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A extensa Lista de Janot

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À boca da noite de ontem (06), o ministro do STF, Teori Zavascki, liberou para publicação a esperada lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A relação já havia vazado antes: a imprensa já sabia o número de políticos constados e não se conteve em adiantar a notícia que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), eram dois dos listados.

As conversas, há uma semana, do procurador-geral da República, primeiro com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo (PT) e, em outra ocasião, com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), foram indícios de que gente graúda de ambos os partidos estavam com os nomes no prelo, afinal, ninguém acreditou que as duas visitas foram para falar de queijos e vinhos, ou para o procurador contar ao ministro, dois meses depois, que a sua casa fora arrombada e que de lá levaram... o controle remoto do portão.

A lista de Janot parte do PP, que tem quase 50% da sua bancada sob investigação, passa pelo PMDB, apanha um do PSDB (mas o partido já publicou uma nota dizendo que o tucano apanhado é inocente e o resto da lista todo é culpado), laça um do SD e termina no PTB, colocando de volta às barras do STF o senador Fernando Collor.

São 22 deputados federais, 12 senadores, 12 ex-deputados e uma ex-governadora.

Vamos à lista:

O procurador-geral pediu, e o ministro Zavascki deferiu, o arquivamento de inquéritos contra políticos que foram apenas citados nas delações premiadas, sem apontamentos de indícios que pudessem autorizar investigações contra eles. Foram excluídos:

1. Senador Delcídio do Amaral (PT-MS)
2. Ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)
3. Ex-deputado federal Alexandre Santos (PMDB-RJ)
4. Senador Aécio Neves (PSDB-MG)

A presidente Dilma Rousseff também foi citada, mas, segundo Janot, de forma tão vaga quanto os 4 acima listados. Todavia, mesmo que assim não fosse, a Constituição não permite que a (o) presidente da República seja investigada por atos que não tenham referência direta com o exercício do mandato, e a citação à presidente se referiu à época em que ela era presidente do Conselho da Petrobras.

Em virtude de não ter foro privilegiado, o ministro Zavascki remeteu à Justiça Federal do Paraná o pedido de investigação contra o ex-ministro Antonio Palocci (PT) por causa de sua função como tesoureiro na campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência em 2010, onde consta que, por suposto, o PT teria recebido doações provindas do esquema da Petrobras.

Comentários

  1. Nossos politicos provam que não tem influencia em nada pois nenhum esta nesta lista,
    vamos ver se quando abrirem a delação premiada de Belo Monte se temos alguem.

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  2. "Estou cagando e andando na cabeça desses cornos". Essa frase ilustra de forma categorica o que nossa classe política pensa. Nenhum dos envolvidos renunciará aos cargos eletivos, muito menos aos cargos de destaque que alguns desses CANALHAS ocupam, como presidente da CCJ, presidente da câmara e do senado. O julgamento ocorrerá na melhor das hipóteses em um prazo de cinco anos, então vai sobrar mesmo pros empreiteiros. Viva o Brasil.

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