares com que os brasileiros abriram uma financeira no canada. Por causa do valor, essa informação a meu ver é muito relevante.

    não há centenas de pequenas financeiras no brasil. Se não me engano, somando o numero de bancos com o numero de financeiras são cerca de 200 instituições.

    não partilho da ideia de que todas as institições de outros grupos foram engolidas. Varias montadoras de veiculos tem bancos proprios. Muitas instituiççoes de outros setores realmente sairam do mercado, mas não se pode dizer que foram engolidas. É o caso do banco gerdau, só existia para financiar clientes do grupo gerdau, até receber uma oferta milionaria do santander, então vendeu.

    Mas minha esperança para que o setor financeiro contribua para melhorar o pais ao inves de fazer o contrario, são microbancos, semelhantes em tamanho ao gabinete do Parsifal.

    Cito o fato de grandes instituições terem que esperar muitos anos, para realçar que os pequenos não tem a minima chance de que o banco central os deixe começar.

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    1. Por favor, voltemos com a conversa para os limites do verossímil. Nunca houve, nem há muitos anos, nem hoje, e não deverá haver amanhã, na legislação brasileira, e em nenhuma legislação do mundo, um limite mínimo de R$ 40 milhões, ou o que o valha, para operar no mercado financeiro.
      Você está enganado. não são "cerca de 200" instituições financeiras no Brasil: são cerca de 2 mil. Consulte o portal do Banco Central e lá você encontrará a relação de todas.
      "Todas" é uma força de expressão, para significar que a maioria das instituições financeiras do Brasil, e do mundo, acabaram, de uma ou outra forma, dependentes das grandes corporações, pois, por segurança, se obrigam a fazer securitização de suas operações com os grandes.
      O gabinete do Parsifal era a exceção. Dos 41 só havia um na Alepa desse tamanho, e não é correto racionar pela exceção. A regra é cada deputado ter, no mínimo 10 assessores, assim como a maldita regra se transformou em ter cada vez menos empresas no mundo inteiro, que vão comprando as menores e, na maioria das vezes, para enganar a gente, nem mudam os nomes.

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    2. eu não estou enganado quanto ao numero de instituições financeiras no brasil. Eu citei bancos e financeiras, eu não citei corretoras de valores, corretoras de cambio nem leasing.

      Eu olhei no site do banco central logo depois de escrever a ultima mensagem, ele não explicita o numero de financeiras, ele as mistura com diversas outras insituições, inclusive casas de cambio. Então o numero somado de financeiras, corretoras de valores, empresas de leasing, arrendamento mercantil, (e mais um monte de outras coisas) é de cerca de 480 (em abril foram 483). Olhei as 10 primeiras e as 10 ultimas da lista. Entre as 10 primeiras havia 2 financeiras, entre as 10 ultimas havia apenas uma. Se a media é por aí, há menos de 100 financeiras no pais.

      E o pior é que a maioria tem sede em são paulo e em cidades de mais de 1 milhão de habitantes. Tem alguma financeira com sede em tucuruí? provavelmente não. Tem alguma com sede em Belém? não tem (suponho)

      Os limites minimos necessarios para abrir bancos e financeiras existem, sim senhor. Eu já sabia os numeros na ponta da lingua, mas eles sempre aumentam. As otoridades do banco central fixam os limites, o banco central emite circulares e outros diplomas legais constantemente.

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    3. ainda que não houvesse valor minimo para abrir um banco ou financeira (e há muitos anos tenho certeza que tem) ainda assim só Deus poderia dizer que unca vai haver.
      O banco central fixa limites minimos para todo tipo de instiuição financeira. Numa rapida pesquisa, encontrei um indicio de prova. Nesse link, que trata de companhias securitizadoras de creditos e recebiveis, o autor excreve:

      d)como em todas as instiuições financeiras, haverá um capital social minimo, a ser possivelmente de R$ 2 milhões.

      http://orderby.com.br/banco-central-regulara-securitizadoras/

      obs: ele estava escrevendo antes da regulamentação dessas insituições. Conhecendo o modus opernadi do banco central, aposto que ele fixou um capital minimo maior.

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    4. Claro que qualquer empresa para se constituir precisa de um capital. Embora a legislação comercial não estabeleça "limite mínimo", se você abrir uma empresa com capital social de R$ 1, dificilmente conseguirá credibilidade na praça. As empresas financeiras não fogem a essa regra.
      Você não encontrará legislação que estabeleça “limite mínimo” para receber outorga de operação no mercado financeiro, mas, por favor, o princípio da razoabilidade precisa ser observado e é isso que autor do artigo do link que você leu observa:
      “d) Como em todas as instituições financeiras, haverá um capital social mínimo, a ser fixado possivelmente perto dos R$ 2 milhões”.
      Ele trata das resoluções que o BC rotineiramente edita para normatizar o mercado e não deixar, por exemplo, que eu abra uma financeira com capital de R$ 10. O valor que ele opinou “possivelmente perto dos R$ 2 milhões”, foi um equívoco, pois esses valores são fixados por resoluções do BC para observar os patrimônio liquidável das operações, pelo porte de cada empresa e não para outorga de carta.
      Mas é normal essa confusão mesmo em “especialista em instituições financeiras”. Mas, se você observar as resoluções, até mesmo em se confundido o continente com o conteúdo, há valores estabelecidos pelo BC muito abaixo dos R$ 2 milhões sugeridos por ele, e chegam aos R$ 200 mil (menos que os tais brasileiros do Canadá até), ou seja, o BC, nas resoluções, lhe decepcionou, pois você esperava mais de R$ 2 milhões como o mínimo.

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    5. 19:05

      Você escreveu: "Se não me engano, somando o numero de bancos com o numero de financeiras são cerca de 200 instituições".
      Você se enganou, eu respondi, pois há cerca de 2 mil.
      Bancos, corretoras de valores, corretoras de cambio, empresas de leasing, cooperativas de crédito, empresas de factoring e afins, todas pertencem a um gênero: são empresas financeiras que formam o tecido do sistema financeiro nacional e elas são cerca de duas mil no Brasil. Se você consultou o BC, basta somá-las.
      Há empresas financeiras em Tucuruí, em Marabá, em Redenção, em Santarém e em cerca de 40 municípios no Pará. A sede não precisa ser lá para ela estar presente. A maioria, todavia, existe para consignados e não opera com o público, por conta daquela tal de escala.
      Quanto a questão dos limites, já está textualizado acima.
      Eis a questão: conceitos e definições são usados de ponta cabeça ou por conveniência do argumento. Isto, todavia, não tira a irresolutividade da realidade, por um simples dogma evidenciado por Stephen Hawking quando lhe perguntaram se era possível inventar a máquina do tempo.
      Ele respondeu que com certeza não. Ao retrucarem o porquê do com certeza, ele respondeu:
      "Porque se fosse possível, mesmo que no mais longínquo e inimaginável futuro já a teriam inventado e se assim fosse, o presente estaria cheio de turistas do futuro, porque todos pagariam a viagem em módicas prestações".
      Se o microcrédito fosse rentável no varejo, repito-lhe, em cada supermercado da rede Líder, ou Nazaré haveria um micro banco.
      Microcrédito no mundo não mais é uma questão de mercado, mas de ideologia. Se vamos abrir guerra contra os grandes bancos, inventemos outra forma de feri-los.

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  5. http://www.cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=mni010202

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    1. As resoluções citadas no manual não tratam de cartas de outorga e sim de limites para patrimoniais liquidáveis que devem ser observados no estoque de operações, de acordo com as categorias das instituições.
      É claro que o princípio da razoabilidade não vai permitir que o Banco Central outorgue uma carta de funcionamento para uma unidade que não tenha patrimônio liquidável e nem um mínimo de depósito corrente, por isso as pequenas financeiras apelam para o redesconto, se transformando em meras "franquias" dos grandes.

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  6. é patrimonio liquido mesmo, não limites patrimoniais liquidaveis.
    pode nao estar claro no link que coloquei, mas para começar, receber a autorização, é exigico capital social minimo alto.
    O nobre politico afirma: é claro que o principio da razoabilidade...

    é a sua opinião, é uma opinião lamentavel, eu penso. Eu diria: é claro que se o sujeito ou os sujeitos que querem iniciar um negocio não tem patrimonio compativel com o que as otoridades acham é claro que isso é problema dele, e a opinião das otoridades não interessa, assim tem que ser numa democracia.

    Me parece que o senhor, como é comum entre os brasileiros, quer esconder um problema.

    no passado, eu li o que havia a respeito, não há limite baixo para banco e financeira. Limite baixo é so para factoring (eventualmente para isso não há limite).

    não existem essas pequenas financeiras que se transformam em franquia dos grandes. essas empresas não são financeiras. Talvez nós temos um problema de semantica aqui. Essas empresas que estão em cada esquina oferecendo emprestimos não são financeiras, elas não tem habilitação para emitir letras de cambio em nome delas nem para emprestar diretamente ao consumidor. Se algum proprietario dessas empresas ganhasse uma megabolada da megasena, não poderia empestar nenhum centavo, antes de submeter-se a longo processo no banco central para ganhar uma carta patente de financeira.

    Eu já pensei em criar uma instiuição financeira, já antes de haver internet fui ao banco central pedir informações. Embora minhas informações não estejam atualizadas, conheço bem o assunto, me mostraram textos , me deram xerox para eu ler.

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    1. Por favor, não confunda patrimônio líquido com capital ou outorga. O capital realizado (que também não é o de outorga) e o patrimônio líquido são exigíveis para operação, conforme o nível em que ela se dá e a modalidade em que a instituição opera. Isso está claro nas resoluções.
      Por favor, de novo: razoabilidade não é opinião lamentável e sim princípio constitucional! Lavrado na Constituição da República do Brasil!.
      Não é possível ser franquia de uma financeira sem ser uma empresa constituída com a finalidade financeira. Eu não posso ser correspondente do Banco do Brasil com uma empresa constituída para operar com compra e venda de cosméticos. Todas precisam ser constituídas como empresas financeiras, embora possam ter outras atividades, mas se não tiveram finalidade financeira na constituição não poderão operar.
      Emitir letras, oferecer crédito, descontar, redescontar são modalidades do gênero que é o financeiro. Não há problema de semântica: isso está definido em lei substantiva, no Código Tributário Nacional e regulamentado nas resoluções do Banco Central.
      Não há grandes diferenças de hoje e do tempo que não havia internet, na legislação. O que mudam são as resoluções, mas nada que modifique os conceitos, mesmo porque resoluções não mudam conceitos, apenas leis e os conceitos são os mesmos de Acordo de Basileia, do qual o Brasil é signatário.

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    2. o nobre politico está fazendo grandes confusões.

      correspondentes bancarios existem aos montes, talvez aos milhares, correspondentes de financeiras também devem existir aos milhares, mas isso para mim não interessa, porqu esse tipo de empresa em nada melhora a economia do brasil na minha opinião.

      nenhuma desssas milhares de empresas que fazem intermediação para o reduzido grupo de financeiras, nenhuma dessas empresas pode captar dinheiro do publico, nem pode emprestar do seu dinheiro. o senhor está totalmente equivocado. Informe-se, os detalhes são importantes, e fazem a diferença entre o inferno e o paraiso.

      Essas milhares de empresinhas, acredito que as exigencias para constituir seja minimas, mas elas não influem na taxa de juros cobrada das pessoas fisicas.



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    3. caro doutor, essas milhares de empresinhas que o sehor chama de financeiras, apenas preenchem formularios, e não podem captar nem emprestar dinheiro, se fizerem é grave irregularidade.
      pela sua defesa dos grandes bancos, até parece que... (resolvi deixar isto de lado)
      se eu estiver errado, tambem vou concordar que os infames planos de capitalização, mesmo quando não sorteados, rendem tanto quanto a poupança, he he...

      não entendi por que o senhor já investiu nisso.

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    4. O que operam e como operam é a modalidade. Genericamente, para todos os efeitos legais, têm natureza jurídica financeira.Claro que se uma financeira outorgada para uma modalidade operar em outra comete irregularidade.
      E onde está escrito que eu defendo os grandes bancos!? A conversa começou exatamente porque eu concordo plenamente com o comentarista que desteta os grandes bancos.
      E onde está escrita as confissões dos meus investimentos? Por favor me informe onde está isso para eu apagar, pois não quero que ninguém saiba onde eu invisto.
      Tem certeza que está comentando no lugar certo?

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    5. 22:04,

      A grande confusão quem está fazendo é você.
      A minha posição é exatamente a sua: esses "milhares" de empresas financeiras não influem em nada na saúde do sistema financeiro nacional; São meros botecos monetários.
      A sua opinião está corretíssima! Elas não significam nada, em nada influem no sistema financeiro e muito menos na taxa de juros.
      Quem acha que isso poderia mudar a usura bancária é outra pessoa e não eu.
      Os detalhes diferem qualquer coisa e não só o inferno do paraíso. Ler os textos, e saber a autoria de uma e outra opinião também diferem o entendimento da confusão.

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  7. Parsifal, os grandes bancos não são tão invulneráveis assim. Eu já ganhei R$ 7 mil de indenização do Bradesco em um acordo.

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    1. E o Lázaro Brandão não deve ter dormido uns três dias por causa disso. Eles te pegaram na pressa. Deveria ter esperado para receber R$ 700 mil quando o STF, daqui a 40 anos, assim decidisse.

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  8. o nome que o banco central usa para as financeiras é: Sociedade de crédito, financiamento e investimento.

    volto a dizer: somando sociedades de credito, financiamento e investimento
    sociedade s de arrendamento mercantil
    corretoras de valores
    corretoras de cambio
    distribuidoras de valores

    o numero existente em todo o brasil, conforme o banco central, é 483 em abril.
    estimo que aquelas que podem emitir letras de cambio e emprestar para pessoa fisica, as verdadeiras financeiras são em torno de 50. Para saber exatamente, seria necessario revisar toda a lista de 483, onde outras instituições de diferente natureza estão misturadas.

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    1. Incorreto. Instituição financeira é o gênero. Sociedade de crédito financiamento e investimento é modalidade.
      As instituições financeiras existentes no Brasil, pela listagem do BC, aproximam-se de 2 mil. O BC as divide em modalidades apenas.
      Não. A natureza é uma só (gênero) as modalidades é que diferem.
      O Banco Central, oficialmente, não chama financeiras de Sociedade de crédito, financiamento e investimento.
      O Banco Central, como a lei determina, Define a natureza jurídica do tecido monetário nacional de Instituições Financeiras (gênero). Daí pra frente, define as modalidades. As três principais são:
      1. Instituições Financeiras Bancárias
      2. Instituições Financeiras não Bancárias.
      3. Instituições Financeiras de Natureza Especial.
      Debaixo destas há no mínimo quatro modalidades sob cada uma. Todas, todavia, fazem parte do gênero Instituição Financeira.
      O Banco Central não faz outorga de de farmácias. Todas as empresas que precisam de seus alvarás são instituições financeiras.
      As próprias administradoras de cartão de crédito, que em tese doutrinária seriam empresas de prestação de serviços, pois apenas administram as operações das carteiras bancárias das bandeiras, são consideradas pelo BC como instituição financeiras (eu discordo disso, mas o BC resolveu assim e pronto) e classificou-as com o esdrúxulo nome de "Prestadoras de Serviços Financeiros não Regulamentados". Fez isso para lhes cobrar impostos sobre o montante administrado, o que faz com que essas empresas paguem tributos sobre seviços (ISS) e taxas sobre operações financeiras que elas não fazem (IOF).
      Pesquisa melhor no BC. Você vai encontrar resoluções e brochuras explicando e definindo isso.

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  9. meu pequeno consolo é que o senhor não negou que já investiu em plano de capitallização.

    o senhor me decepciona. Eu olhei ontem no site do banco central, fiz download onde se utiliza o winrar. Há uma coluna onde ele especifica o tipo de instituição, não interesse como se chama isso, e ele usa a expressão sociedade de credito, financiamento e investimento para aquelas instituições que eu chamo de financeiras, não as falsas financeiras a respeito das quais concordamos que em nada coloram para o pais. O numero estimado é 50.

    não sei se o senhor está apressado demais, ou se está dissimulando. Olhe por favor as listagens do banco central antes de indiretamente me acusar de mentiroso.

    por negar a verdade, é que vejo o nobre politico como ardoroso defensor do olilgopolio financeiro.

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    1. Onde está escrito que eu investi em plano em plano de capitalização?! E desde quando investir em plano de capitalização é decepcionante? As pessoas investem em que quiserem e acharem que é conveniente para o seu patrimônio.
      Se você quer discutir o assunto de forma séria precisa se interessar, sim, por nomenclatura, pois a confusão dos termos pode levar os argumentos para a inépcia.
      Já lhe disse, e está legalmente definido, que Instituição Financeira é o gênero e todo o restante é espécie e é assim que o BC define porque ele não pode ter definição contrária a lei. Eu conheço a listagem que você verificou e tudo o que está ali é Instituição Financeira.
      Para efeitos consequentes, e não par ao que eu ou você ache, a definição está na LEI No 7.492, DE 16 DE JUNHO DE 1986.
      Art. 1º Considera-se instituição financeira, para efeito desta lei, a pessoa jurídica de direito público ou privado, que tenha como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não, a captação, intermediação ou aplicação de recursos financeiros de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, ou a custódia, emissão, distribuição, negociação, intermediação ou administração de valores mobiliários.
      Parágrafo único. Equipara-se à instituição financeira:
      I - a pessoa jurídica que capte ou administre seguros, câmbio, consórcio, capitalização ou qualquer tipo de poupança, ou recursos de terceiros;
      II - a pessoa natural que exerça quaisquer das atividades referidas neste artigo, ainda que de forma eventual.
      Pronto, pegue todas as quase duas mil empresas listadas pelo BC e todas elas se enquadrarão como instituições financeiras para os efeitos da lei referida. Se você não concorda ou não lhe interessa não deveria estar discutindo tas definições espécies ou modalidades.
      Não, não tenho pressa, estudo direito há 30 anos. Graduei-me, pós-graduei-me, fiz mestrado e doutorado. E quem tem pressa em ler, estudar e pesquisar não passa 30 anos nisso. Aliás, estou nisso até hoje. Estudando até para escrever o que escrevo aqui. Sem pressa. E não se engane: em uma hora é possível escrever uma tese.
      A dissimulação e a má educação está com você, ao fazer um ataque gratuito. Desde o início fui claro em dizer que concordo com você quanto aos oligopólios de toda espécie. As nossas discordâncias não são nos conceitos, mas dos métodos. O blog está cheio de postagens contra oligopólios.
      E se fosse a favor deles eu não teria problema algum em declarar e defende-los. Opinião não é crime e eu não canto pra enganar. Jamais nego a verdade do que penso.

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  10. Parsifal, me faça o favor de verificar com cuidado esse link. Veja a quarta linha de cima para baixo, onde estão as sociedades de credito, financiamento e investimento. Essas sociedades são as verdadeiras financeiras, que fazem suas taxas. Faça por favor o download do link e veja quantas sociedades .. há entre as 10 primeiras, entre as 20 primeiras.

    Sobre investimento em planos de capitalização, é perfeitamente egal. Tenho algo contra? sim, tenho. Só coloquei para o senhor não menosprezar a capacidade de os outros obter informações. Talvez minhas criticas aos planos de capitalização seja melhor deixar para o futuro, é melhor esclarecer a outra questão.

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    1. Não existe "verdadeira financeira" ou "falsa financeira".
      Se a empresa se enquadra na definição da Lei Federal 7.492/86 ela é uma Instituição Financeira, e se a outorga empresarial, fiscalização e constrição legal é do BC e seus subsidiados orgânicos, a empresa também é uma instituição financeira.
      Mesmo aquelas que apenas eventualmente exerçam alguma atividade alcançada pela definição do caput da lei, são consideradas empresas financeiras e precisam da ourtoga do BC para exercer aquela eventual atividade.
      O que é a atividade eventual do que trata o inciso II do parágrafo único do artigo 1º da citada lei? Digamos que um cliente do Supermercado Líder, ao pagar uma compra de R$ 150,00 no cartão, requer que o caixa passe R$ 200,00 e lhe devolva R$ 50,00 em espécie e o caixa o faz. Isso é uma atividade financeira eventual legalmente (muito usada nos EUA em cartões de déito) possível, mas o Líder, para fazê-lo de forma legal terá que se registrar no BC como empresa de atividade financeira eventual.
      O que o BC faz é separar as instituições financeiras (gênero) por modalidades (espécies), para que possa estabelecer os regulamentos de cada uma e as normas de cada atividade financeira dentro daquelas modalidades: isso se chama organização e método.
      E onde você leu que eu duvido da sua capacidade, ou de outrem, de obter informações? As fontes existem para todos e os meios são muito mais democráticos hoje em dia do que eram há 10 anos. O que insisto, sempre, que seja observado por quem estoca informações, é saber interpreta-las corretamente para usá-las devidamente, pois é muito corriqueiro se confundir conceitos com definições e gêneros com espécies e aí toda a argumentação estará equivocada.
      Não entendi onde entrou investimento em planos de capitalização, ou se alguém aqui é contra ou favor deles. Não vejo como se discutir investimentos com esse maniqueísmo. As pessoas procuram investir o seu dinheiro onde eles se convencem que será mais rentável. Se eu tiver um milhão e detestar o Bradesco, mas for ele quem me oferece mais rentabilidade eu vou aplicar lá se eu resolver investir em mercado financeiro e não no banco da esquina porque o amo.

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  11. ops, parece que esqueci o link

    http://www.bcb.gov.br/?RELINST

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    1. Todos os cinco arquivos que o BC disponibiliza no link que você enviou são modalidades específicas do gênero instituições financeiras.
      Para saber o número de instituições financeiras, para os efeitos da Lei Federal 7.492/86, que define o que é instituição financeira, em funcionamento no Brasil basta somar todos os arquivos.

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    2. o nobre politico fugindo do ponto central do debate.
      por favor, abra a quarta linha, eu não posso mandar aberto para o senhor, e veja como são poucas as sociedades de credito, financiamento e investimento.
      só os bancos e as sociedades de credito financiamento e investimento, com sua atividade influem na formação da taxa de juros que os clientes tomadores de credito pagam. Essas pequenas empresas que existem aos montes e arranjam vitimas para as grandes instituições nã influem na taxa de juros e não constam na lista do banco central como sociedades de credito,financiamento e investimento.

      as casas de cambio que existem aos montes não influem nas taxas de juros. Contei os bancos: são 156.

      eu não pretendo mostrar que sou erudito, eu quero taxa de juros mais baixa, se a selic está mais ou menos em 1,1% ao mes, as taxas para o tomador deviam estar mais proximas dos 2% do que dos 10% como acontece.

      si os dotô istão coa cabeça longi dus nossu probrema, então será ki nois temu ki votá nus ki tem só o primariu mãns ki intendi u ke a genti percisa?

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    3. parece que não posso usar o termo financeira com o nobre politico. Eventualmente estou ultrapassado na lingua portuguesa, e o significado de financeira ficou muito abrangente. Então leia isso nobre politico:

      o numero de bancos (156) e o numero de sociedades de credito, financiamento e investimento (em torno de 50) são pequenos demais, e esssas são as unicas instituições que tem influencia na taxa de juros cobrada do tomador de emprestimos.

      alguns pontos que o nobre politico levanta são como discutir o sexo dos anjos.
      Abrindo o link na quarta linha estão as sociedades tais, pela memoria a primeira é a santinvest. Não deve ter nenhuma em tucurui nessa lista, e nenhuma em belem. Não eruditize tanto a conversa, mostre qual instituição ou instituições de belém estão nessa lista.

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    4. Você pode usar o termo que quiser, desde que dê a ele o conceito e definição correta, de acordo com a legislação vigente, já que estamos conversando sobre isso.
      Você não está ultrapassado na língua portuguesa porque isso nada tem a ver com semântica e sim com natureza jurídica. O conceito de Instituição Financeira “não ficou muito abrangente”: ele teve a definição atual na conferência de Brenton Woods, em 1944 e já era usado no Brasil desde o século XIX, de forma restrita, ou seja, só é Instituição Financeira o que se enquadra na lei como tal.
      O restante do comentário volta ao cachorro correndo atrás do rabo. Concordo com você que o mercado financeiro está oligopolizado, sendo necessária alguma providência para corrigir a distorção. É irrelevante quem está em Tucuruí ou em Belém, pois, como eu lhe disse, quem está é pelos consignados somente, mas não há legislação impedindoa que “qualquer um” se estabeleça e se ao Grupo Yamada, que fatura R$ 1 bilhão por ano, não interessa abrir um micro banco, ou o que o valha, em Tucuruí, é porque não é bom negócio, pois se fosse o meu amigo Fernando já era micro banqueiro. Eu já lhe disse aqui que varejistas e madeireiros são alfas colonizadores e se estabelecem até na Lua se o negócio for bom.
      Quanto a quantidade de instituições financeiras, eu não opinei aqui se são poucas ou muitas, apenas retruquei que não eram cerca de 200 e sim cerca de 2000. Se você, no método que imagina como correção entende que deveriam ser 20 mil, eu poderia até concordar com você na quantidade desejada, apenas retruco que isso é inviável, pois a tendência atual é diminuir, por força das pressões corporativas.
      O texto não tem erudição: apenas penso, escrevo e falo e converso exatamente desta forma. Para mim o sexo dos anjos, ocasionalmente, é importante ser definido, que é para não chamar pelo sexo errado o anjo certo.
      Não seja descortês. Jamais estive com a cabeça longe dos nossos problemas, tanto que estou aqui, há quase três dias, conversando com você, que não tenho a menor ideia de quem é (e você sabe quem eu sou) sobre eles.
      Você tem o direito, e o dever, de votar em quem pensa como você e em quem imagina que os métodos defendidos por você são os corretos. Há mais de 700 candidatos proporcionais em todas as eleições e não é possível que nenhum pense 100% como você. Se não achar nenhum nesses 700, ainda lhe resta a opção de anular o voto: chamam isso de democracia.
      Asseguro-lhe, todavia, que a nossa única discordância é no método de ataque e os fatos são claros: se o micro varejo financeiro fosse rentável tinha um micro banco em cada esquina e não adianta ficar reclamando por uma providência que não é viável.

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  12. o nobre politico não abriu o link como eu encarecidamente pedi, não é obrigação mas essencial para o debate ser produtivo.
    quanto a sua afirmação de que não importa onde está a sede da empresa, discordo totalmente.
    PÕ, se os apoiadores de dilma pensam assim, como é que o pib vai aumentar? assim não tem jeito.

    só para lhe dar uma pequena idéia do mundo real, há alguns anos o pessoal da corretora concordia (uma corretora de titulos e valores mobiliarios que era ligada ao grupo sadia) me disse que eles tinham solicitado uma autorização do banco central para abrir um banco. Quanto tempo eles achavam que demoraria para receber a autorização? 2 anos. E era um grupo forte com boa inflluencia politica.

    Em algumas coisas que o senhor afirma, o senhor está fora da realidae. Não tem obrigação de saber tudo, mas mais receptividade seria salutar para o bem do brasil.

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  13. eu penso que um politico precisa conhecer bem o que está acontecendo no mercado financeiro, por isso não largo esse assunto.
    aqui a lista de TODAS as instiuições financeiras que enviaram ao banco central as taxas cobradas nos emprestimos pessoais não consignados. Veja que ´só há 60 na lista. Pode conferir no site do banco central.
    Veja que a maioria cobra mais de 200% ao ano. Penso que os que cobram menos estão mentindo.

    apenas 60 em todo o pais, então a concorrencia está baixa. O senhor pode olhar para todas as modalidades de credito, em todas elas o numero é baixo (o numero de concorrentes, não os juros, he he)

    apenas 60, e entre os 60 tem gente que manda os numerossó para constar.

    BCO SUMITOMO MITSUI BRASIL S.A.

    0,00

    0,00
    2

    BCO SOFISA S.A.

    1,11

    14,14
    3

    BANCO BONSUCESSO S.A.

    1,56

    20,39
    4

    BCO INDUSTRIAL E COMERCIAL S.A

    1,66

    21,82
    5

    BCO GUANABARA S.A.

    1,74

    22,95
    6

    BCO ARBI S.A.

    2,05

    27,58
    7

    BCO LA NACION ARGENTINA

    2,20

    29,85
    8

    SENFF S.A. - CFI

    2,30

    31,42
    9

    BCO DA AMAZONIA S.A.

    2,32

    31,74
    10

    BCO LUSO BRASILEIRO S.A.

    2,37

    32,46
    11

    BANCOOB

    3,08

    43,92
    12

    BANCO PAN

    3,11

    44,48
    13

    BANCO GERADOR S.A.

    3,22

    46,30
    14

    PORTOSEG S.A. CFI

    3,23

    46,37
    15

    FINANSINOS S.A. CFI

    3,40

    49,42
    16

    BCO DO NORDESTE DO BRASIL S.A.

    3,50

    51,07
    17

    BRB - BCO DE BRASILIA S.A.

    3,57

    52,38
    18

    BANCO AZTECA DO BRASIL S.A.

    3,83

    57,02
    19

    BCO DO EST. DE SE S.A.

    3,90

    58,32
    20

    BCO CITIBANK S.A.

    3,93

    58,84
    21

    CAIXA ECONOMICA FEDERAL

    4,00

    60,10
    22

    BCO BANESTES S.A.

    4,14

    62,68
    23

    BCO DO ESTADO DO RS S.A.

    4,17

    63,29
    24

    CREDITÁ S.A. CFI

    4,36

    66,85
    25

    OMNI SA CFI

    4,40

    67,73
    26

    BCO DO BRASIL S.A.

    4,43

    68,24
    27

    HSBC BANK BRASIL SA BCO MULTIP

    4,52

    69,92
    28

    BCO SANTANDER (BRASIL) S.A.

    4,64

    72,42
    29

    BCO RENDIMENTO S.A.

    5,06

    80,92
    30

    ITAÚ UNIBANCO BM S.A.

    5,13

    82,32
    31

    BCO MERCANTIL DO BRASIL S.A.

    5,45

    89,13
    32

    LECCA CFI S.A.

    5,64

    93,16
    33

    BCO BRADESCO S.A.

    6,16

    104,86
    34

    BCO A.J. RENNER S.A.

    6,66

    116,72
    35

    BV FINANCEIRA S.A. CFI

    6,72

    118,34
    36

    KREDILIG S.A. - CFI

    8,04

    152,92
    37

    CREDIARE CFI S.A.

    8,81

    175,41
    38

    GOLCRED S/A - CFI

    8,89

    177,78
    39

    FINAMAX S.A. CFI

    9,04

    182,50
    40

    BCO LOSANGO S.A.

    9,53

    197,98
    41

    MIDWAY S.A. - SCFI

    10,07

    216,14
    42

    GRAZZIOTIN FINANCIADORA SA CFI

    10,10

    217,21
    43

    HS FINANCEIRA

    10,28

    223,39
    44

    BANCO BRADESCARD

    10,76

    241,00
    45

    BANCO INTERMEDIUM S/A

    11,26

    259,66
    46

    BANCO SEMEAR

    11,62

    274,10
    47

    AGORACRED S/A SCFI

    11,73

    278,48
    48

    FINANC ALFA S.A. CFI

    12,04

    291,07
    49

    VIA CERTA FINANCIADORA S.A. - CFI

    12,42

    307,71
    50

    SOROCRED CFI S.A.

    12,53

    312,23
    51

    PORTOCRED S.A. - CFI

    12,72

    320,92
    52

    SAX S.A. CFI

    12,74

    321,43
    53

    NEGRESCO S.A. - CFI

    12,80

    324,22
    54

    PARANA BCO S.A.

    13,23

    344,01
    55

    PERNAMBUCANAS FINANC S.A. CFI

    13,30

    347,42
    56

    FACTA S.A. CFI

    14,48

    406,65
    57

    BANCO CBSS

    15,75

    478,37
    58

    CREFISA S.A. CFI

    19,47

    745,79
    59

    AGIPLAN FINANCEIRA S.A. - CFI

    20,31

    819,60
    60

    BCO DAYCOVAL S.A

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    1. A política, como qualquer atividade, é segmentada. Há políticos que se interessam pelo mercado financeiro, há aqueles que se interessam pelo transporte terrestre, outros pelo fluvial etc. A maioria dessas bancadas de interesses, todavia, o faz pelo lado patronal, que é quem lhes banca a campanha.

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    2. e com o mal que os bancos causam ao pais ninguem no congresso e camaras estaduais se preocupa, e na verdade quase todos quiçá todos são afetados, alguns indiretamente.
      a presidente dilma quiz ha uns anos atras combater os altos juros, ou fez de conta que queria. Pelas atitudes, parece que só queria fazer de conta que queria, ou foi incompetencia. Discursava grosso sobre reduções de juro que o bb e a caixa estavam fazendo, mas nas agencias ainda não havia nada. Conheci um funcionario que saiu porque não suportou a confusão.
      o senhor acha que já já liberdade para abrir bancos, não dá para admitir nem que um jornaleiro pense assim, quanto mais um politico, isso não é verdade e tem consequencias graves.
      ao dizer que não há lei que impeça qualquer um de abrir um banco, o senhor está fugindo do assunto, pois o banco central tem impedido o acesso de novos concorrentes ao sistema.

      não duvido que não haja nenhuma lei que impeça qualquer um de abrir um banco, mas o banco central está impedindo, isso torna mais delinquente a ação do banco central, pois ele fecha caminhos sem amparo de leis.
      ao negar que o banco central estea impedindo a abertura de bancos, o senhor está procedendo de modo parecido com seu "amado" secretario de segurança, que nega outro tipo de problema.

      sobre planos de capitalização, não gosto daqueles que compram plano de capitalização para atender solicitação da funcionaria, na verdade passa a ser uma gorjeta, ou até propina para ser bem atendido, ser melhor atendido do que aqueles que não compram. Então as decisões desse pessoal pioram o atendimento para os outros, entre os quais estou eu. Perdoo aqueles que compram porque gostam de sorteios, esses estão cheios de moral para comprar. Outros talvez comprem como contraprestação de algum emprestimo ou outro negocio. Penso que o senhor já sabe mas convem deixar claro: esse planos geralmente são um embuste, as funcionarias mentem, e não rendem igual a poupança.
      Quanto a estar publicado na internet, não fui eu, e penso que um politico deve se acostumar a ter sua vida exposta.
      Na minha opinião, o banco central não deveria permitir o produto plano de capitalização.

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  14. o senhor afrima: não há legislação impedindo que qualquer um...

    eu digo: o banco central faz exigencias que permitem apenas aos milionarios...

    o grupo Yamada já trabalha num dos mais rendosos negocios dos bancos, o cartão de credito. Se ele não se interessa em abrir um banco, não quer dizer que banco não é bom negocio ou que não seja viavel.
    o grupo yamada tem mais de 1.200.000 clientes de cartão de credito, informação da wikipedia.

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    1. E por que você acha que eu coloquei o "qualquer um" entre aspas? É claro que quem se interessar em entrar no mercado financeiro não poderá fazê-lo com R$ 200 mil ou vai quebrar no primeiro mês.
      O Grupo Yamada tem cartão de crédito (assim com outros varejistas) próprio porque financia seu próprio varejo de R$ 1 bilhão por ano e isso é um grande negócio financeiro. Como eu lhe disse, varejistas e madeireiros se estabelecem até na Lua se isso for rentável.
      Banco é bom negócio, claro, principalmente para o Lázaro Brandão e para o Roberto Setubal. O que eu lhe disse é que o micro banco e micro crédito não são rentáveis pela falta de escala.
      Bons negócios arrumam, imediatamente, bons investidores. Tem muito dinheiro no mundo louco para arrumar onde pousar, se a pista de pouso for asfaltada, é claro.

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    2. para o estrangeiro entrar no brasil o banco central costuma cobrar um pedagio, exigem que ele compre um banco quebrado ou em vias de quebrar, senão não entra. E estrangeiro tem visão extremamente predatoria. Num banco estrangeiro o gerente pisou-me no pé de proposito quando eu resgatei um cdb, eles são legitimas aves de rapina.

      por que quem tem 200 mil vai quebrar no primeiro mes? nos estdos unidos tem sites que permitem a uma pessoa emprestar a outra ou a empresa. Aqui tem a chamada lei da usura que não preve cadeia para a pessoa que emprestar dinheiro a juros.

      Já que o senhor como seus colegas querem que o bc continue bloqueando o acesso para a maioria dos empreendedores, então pelo menos tirem essa excrecencia da nossa legislação, emprestar dinheiro não pode ser considerado crime, e a pena não pode ser prisão.

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    3. taxa de juros do meu cheque especial há 30 dias atrás, 9%
      taxa do cheque especial há 15 dias atrá, 5,2%
      taxa do cheque especial agora, 10,x% quase 11%
      isso não mesmo banco, por que tanta variação? eles brincam de ser banco

      há algum tempo, no banco que agora querem comprar, taxa de juros em minha conta individual, 9,x%, taxa de juros em conta conjunta com familiar de baixo salario, apenas 1,x%. explicação da agencia, nenhuma

      e os politicos tem culpa.
      pelo jeito temos que fazer como a estela.

      o roberto setubal não é um banqueiro. Ninguem pode ser considerado banqueiro por vender planos de sorteio, cobrar tarifas abusivas e saber fazer fusões, isso não é prova de que o sujeito é banqueiro.
      o lazaro brandão não sei.
      o amador aguiar era banqueiro.

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    4. E desde quando o Roberto Setubal vende planos de sorteio?! Eu não sabia desta atividade dele. Corra e avise ele que ele não é um banqueiro, pois ele é apresentado por aí como presidente do Banto Itaú. Avise também a Euromoney, uma das maiores publicações econômicas da Europa, que sem saber da sua afirmação, elegeu o Roberto Setubal o banqueiro do ano.

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    5. o que a euromoney diz não vale nada, o finado banco economico sempre ganhava premios dessa euromoney até que quebrou.

      comprei uma revista há pouco, há uma foto de um cara do bradesco e está escrito:

      a baixa dependencia do credito vai favorecer o lucro de 2015.

      ora, se a dependencia do credito é baixa, então também o bradesco não e um verdadeiro banco.

      o setubal vende planos de sorteios, sim senhor, são os tais planos de capitalização.

      vá lá que o nobre politico não concorde comigo, que considere que não adiantaria liberar a abertura de bancos, o pensamneto diferente é normal na sociedade, mas negar a verdade clara é algo impressionante...

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    6. Cuidado, quando a razoabilidade cede ao fundamentalismo, perdemos o senso. Jogar pessoas ou coisas à fogueira porque não rezam pela nossa cartilha não é a melhor solução para fazer com que alguém a leia.
      O fato da Euromoney ter dados prêmios ao Banco Econômico até que ele quebrou (e onde você já viu alguém quebrado receber prêmios: eles são pagos) não quer dizer que as suas páginas nada valem e nem destitui o Roberto Setubal da presidência do Itaú.
      E lá nos vamos às confusões entre conceitos e definições. Planos de capitalização não são planos de sorteio: são planos de capitalização que fazem sorteios como forma de atrair clientes à carteira.
      O Bradesco não é um verdadeiro banco... Deve ser mero vendedor de planos de sorteio também.
      Respire fundo. Dê um tempo, e volte ao racionalismo aristotélico (perdoe-me a erudição), ou você não será levado a sério em uma discussão consequente.
      Abertura de bancos estão liberadas desde o tempo dos templários. Vamos falar com o Bill Gates, o Ortega ou o Buffet, quem sabe eles queiram abrir um por aqui, porque está difícil achar quem o o faça.
      Ah. Por fim. Onde está a negação da verdade? Na diferença do método ou na não aceitação de que o Bradesco é um banco e que o Setubal é presidente do Itaú?

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  15. eu não estou jogando pessoas a fogueira, varios bancos, em maior ou menor grau, estão deixando de ser bancos. E confessam isso. Na revista infomoney, um tal de angelotti do bradesco afirmou que o banco deepende pouco do credito.


    negação da verdade é dizer que a abertura de bancos é livre.

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    1. Você incinerou a Euromoney só porque ela faturava um dinheirinho do Econômico e faturou algum do Setubal. É que o pessoal a lê e por isso o clube paga.
      O “tal de Angelotti” deve ser o Luiz Carlos Angelotti, diretor executivo do Bradesco e creio que ele estava de porre quando declarou que “o Bradesco depende pouco de crédito”.
      Como eu sou cliente prime do detestável Bradesco, recebo mensalmente um áudio release com a fala de um garoto propaganda do banco: Luiz Carlos Angelotti. Eles são tão miseráveis que colocam o próprio diretor executivo para falar: deveriam pagar o Bonner.
      Eu assisti o Angelotti declarar, há um ano, que "o crédito representa 75% da margem financeira do Bradesco” e que banco pretendia diversificar a carteira, como forma de responder ao encurtamento da demanda. Ele até me ofereceu crédito, mas eu não pago juro nem sob tortura.
      E parece que a tática deu certo, pois, já no final de 2014, lá veio o Angelotti me dizer que o Bradesco tinha conseguido expandir em 8% a carteira de crédito em relação a 2013.
      Sempre que o banco declara o lucro, declara a sua composição. Nesse primeiro trimestre os danados tiveram lucro contábil de R$ 4,274 bilhões e o perfil permanece o mesmo: segundo a ToroRadar, que vende consultoria financeira, o Bradesco mantém a média de 70% do seu lucro advindo de operações de crédito, principalmente para as grandes empresas. Notei, também, ao ler o relatório da ToroRadar, que a expansão de crédito buscada pelo Angelotti se manteve na mesma proporção de 2013 e cresceu 7% em 2014.
      Nós dois, portanto, falamos a verdade: é o Angelotti que a fica negando à Infomoney e só a conta, baixinho, aos primes.
      Eu lhe já lhe sugeri que o fundamentalismo nos faz perder a razão. A criação de bancos é livre, pois não é legislação alguma que a proíba. O fato de você não poder ir à Roma não quer dizer que seja proibido ir lá.

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  16. o banco central faz diversas exigencias por sua conta para a abertura e funcionamento de bancos e outras instituições financeiras. Eu já estive lá, e já conversei com outras pessoas. O senhor insiste em negar a verdade. E não prova.

    mesmo grupos já atuando no mercado financeiro, tem muita dificuldade para abrir um banco, demora anos.

    conforme está impresso na revista infomoney, 30 por cento do lucro vem de previdencia, seguros e capitalização, E 70% vem de atividades financeiras. Dentro dessas atividades financeiras,27% vem do crédito..
    Eventualmente o senhor confundiu atividade financeira com credito ou a revista infomoney está errada.

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    1. Não leve a conversa para o jardim de infância. O fato do BC fazer exigências para abertura de instituições financeiras não significa que ela é proibida.. A sua insistência ao contrário leva a conversa para uma margem totalmente fora do sério. Não há como provar o que não existe. Encontre na legislação brasileira essa proibição que você insiste em dizer que há e eu coloco no FrontPage, creditado a você.
      Repito-lhe: o fato de você não poder ir a Roma não quer dizer que seja proibido ir lá. Não há, e nem pode haver, proibição de abertura de quaisquer atividades legais no Brasil.
      Diferente de você eu não considero que não vale nada uma publicação porque lavra algo diferente do que eu penso ou do que eu digo. Também não tenho a menor dificuldade em aceitar reparos quando há evidências cabíveis e altamente prováveis de que eu cometi equívoco.
      Não creio que a Infomoney esteja errada, pois, como todas as outras publicações financeiras, eles têm pessoas dedicadas ao assunto. Portanto, as chances de eu ter tomado “operações de crédito” (espécie) com “atividades financeiras” (gênero), que são duas coisas diferentes (veja como os conceitos e modalidades são importantes) são 95% maiores do que a Infomoney ter errado.
      Como eu lhe disse, eu ouvi essa análise em um áudio release do Bradesco há um ano e é provável que o Angelloti tenha usado o gênero, sem especificar.
      Todavia, ainda insisto que você avise o Bradesco que ele está deixando de ser um banco.

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  17. parece que o senhor tapa os ouvidos (ou os olhos).
    já reconheci a possibilidade de que não haja lei que impeça alguem de abrir um banco por causa da exigncia de valor, capital ou patrimonio minimo. Nunca vi uma lei que disponha sobre isso.

    é o banco central que fixa exigencias por sua conta, apoiado em suas proprias circulares, resoluções, etc.

    e o texto que mostrei o senhor afirma que não se aplica, acho que o senhor está enganado.

    eu já me informei no proprio banco central sobre as exigencias para abrir banco e corretora de valores. Não vejo nehum indicio de que tenha mudado para melhor.

    a analogia com roma não se aplica.

    quanto a sua ultima sugestão, não é necessario avisa-los, pois há anos quando falam para os acionistas elas gabam-se de aumentar os negocios não bancarios e prometem aumenta-los cada vez mais.

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    1. Não se apoquente. Quem tapa os ouvidos ou olhos não sai de onde eu sai e chega onde eu cheguei: vivo de olhos e ouvidos bem abertos, ou levo bordoadas.
      Para tudo há regras na vida e a normativas do BC são as regras para quem se quer aventurar nos mares revoltos de se estabelecer no mercado por ele outorgado.
      Se a analogia com Roma não se aplica, vamos mudar para Moscou, então. É mais longe, mas muito melhor. As mulheres de Moscou, então, são 20 vezes mais belas que as italianas. Uma vez, estávamos eu e um amigo em Moscou, e fizemos uma aposta: o outro pagava o almoço a quem visse primeiro uma moça feia.
      Mesmo contando para os acionistas que pretendem aumentar os negócios não bancários, os bancos continuam bancos.

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  18. o telefone do banco central em Belém é 31812000.

    fiz uma pesquisa no site do banco central, coloquei para pesquisar 17.500.000,00.

    apareceu isto:


    o patrimônio líquido mínimo exigido para se constituir um banco comercial ou um banco múltiplo com carteira comercial é de R$17.500.000,00; já para se constituir uma sociedade de crédito, financiamento e investimento, a exigência é de R$7.000.000,00 (CMN …
    Última atualização em: 22/08/2008

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    1. Não precisa ligar para o BC. Toda a legislação e normativas correlatas estão disponíveis no portal do banco.
      Você se refere aos limites mínimos de capital realizado e patrimônio líquido a serem observados por instituições financeiras e assemelhadas autorizadas a funcionar pelo BC.
      Esses limites foram todos definidos em 1994, pela resolução 2099 do BC, que colocava ordem na casa, para o preâmbulo do PROER. A resolução dava prazos paras as instituições se adaptarem ou seriam liquidadas ou mudadas de categoria. A 2099 foi quase toda modificada em 2013, mas os valores foram mantidos.
      R$ 17,5 milhões é para os bancos comerciais e carteira comerciais de bancos múltiplos. É o maior limite a ser observado nessa categoria. Conforme muda a categoria da instituição o limite mínimo vai mudando.
      O menor limite é de R$ 200 mil, para as sociedades de crédito ao microempreendedor.
      Se você quer mesmo aprofundar a sua cruzada, aconselho-o a baixar a dita resolução, pois o que nela está revogado, o próprio texto remete à resolução que a substituiu no específico artigo, mas cuidado, pois a mera leitura não significa o que está escrito, pois as resoluções precisam ser repristinadas e analisadas em conjunto com as instruções normativas delas decorrentes e das leis que elas regulamentam.
      Há muitas instituições financeiras que funcionam com liminares conseguidas em mandados de segurança que contestam o poder da resolução sobre a lei.

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