26/01/2017

Delatores entregaram contas de Sérgio Cabral no exterior e Eike Batista como um dos operadores dos depósitos

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A Operação Calicute, que prendeu o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), teve o seu segundo capítulo deflagrado hoje (26) pela PF.

A nova fase da Calicute tomou o nome de “Operação Eficiência” e teve como base duas delações premiadas que já eram comentadas pelas esquinas da Cidade Maravilhosa como aquelas que finalizariam o ex-governador.

As delações foram feitas pelos irmãos Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson Chebar, ambos operadores do mercado financeiro, que, logo após a Calicute, ainda em novembro do ano passado, procuraram a Procuradoria da República e debulharam todos os serviços prestados a Cabral.

As delações dos irmãos Chebar incineraram as chances de defesa de Cabral e ainda incluíram no enredo o ex-bilionário Eike Batista, que teve a prisão preventiva decretada, por ser um dos atravessadores do ex-governador nas evasões do produto das propinas.

Os irmãos Chebar delataram que, a serviço de Cabral, remeteram valores para o exterior e lá mantêm, em seus nomes, dinheiro e outros ativos financeiro. Uma das contas tem o nome Eficiência, título escolhido para a operação deflagrada hoje.

Segundo o juiz federal que homologou as delações, “as cifras são indubitavelmente astronômicas!” e prossegue afirmando que “de acordo com os irmãos colaboradores o total dos valores remetidos para outros países por ordem do acusado Sérgio Cabral supera US$ 100 milhões, cerca de R$ 340 milhões.

O juiz federal Marcelo Bretas, que decretou a prisão de Eike Batista, por este ter contribuído com a evasão US$ 16,5 milhões, para Cabral, com destino ao Uruguai, lavra no seu despacho que dos valores evadidos por Cabral o “Juízo já tem sob sua custódia várias dezenas de milhões de reais, depositados em conta judicial, que foram repatriados por força das já mencionadas colaborações premiadas judicialmente homologadas.”

Comenta-se nos corredores da Vara de Bretas (sem trocadilhos, por favor) que já estão repatriados, oriundos de diversas contas entregues pelos irmãos Chebar, US$ 80 milhões (R$ 265 milhões), devidamente depositados numa conta judicial na Caixa Econômica Federal e estão a caminho do Brasil, oriundos de cofres pessoais que eram mantidos em bancos no exterior pelos prepostos de Cabral, “vários quilos de barras de ouro e muitos diamantes”.

4 comentários:

  1. Maravilha! A República dos Corruptos tem estoque de casos de enriquecimento ilícito com dinheiro público prá fazer inveja a qualquer país do mundo; o fim desses casos é que não tem a menor graça: servidores públicos e aposentados vão pagar o pato. Ah! como eu espero... não sei se irei para as ruas... ou se serei apenas um modesto financiador.

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  2. Nº 20, sexta-feira, 27 de janeiro de 2017 ISSN 1677-7069 113 EXTRATO DO TERMO DE COOPERAÇÃO
    Processo nº 00045.002329/2010-79. Extrato do Termo de Cooperação
    nº 01/2017-MTPA, que entre si celebram a União por intermédio do
    Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, CNPJ/MF nº
    37.115.342/0001-67, e a COMPANHIA DOCAS DO PARÁ - CDP,
    CNPJ/MF nº 04.933.552/0001-03. Do Objeto. Execução das atividades
    de administração e exploração do TERMINAL DE OUTEIRO,
    no Estado do Pará. Data da Assinatura: 24 de janeiro de 2017. Da
    vigência: 5 (cinco) anos a contar da data da sua assinatura, podendo
    ser prorrogado a critério das partes. Assinam: Pelo Ministério dos
    Transportes, Portos e Aviação Civil, o Ministro de Estado MAURÍCIO
    QUINTELLA MALTA LESSA, e pela Companhia Docas do
    Pará, o seu Diretor-Presidente PARSIFAL DE JESUS PONTES.

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  3. Eike o midas da america do sul contado em verso e prosa , inclusive por este blogueiro.se encontra no ultimo capitulo das suas lorotas.com a pf em seu encalso.e nao vai me surprender se com ele for mais alguns figuroes do pmdb e pt.a nata da corrupçao neste pais.

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    1. Nunca dirigi elogios ao Eike. Todas as postagens que fiz aqui sobre ele foram críticas no sentido que não entendia a supervalorização da sua fortuna, já que ele jamais havia entregado nada.

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