21/02/2015

Leopoldo, desfiles, ministro da Justiça, Sérgio Moro, Thor Batista, Tim Maia e eu

O Brasil vive a síndrome do Leopoldo, aquele personagem vivido por Roberto Benigni, que é confundido pela imprensa com uma celebridade no filme de Woody Allen, “Para Roma com amor”.

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Fazemos escândalo com o patrocínio de um sanguinário ditador a uma escola de samba, quando todos os desfiles, segundo o Neguinho da Beija-Flor, são patrocinado pela contravenção, que por sua vez vive em conluio com o tráfico, que mata pessoas nos morros cariocas.

E já estamos na segunda semana bodejando porque o ministro da Justiça recebeu advogados que representam judicialmente os indiciados na operação Lava Jato.

A agenda, por mais anômalo que possa ser, foi até texto e contexto de uma sentença judicial lavrada pelo juiz Sérgio Moro, que opinou, nos autos(!!):

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Pronto, já temos o nosso Joaquim Barbosa da primeira instância e a Justiça já tem opinião processual sobre quem o ministro da Justiça recebe.

Quando esse rubor de ética protocolar se dá nos autos, a opinião não é do juiz, mas da Justiça e quando o senso nela falta, ou à ordem se chamam os papéis ou o processo legal, que deve ser o tronco das decisões judiciais, se esfrangalha.

Doravante, advogado de preso que for falar com ministro terá, como reprimenda, o pedido de liberdade do cliente negado, sem direito a embargos de declaração: os motivos já estão declarados na lavra, pois Justiça boa é aquela que estraçalha o martelo na batida.

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Isso é uma incontinência judicial sem métrica, a não ser que a régua seja fornida pela mãe da empolgação, a soberba. E soberba de juiz é igual fogo morro acima e água morro abaixo: não tem quem segure.

Embora os termos sejam cognatos, o ministro da Justiça tem zero influência na Justiça: não há o que e nem em que o ministro Cardozo possa influir no jogo, pois o apito e o poder de vida ou morte no gramado é de Sérgio Moro, que mantém os incautos na condição de apenados por antecipação para lhes fazer regurgitar o que engoliram. Essa a mais nova técnica de investigação judicial.

Se a desejada influência fosse em instância superior, ter-se-ia que escorar a verga até que essa influência se comprovasse e, in casu, a vergastada não deveria ser no ministro, que teria pedido, mas nos membros da Justiça, que teriam cedido, pois, como sói saber, não há relação de hierarquia entre ambos.

Enquanto isso, o filho do ex-bilionário Eike, Thor Batista, é absolvido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por ter atropelado e matado um ciclista que se atravessou à frente da Mercedes-Benz McLaren do rapaz, que vinha, prudentemente, dirigindo-a a 135 km/h, em um noite cheia de neblina.

O meu herói mesmo era o Tim Maia, que disse certa feita:

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Tomara que o próximo Leopoldo não seja eu. Pelo amor de Deus, não me confundam com nenhuma celebridade!

4 comentários:

  1. Só não podemos esquecer que o PSDB do Pará já patrocinou muito o carnaval carioca no mundo mistico dos Caruanas. Lavagem de dinheiro? Será?

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  2. 1. O Departamento de Polícia Federal (DPF), com sede no Distrito Federal, é diretamente subordinado ao Ministério da Justiça;
    2. O Ministro da Justiça recebeu em seu gabinete três advogados da Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato. Na sua agenda oficial do dia 5 deste mês aparecem os nomes de Pedro Serrano, Maurício Ferro e Dora Cavalcanti, sem citar que são advogados que representam a empreiteira. Essa prática contraria a Lei 12.813, de 2013, que trata do conflito de interesse em cargos públicos, e a orientação da Controladoria-Geral da União (CGU), que fiscaliza as ações do Executivo. O órgão definiu que é dever dos gabinetes divulgar os nomes dos participantes das audiências, junto a um registro dos temas tratados e os resultados do encontro;
    3. Segundo Cardoso é “dever do ministro da Justiça e de quaisquer servidores públicos receber advogados no regular exercício da profissão conforme determina o Estatuto da Advocacia”;
    4. Leiam o artigo esclarecedor em http://www.conjur.com.br/2015-fev-22/segunda-leitura-lava-jato-visao-juridica-audiencia-ministro-justica;
    5. O gabinete do Ministro da Justiça não está franqueado a todo advogado cujo cliente se sinta prejudicado no trâmite judicial da defesa – é preciso ter relações, como dizia o Lula, com os poderosos......

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  3. Parsifal, você é sogro de Juiz Federal, portanto, nunca será vítima da cegueira da Justiça.

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  4. NADA COMO UM DIA DEPOIS DO OUTRO...BRASILEIRO SEMPRE QUER PARECER DE PRIMEIRO MUNDO QUANDO FALA..QUANDO ESCREVE..MAS É RESTO CULTURAL DA EUROPA NO MELHOR DOS QUADROS.E GOVERNO PETISTA QUE É NAZI MARXISTA É TÃO FEROZ NA SUA JUSTIÇA QUANTO A LAVA JATO..E PSDB NUNCA FOI DIREITA A DIREITA ESTÁ VINDO..E NO CASO A DIREITA JUDICIAL QUE MANIFESTA COM APOIO POPULAR NATIVISTA É SINAL DOS TEMPOS NÃO SÓ PARA AS ESQUERDAS RETARDADAS E SOCIAL DEMOCRATAS ILUMINADAS DOS CLINTON E FHC MAS PARA TODA ESTA ÉPOCA DE JUÍZO FINAL COMO JÁ VEMOS PELA IMPRENSA..E NAS RUAS..

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