24/05/2016

Guerra de tribos

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A primeira prova de fogo do recém-inaugurado governo Temer no Congresso não deu ignição e o fogo não ardeu por conta da oposição, mas por causa do próprio partido de Temer, o PMDB.

Trata-se da proposta que altera a meta fiscal de 2016, que autoriza o governo a fechar o ano com déficit de R$ 170 bilhões, e não os R$ 90 bilhões já estabelecidos.

A tramitação começa na Comissão de Orçamento do Congresso, que reuniu hoje à tarde para apreciar a proposta e, por falta de quórum, não conseguiu votá-la.

Faltou apenas um um voto para atingir o quórum mínimo necessário e um senador, membro da Comissão, entrou na sala de reunião apenas para dizer que estava lá, mas saiu imediatamente, apenas para dizer que não ficaria lá: um recado de que algo não vai bem como ele.

Esse senador se chama Eunício Oliveira, do PMDB do Ceará, que vem a ser exatamente o líder do governo no Senado.

A atitude de Eunício Oliveira não tem relação direta com o presidente interino Michel Temer, mas com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por conta da disputa pela presidência da Comissão de Orçamento, hora presidida pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), que vem a ser filho do senador Benedito de Lira (PP-AL), adversário de Renan na política alagoana, mas apoiado por Eunício Oliveira e pelo presidente afastado da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Agora o jeito é o governo tentar aprovar a proposta direto no plenário do Senado, o que é um esforço muito grande para algo que poderia ser liquidado na Comissão.

Ou seja, disputas tribais atravancam a apreciação de questões nevrálgicas nacionais. E nesse canibalismo insano o fígado que vai à grelha é o do contribuinte. 

7 comentários:

  1. Lembram que o Ciro Gomes disse que " o PMDB é um ajuntamento de assaltes "? Assaltantes de ofício devem ter ficado com raiva de tão vil comparação...

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    1. É, ele já passou por vários ajuntamentos de assaltantes, a saber, nessa ordem: PDS, PMDB, PSDB, PPS, PSB, PROS e atualmente PDT. Ele nunca foi do ajuntamento de assaltantes chamado PT, mas na época do Mensalão defendeu o partido com unhas e dentes, e mesmo agora, com a Lava Jato, defende a ajuntamento que está sendo indiciado.
      A propósito, antes de ir para o PDT ele tentou a Rede, mas não deixaram ele deitar. Dentre os motivos, segundo o pessoal que ouve paredes, é um processo que corre em segredo de Justiça, desde 2010, que apura um suposto desvio de R$ 300 milhões, hoje cerca de R$ 934 milhões, para financiar campanhas políticas, que teriam sido desviados do Ministério da Integração Nacional, entre 2003 e 2009. E sabe quem era o ministro da Integração Nacional nesse período? Ciro Gomes.
      Isso tudo, é claro, não significa que o que ele diz está errado. Ele só não faz o que diz, mas isso é coisa de político mesmo.

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  2. Amigo Parsifal eu tenho um prazer imenso em lhe perguntar se você conhece ou já ouviu falar em " Moraizinho" um cearense que trabalhava sob as ordens de Ciro junto as prefeituras e entregou todo esquema para policia federal?

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    1. Nunca ouvi falar, meu amigo, mas você, que é das bandas, pode nos apresentar o dito cujo.

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    2. Pois é aconteceu isso que te falo e nada é encontrado em lugar algum, parece ser uma mentira mas não é!

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    3. http://www.noticiasdepentecoste.com/2010_08_24_archive.html

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    4. http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2010/09/23/noticiapolitica,2045019/empresario-nega-denuncia.shtml

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