17/12/2015

Bailam corujas e pirilampos entre os sacis e as fadas

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), bateu boca, ontem (16), com o vice-presidente da República, Michel Temer, presidente do Diretório Nacional do PMDB.

A discórdia foi Temer ter reunido a Executiva Nacional do PMDB e rejeitado, por 15 votos a 2, a filiação de dois deputados federais do PR do Rio de Janeiro, que, capciosamente, entrariam no PMDB para assinar o retorno de Leonardo Picciani (PMDB-RJ) à liderança do partido na Câmara Federal.

Com o resultado da votação, Calheiros, que joga com o Planalto para reconduzir Picciani, surtou: culpou Temer pela crise interna do PMDB, disse que a decisão de barrar filiações fez o “Doutor Ulysses Guimarães tremer na cova”, acusou Temer de ter cuidado apenas “do RH [recursos humanos – referindo-se ao preenchimento de cargos] quando assumiu a coordenação política do governo, que a carta do vice-presidente à presidente “não demonstrava preocupação com o país” e sentenciou que o PMDB não tem um dono.

A afetação de Calheiros com Temer é adjetivamente inepta, pois a Executiva Nacional não rejeitou filiações e sim um golpe urdido no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, Palácio do Planalto, no DF e no Palácio Tiradentes, sede do Poder Legislativo do Rio de Janeiro, cujo presidente é Jorge Picciani (PMDB), pai do deputado federal Leonardo Picciani que, aliás, frustrado o golpe do reforço externo, tratou de prometer as estrelas dentro do próprio PMDB e, ontem (16) à tarde, alardeava nos corredores da Câmara Federal que já tinha 38 assinaturas, o suficiente para torná-lo, novamente, líder, a partir de hoje.

Data vênia Renan, se Temer não está preocupado com o Brasil e sim com o próprio umbigo, idem é a motivação de Calheiros ao tergiversar educação moral e cívica, pois o que lhe dita a coreografia é a canalização de recursos ao filho, nas Alagoas e isso, nesses tempos de estio, está mais difícil do que o deputado Eduardo Cunha ser inocente.

A propósito, alguém precisa lembrar ao presidente Calheiros que o “velho Ulysses” não tem como “tremer na cova”, pois, como sói saber, ele soçobrou no mar e por lá ficou. 

Ulysses Guimarães fez jus ao que disse o brioso general norte-americano, Douglas MacArthur, herói das duas grandes guerras mundiais e um dos maiores comandantes militares do Século XX, em um pronunciamento no Congresso Americano: “Os bons soldados não morrem, apenas desaparecem”.

Ah, sim! O PMDB, de fato, não tem um dono: tem vários. E eles não estão se entendendo.

5 comentários:

  1. o ardiloso renan calheiros,na ancia de manter essa parceria com o pt,tao danosa para o brasil,mais muito lucrativo pra ele, aja visto o presidiario ceveró ja relatou a quem entregou 6 milhoes de dolares de propina.usa sempre o cargo de presidente do congresso pra nao ser investigado nessa gatunagem da petrobras. nessa briga de foice dentro do pmdb.talvez seja esclarecido o mode operante desse bando.

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  2. Nesta briga de Mafias o que está em disputa é o cargo de Capo de tutti Capi. Uma batalha sangrenta e tenebrosa pro Brasil... estamos todos atolados nessa Merda!

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  3. Parsifal amigo, essa é a discussão em que ambos tem razão...quando se atacam.

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  4. Você pode até não gostar do Renan e reconhecer seus erros. Agora defender o Temer é demais. Ele tem demostrados apoio irrestrito as sandices do Cunha.

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    1. E onde está escrito que eu não gosto do Renan? E onde está dito que eu defendo o Temer? A postagem meramente conta fatos e analisa, do ponto de vista pessoal, o procedimento de cada um.

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