13/01/2016

Encontro adiado com o futuro

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Com a inflação acossando a renda de quem se fez cliente da tal “nova matriz econômica” do lulo-petismo, o governo, com o fim da festa, se vê obrigado a cobrar o indébito.

Sem tutano para manter o preço do real, que equivocadamente usava para segurar o galope da inflação, o governo resolveu anunciar que lançará mão da “velha matriz econômica”: aumentará os juros que diminuiu um dia.

Pelo menos, quem tem juízo na equipe econômica quedou-se ao fato de que não é possível reinventar a roda e quem tentou provar a quadratura do círculo subsidiando consumo, como se fez, com desenvoltura, de 2005 a 2010, descobriu que isso foi a ignição do desastre.

Não há saídas fáceis para problemas difíceis e foi a saída fácil oferecida pela “nova matriz econômica” que procrastinou a solução difícil, porém correta que o governo precisa enfrentar agora.

O desemprego e a retração que não se quis enfrentar no quinquênio referido, que seria manejado através de um ajuste fiscal e monetário consequente, estaria hoje gerando os benéficos efeitos que a responsabilidade fiscal consolida. O preço, à época, teria sido menos caro do que o pagado agora.

E tudo foi feito, dizem, para gerar crescimento doméstico enquanto o resto do mundo se contorcia. E muitos se vangloriaram disso. O resultado da cegueira foi que pagamos muito caro para crescer na pífia média de 4% na última década e mais caro ainda vamos pagar para sair de uma recessão que ronda os 3%, aliada a uma inflação que alcançou dois dígitos e uma taxa de desemprego de 9%, o que anula o crescimento e ainda nos coloca em débito.

Se o Brasil enfrentar o desafio de tratar a questão com clareza e assumir o mero axioma de que não há prosperidade econômica sem responsabilidade fiscal, o ano de 2016 terá que ser aquele no qual faremos os acertos de contas sem ceder a derivações.

Se assim for feito, poderemos esperar um 2017 saindo do cinza. Se continuarmos, todavia, a tirar as tábuas das paredes da casa para fazer fogueiras aos folguedos juninos, chegará o dia em que ficaremos sem casas e sem fogueiras.

Tudo bem, podemos derrubar árvores, temos muitas, para tirar tábuas e construir casas de novo, mas está ficando cada vez mais trabalhoso conseguir as licenças ambientais para as derrubadas.

9 comentários:

  1. presidente gostaria de lhe perguntar não existe Nenhum remédio jurídico que a cia possa recorrer pra baixar o salario de alguns funcionários da cia,que ganham quase o mesmo que sr , na mesma ,tendo somente os mesmos passado a época a nível médio na mesma um pra TEC EM SEGURANÇA .D0 TRABALHO http://www.jusbrasil.com.br/diarios/1324680/pg-18-secao-3-diario-oficial-da-uniao-dou-de-09-07-1997 INSPETOR DA GUARDA PORTUÁRIA http://www.jusbrasil.com.br/diarios/1324680/pg-18-secao-3-diario-oficial-da-uniao-dou-de-09-07-1997.grato.

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    1. Infelizmente hoje não, mas eu já tenho dito dentro da empresa que ela não tem condições de suportar a pressão dos salários por muito mais tempo, pois as receitas, com a proliferação de TUPs, jamais vai aumentar na mesma proporção da despesa e chegará a hora, creio que dentro de uns dois anos, que a despesa ultrapassará a receita e serão obrigados ajustes. Mas a Justiça do Trabalho, e isso é um contrassenso, não homologaria acordos para redução salarial antes do vermelho.

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    2. mas presidente tem gente dentro da cia que não é nem concursado e ganha ticket de 1000 e salários que variam de 8.000 há 15 mil será que não é hora de acabar com esses vícios de certos gestores que passaram pela mesma já que es um pessoa sabia outra este funcionário que ganhou INSPETOR DA GUARDA PORTUARIA I DIRETOR ADM/FINANC. DIRAFI CLT - PRAZO INDETERMINADO 180:00 CONTRATO DE TRABALHO 31/05/2007 86.420,38 isso foi de ação judicial contra a cia.

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    3. Eis o problema. Tomam-se decisões administrativas para tentar proteger a empresa e a Justiça do Trabalho devolve o que o servidor "incorporou".

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  2. o mais incrivel e inacreditável disso é saber que o palhaço do guido mantega é o mais longevo ministro da fazenda que o brasil ja teve... como diria aquele narrador: "que faaaaaase..."

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  3. Nakano, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Zeina Latif foram unânimes em enxergar o óbvio:

    Se a economia está caindo 3% e a inflação não cedeu, não há nada a se fazer em relação a política monetária – que visa, em última instância, derrubar a demanda. É evidente que a política monetária não está funcionando.

    Se a inflação foi alimentada por altas nos preços dos insumos (energia, combustíveis e câmbio) e se a demanda está despencando, o remédio é ficar quieto esperando passar o efeito dessas altas.

    Se a política monetária mostra-se ineficaz em relação à inflação, em vez de explicações que mais parecem de manual de Economia, o BC deveria estar estudando outras formas de trabalhar a questão. Ou pela âncora cambial, ou mudando o padrão DI (de indexação diária dos títulos da dívida pública).

    A elevação da Selic irá arrebentar de vez com o equilíbrio fiscal. E dois anos de recessão produzem um desastre ampliado;

    Confirma-se o que se vem alertando há tempos para a imprudência de deixar o controle da inflação como uma peça independente, nas mãos de quem não tem nenhum diagnóstico novo e eficaz a oferecer(os jenios do BC).

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  4. Desconfio de certo tipo de "economista" . Não quero ofende-los, nem dizer que são incompetentes, mas são competentes sempre dentro do mesmo viés e mesmo quadro. São ideólogos que usam matemática em suas analises. Utilizam sempre o mesmo modelo econômico em suas análises. Falam de economia, mas o tempo inteiro dizem que o mal é o intervencionismo do estado. Não vi reclamarem tanto na época das desonerações,isenções e subsidios feito no governo Dilma I. Continuo compreendendo que sem o estado, nossos empresários simplesmente não existiriam , poderiam no máximo se associar ao capital financeiro e ou produtivo externo. Poucos são os que de fato associam o financeiro e o produtivo de forma a desenvolver o país. Sempre se ancoraram no estado . Jamais se arriscam , jamais empreendem. Quem como eu, vê ano apoś ano a quase inexistência de empresários que invistam em criação de tecnologia, em pesquisa em desenvolvimento, mas que constata que nossos grandes exemplos Embraer Petrobrás Nuclebras, Embrapa tem origem estatal, não consegue acreditar nesses senhores.Verdade seja dita: a construção civil, com as grandes empreiteiras, criaram tecnologia e inovação, porém sempre as custas dos seus contratos com o Estado. Porém mais comum no mundo empresarial é a subordinação total do sistema produtivo ao mercado financeiro. Este discurso contra o Estado ou intervenção governamental na economia necessita ser revisto. Não temos e nunca tivemos uma burguesia capaz de fazer uma revolução industrial e tecnológica. Nossos empresários vão continuar consumindo tecnologia e em tempos de crise eles simplesmente fecham e transformam tudo em moedas no mercado financeiro. No frigir dos ovos , no momento atual assim como foi na crise internacional eles correm de volta para o estado. Eles não sabem o que fazer. Querem um ajuste fiscal, mas não injetam nada na economia, e ficam o tempo todo falando que só podem investir se o governo der garantias, ou em outros termos se houver credibilidade do Estado. Se manifestam apenas quando é para retirar direitos trabalhistas, diminuir a folha de pagamento e ou (depois de tantas desonerações) pedir diminuição de impostos. Se fossem de fato empresários já estariam se arriscando e criando e gerando um crescimento. Não conseguem sequer rever seus conceitos e observar uma realidade completamente diferente no Brasil. O Brasil colocou no mercado consumidor trinta milhões de pessoas , mas os empresaŕios e certos economistas preferem abraçar os que querem destruir este mercado, e assim todos preferem o patamar anterior, voltado para apenas 20% da população. Como disse uma dessas economistas de primeira linha , seria bom se houvesse uma ajuste no mercado de trabalho, complementando uma frase por ela dita anos atraz.: seria bom um aumento na taxa de desemprego!! Dilma cedeu a ela...

    Será que eu posso realmente achar que são de primeira linha?????

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    1. Essa discussão é eterna e haverá enquanto houverem economistas e governos que preferem popularidade a responsabilidade fiscal.

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    2. na minha opinião, os politicos que querem melhorar o brasil não deveriam ler com seriedade o que escrevem os economistas, apenas seria cabivel ler o que escrevem para argumentar contra eles, e assim limitar o dados que seus escritos podem causar.
      os lideres deveriam pensar com seriedade sobre o que podem fazer para melhorar o pais, e não fazer de conta, como costuma acontecer com certo partido que tem um historico grande de participação em pacotas, ao menos des 1986, quando houve o nada serio plano cruzado.
      Cadê o ministerio da desburocratização? os economistas nunca pedem isso.
      É preciso os lideres usarem a cabeça, ter ideias proprias, e não generalismos copiados de potenciais de outra cultura.
      A inflação realmente tem fortes componentes psicologicos. O governo pode combate-la melhor que o banco central, eu diria que este tem muito pouco a fazer. Vamos exemplificar: uma gastança da presidente no valor de 100 mil dolares numa viagem ao exterior pode ter um efeito inflacionario maior do que seria a emissão de 100 milhões (mil vezes mais) de moeda.
      O Lula tinha a virtude de pensar e não simplesmente fazer o que diziam os economistas, mas cometeu falhas, uma delas foi permitir esses desvios de que a tv fala todos os dias, outros erros foram causados talvez pelo esquerdismo, ou incapacidade administrativa. Um exemplo ocorreu por volta de 2008 ou 2009, havia instabilidae bancaria em todo o mundo, muitos paises aumentaram a garantia dos depositos bancarios, Lula assistiu ao pavor dos depositantes sem nada fazer, o dõlar disparou, fecharam o unibanco, a aracruz e a sadia. O fechamneto da sadia tem um efeito perverso sobre a inflação dos alimentos, pois aumentou a concentração no ramo.

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