22/12/2015

O maior desafio do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, é obter a credibilidade do mercado

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O substituto de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, desde o Planejamento, fazia a distensão da austeridade que Levy tentava impor ao governo. Não obstante, a sua nomeação não foi bem recebida pelo mercado.

No dia da posse de Nelson Barbosa, ontem (21), a economia teve uma enxaqueca: o dólar inchou para R$ 4,022 e a Bovespa despencou 2,98%.

O mercado desconfia que Barbosa poderá ser uma recidiva de Guido Mantega e se colocar a ofertar refeição de graça, repetindo a festa da “nova matriz macroeconômica” do primeiro governo Dilma, que foi ótimo enquanto a conta não chegou.

Mantega again até poderia, em um primeiro momento, ser um choque de liquidez, mas 10 em cada 10 economistas opinam que o procedimento seria uma melhora da morte e aconselham que um padre se poste para a extrema-unção.

[Há os que detestam os doutores em economia, mas o problema é que todo o pessoal da lista de bilionários da Forbes acredita neles e só coloca os seus respectivos bilhões para onde a bússola deles aponta. Eu não sei como eles conseguiram ficar bilionários...]

Diante de um mercado arredio, e de um Brasil rebaixado ao grau especulativo pelas duas principais agências de análise de risco do mundo (que os néscios dos bilionários também ouvem), Nelson Barbosa, em um “pronunciamento ao mercado”, avexou-se em proferir que ele será igualzinho ao Joaquim Levy na busca do ajuste fiscal.

Levy era ortodoxo demais (eu também), mas o mercado o respeitava porque não tinha como contestar os seus princípios cartesianamente duros. O empresariado resmungava, mas ao cabo resignava-se para 2017. Por outro lado, Nelson Barbosa não passa confiança para o mercado e mesmo prometendo geleia real, a turma não sabe como ele vai fazer isso sem matar a abelha rainha.

Após a fala de Nelson Barbosa, a economista-chefe da CM Capital Markets, Camila Abdelmalack, resumiu o que pensa a Avenida Paulista do novo ministro: “ele fez um discurso tentando, a todo momento, convencer os investidores de que haverá retomada do investimento em 2016, mas nada com muita credibilidade. Na realidade, como sua postura já é bastante conhecida, nada do que ele falasse poderia mudar essa percepção”.

O fato é que Nelson Barbosa já era uma espécie de ministro da Fazenda de fato, pois tudo o que foi proposto por Joaquim Levy ele desalinhavou e costurou a seu modo. E nada funcionou, exatamente porque Barbosa sabotou.

Portanto, ele já chega ao ministério da Fazenda engelhado, tendo que caprichar no Photoshop para auferir a credibilidade de um mercado arisco. E na vida tudo depende de credibilidade.

Resta-nos ter fé, então, pois como canta o Gilberto Gil, “a fé não costuma falhar”.

Um comentário:

  1. EDITAL DE 21 DE DEZEMBRO DE 2015
    RESULTADO FINAL DO CONCURSO PÚBLICO
    O Diretor-Presidente da COMPANHIA DOCAS DO ESTADO
    DE SÃO PAULO - CODESP, entidade de economia mista vinculada
    à SECRETARIA DE PORTOS (SEP), FAZ SABER que, verificada
    a conclusão dos trabalhos de realização do Concurso Público
    em tela, e ainda certificado de que, decorridos os prazos legais não
    existem recursos pendentes, homologa o Resultado Final do Concurso
    Público EDITAL No- 01/2015 para o cargo de Auxiliar Portuário.
    A Homologação do Resultado Final do Concurso Público
    Edital no- 01/2015 dos candidatos Aprovados encontra-se discriminado
    por Código do Cargo/Cargo, constando suas informações na seguinte
    ordem: número de inscrição, nome do candidato, documento, nota
    objetiva, TAF, classificação e status, conforme abaixo.
    RESULTADO FINAL VAGAS RESERVADAS A CANDIDATOS
    NEGROS - LEI FEDERAL no- 12.990/2014, EM ORDEM
    DE CLASSIFICAÇÃO Nº 244, terça-feira, 22 de dezembro de 2015

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