25/06/2015

Trocando as bolas

O Portal do “Estado de S. Paulo” traz hoje um interessante artigo do sociólogo e analista político alemão, atualmente  residente no México, Heinz Dieterich, sobre a atual situação da Venezuela.

O artigo está mal traduzido, por sinal, o que arrisca um leitura medianamente ineficiente.

Mas não é exatamente sobre o artigo de Herr Dieterich que eu quero falar e sim da imagem abaixo, que o ilustra:

Shot 005

A chamada da ilustração induz o leitor a enxergar na fotografia uma tomada da capital da Venezuela, Caracas, mas a única coisa da Venezuela na imagem é a bandeira.

A fotografia, na verdade é da capital de Cuba, Havana. Quem conhece a hospitaleira cidade, como eu, imediatamente identificará, em primeiro plano, o Hotel Nacional de Cuba, no alto da colina de Taganana, no Malecón.

O largo prédio por detrás do Hotel Nacional de Cuba é o Edifício Focsa, onde funciona hoje um hotel e lojas comerciais.

Abaixo, uma fotografia mais aberta dessa área de Havana, onde se veem os dois edifícios da foto postada pelo Estadão como sendo de Caracas:

Shot 006

Esses erros ocorrem nas editorias, mas estamos falando do Estadão, que com tiragem media diária de 250 mil exemplares, é o terceiro maior jornal do Brasil.

4 comentários:

  1. então o nobre politico já costatou que havana é uma cidade hospitaleira. Acredito que seja.
    Sem ter certeza, e baseado apenas em vagas leituras, penso que violencia, furtos, assaltos devem ser coisa rara em cuba. Lá as punições para esses delitos devem ser extremamente duras. Resunindo: quem delinquir, já era. Então o povo, estando despreocupado com assaltos, pode ser mais hospitaleiro. Infelizmente, a nossa esquerda só quer copiar de cuba as coisas ruins.

    eu li que os turistas são recebidos no aeroporto por simpaticos cachorrinhos, esses cachorrinhos são farejadores de droga. Paece que em cuba a filosofia não é que é natural que esteja tudo dominado, que não dá para combater a droga.

    para não dizerem que não falei de flores, um comentario sobre a montagem do jornal: talvez eles queriam dizer que a venezuela está se tornando uma cuba, pois a bandeira da venezuela está em cima de uma navio.

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    1. É equivocada a sua correspondência com índice de violência e hospitalidade dentro de um sistema social.
      A violência urbana não é um fenômeno antropológico e sim sociológico. A hospitalidade é uma característica puramente gentílica.
      O cubano é hospitaleiro por gentilidade e não porque os índices de violência em Cuba são baixos.
      Belém é uma cidade considerada violenta em todos os índices apontados mundialmente, mas o belenense é um povo hospitaleiro tanto quanto o cubano.
      A Bélgica é um país com um dos menores índices de violência do mundo, mas os belgas são extremamente fechados e muito pouco hospitaleiros. Os japoneses, vivem em um país com índices baixos de violência, são extremamente educados e gentis, mas o nível e hospitalidade deles é um dos mais baixos do mundo.
      Quanto aos simpáticos cachorrinhos, não é só Cuba que os usa, mas todos os aeroportos do mundo onde há índice acima do padrão de ocorrências de tráfico de cocaína. O aeroporto de Guarulhos usa o método para todos os voos provenientes de países considerados emissores do produto.

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  2. em guarulhos, são cachorrinhos mesmo, ou são cachorrões?
    quanta a hospitalidade, realmente não basta a ausencia de violencia para o povo ser hospitaleiro, mas onde há violencia eu penso que não existe povo hospitaleiro. Onde há violencia, se vc chega em algum hotel ou estabelecimento comercial, as pessoas estão preocupadas se vc vai assaltar, se vai puxar um revolver, não estão preocupadas em atender bem, isso passa a ser secundario.

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    1. Há várias raças de cães que fazem o trabalho. O labrador, o golden retriever e os pastores alemão e belga são os mais usados. Em São Paulo já vi a mesma raça que usam na Venezuela, no Peru e em Bogotá, que são os labradores negros, de maior porte, mas extremamente dóceis.
      Novamente você se equivoca ao insistir em corresponder hospitalidade com nível de violência, quando as duas têm substâncias totalmente diversas e uma não exclui a outra.
      Os países do Oriente Médio, embora vivam um tipo de violência de natureza diversa da violência urbana de cunho meramente sociológico (a violência na região é de cunho geopolítico), formam a região mais violenta do mundo, onde o cidadão vive na iminência de ser metralhado ou sua casa explodida por uma bomba, mas têm um dos povos mais hospitaleiros do mundo. É impressionante a hospitalidade do povo médio oriental. A hospitalidade é composta com alto peso específico cultural.
      Em hotéis, ou qualquer outro estabelecimento que tenha nos serviços o seu objeto, não se pratica hospitalidade, pois que esta não é um atributo comercial ou profissional e sim, como eu já lhe disse, gentílico. Nos serviços o funcionário tem que ser educado e formalmente gentil e eficaz, mesmo no meio de uma guerra, ou o setor de treinamento de pessoal não está funcionando pois atender bem o cliente jamais poderá ser secundário em um negócio.

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