25/06/2014

Um Monet de R$ 129,6 milhões

nenufares

Um dos ícones do impressionismo mundial, um dos quadros da série Nenúfares, composta por mais de 60 peças pintadas entre 1904 e 1908 pelo francês Claude Monet, foi vendido ontem (23), em Londres, por 31,72 milhões de libras, o equivalente a R$ 129,6 milhões.

O quadro (foto) foi arrematado, em 2007, por um comprador anônimo, em Londres, por 20,5 milhões de libras, o que revela a lucratividade do mercado de arte: o proprietário lucrou 11,2 milhões de libras em 7 anos, o dobro do que seria auferido com o valor investido, no mesmo prazo, no mercado de capitais.

Destarte o talento de Monet, o valor desses quadros me faz lembrar uma entrevista na qual Di Cavalcante dizia ser um mero pintor, arrematando que o artista mesmo era o seu marchand, que conseguia vender por preços absurdos o que ele produzia.

36 comentários:

  1. Deputado peço licença para perguntar por outro assunto: praticamente ao final da 1a fase da Copa, e que tal a péssima imagem a que o país estaria exposto pelo torneio? Tudo o que se previa, incluindo algumas previsões desse blog, não encontraram amparo na realidade. A Copa deu certo e todas as previsões se mostraram fracassadas.

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  2. Então não seria o caso de o blog postar sobre assunto: o fracasso das previsões de fracasso da Copa? Até fazendo de certa forma uma mea culpa

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  3. Então não seria o caso de o blog postar sobre assunto: o fracasso das previsões de fracasso da Copa? Até fazendo de certa forma uma mea culpa

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    1. Primeiro me mostre onde eu escrevi que a Copa seria um fracasso? Aonde você já viu um evento da Fifa, no qual o Brasil investiu R$ 30 bilhões, fracassar?
      O que eu sempre escrevi, e mantenho, é que sou totalmente contra se gastar R$ 30 bilhões para patrocinar um evento privado que em nada adianta ao Brasil, pois depois que a competição acabar teremos gastado os R$ 30 bilhões para absolutamente nada.
      Mantenho tudo isso.

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  4. O sr escreveu sim especificamente sobre a péssima imagem a que o país estaria exposto para o resto do mundo durante a Copa

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    1. O Brasil estar exposto de forma negativa ao resto do mundo, não quer dizer que a Copa seja um fracasso. A Copa é uma festa e a festa está em andamento. Quando ela acabar, passar o porre, e todo mundo for pra casa, restar-no-á a conta para limpar a sujeira, ou deixaremos imundo mesmo.
      O Brasil foi exposto de forma negativa perante o mundo durante todos os preparativos da Copa, a única coisa que está sendo exposta de forma positiva são os jogos em si, ou seja, a festa. Não vi, até agora, nenhuma mídia, nacional ou internacional, dizendo que tudo o que se expôs de negativo do Brasil não existe. Infelizmente existe e quando acabar a farra, perdendo ou ganhando o Brasil, e eu quero que ganhe pois sou brasileiro, continuaremos com os mesmos índices negativos, ou seja, continuo na mesma opinião: gastar R$ 30 bilhões do erário para dar para a Fifa jogar bola e ganhar os seus bilhões é um enorme desperdício.

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    2. "A única coisa que está sendo exposta de forma positiva são os jogos em si". Bem deputado, por acaso o evento é uma Copa do Mundo de Futebol. Então, não poderíamos, por exemplo, estar expondo missas. O caos nos aeroportos anunciado, não houve. O ataque de black blocs, que poderia inviabilizar a Copa, não houve. Estádios inacabados ficaram prontos para a Copa. De 40 a 60 mil pessoas assistem aos jogos confortavelmente. Ocorrências policiais são exceção. Não era esse o cenário descrito pela imprensa nacional e internacional, nem sugerido pelo blog, para quem a realização da Copa no Brasil era um tiro no pé do atual Governo Federal. Era, antes de começar, ao que parece até o momento. Reduziu o apoio aos protestos e aumentou o apoio a Copa, segundo novas aferições de opinião pública. Então, sim, não se confirmaram as más expectativas. Volto a sugerir esta pauta ao blog,

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    3. Sim, "a única coisa que está sendo exposta de forma positiva são os jogos em si" e você está absolutamente certo: não é possível promover o Brasil e nem missa em jogos de futebol.
      Tire uma linha em uma texto meu dizendo que haveria caos nos aeroportos, que os estádios não ficariam prontos, que os blackblocs inviabilizariam a copa e eu lhe pago R$ 1 mil reais contra o texto impresso a mim entregue.
      Não tente, para corroborar o seu argumento, colocar em texto meu o que eu não escrevi.
      O que sempre escrevi e continuo escrevendo é que o Brasil não deveria gastar o que gastou com a Copa, que se a Fifa quisesse vir aqui ganhar os seus bilhões que pagasse os custos e que os R$ 30 bilhões que gastamos estavam sendo jogados fora para um mês de jogo de bola.
      Continuo, ainda, opinando que todos esses gastos são um tiro no pé do governo, pois a presidente Dilma sai do evento bem menor, e com maior rejeição do que tinha antes da confusão e o Brasil ganhar ou perder não vai influenciar em nada o humor eleitoral do cidadão, pois esse já está precavido o suficiente para separar o joio do trigo. O Brasil, e o governo, estariam mais bem servidos se tivessem investido o dinheiro em mobilidade urbana, por exemplo. R$ 30 bilhões resolveria o problema de mobilidade urbana da maior capital do país, São Paulo.
      A festa não muda a minha opinião: ela continua a mesma porque os fatos, passada a festa, continuarão o mesmo. Teremos jogado R$ 30 bilhões na lama, ou melhor, no gramado, para nada.
      Aproveite a festa, portanto: ela é a festa mais cara que o Brasil já pagou. E como você mesmo afirma, somente de 40 a 60 mil assistem aos jogos confortavelmente. O Brasil não precisaria gastar esses bilhões para tão poucos terem esse confortavelmente e a Fifa, a Adidas, a Nike, a Globo et caterva faturarem nas costas da viúva os bilhões que estão faturando.
      Repito a minha opinião que não mudou em nada: quem quiser fazer festa que pague a conta. O erário não deveria pagar uma farra privada e a Copa é um evento privado, pois quem quiser aquele confortavelmente tem que pagar e por isso não deveria ter dinheiro público na conta.

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  5. Então não leu os grandes jornais e seus editoriais desde a 1a semana de jogos da Copa. Não só os jogos estão sendo elogiados, mas também os aeroportos, a própria mobilidade e acessibilidade da população aos estádios. Não foram gastos 30 bilhões do erário. Mas vá lá... Dê uma lida na reversão de expectativas quanto a capacidade do Brasil organizar a Copa, segundo a própria grande mídia brasileira. Está dispensado da mea culpa... Rsrsr

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    1. E desde quando ter opinião é ter culpa? Tenho uma opinião é não a mudei porque estamos na festa, pra depois continuar com ela quando a festa acabar.
      Sim, leio todos os jornais e todos estão sendo muito bem pagos pela FIFA para ufanizar a Copa, ou você quer que avacalhem com a festa dançando nela? De festa a gente só reclama da comida e da bebida depois que sai dela.
      Não se gastou 30 bilhões? Na última conta que fiz já tinha passado, ou você acha que alguém vai pagar os financiamentos da viúva?
      Ninguém jamais teve a expectativa de que o evento não ocorreria, os aeroportos não estão prontos coisíssima nenhuma: todos aprontaram apenas o embarque e desembarque, mas isso não é relevante, pois não se joga bola em aeroporto e nem em metrô. Acesso aos estádios? O pessoal salta a 4 km do estádio e vai andando, mas é tudo festa.
      Se você encontrar nas minhas postagens alguma que afirme que o Brasil não tem capacidade para sediar copa ou o que o vala, ganha um cupcake de doce de leite. O que eu sempre opinei, e mantenho, é que é um enorme desperdício tudo isso e que não temos a menor condição de gastar essa fortuna com bola, para a FIFA ganhar 2 bilhões e meio e o Brasil não ficar um milímetro melhor depois disso.

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    2. Fui a 4 cidades sedes. Salta-se em geral a 1,5 a 2 km da entrada dos estádios. Para o acesso de aproximadamente 50 mil pessoas. Em outras sedes, chegava-se dentro do estádio ou muito próximo de carro, metrô, ou ônibus? Em qual país? Os aeroportos estão bem melhores do que estavam antes do período da Copa. Embarque e desembarque já são bastante relevantes para um aeroporto. Mas não é só isso. A ampliação das áreas de pouso e decolagem,com novas pistas. Creio que seus dados sobre os aeroportos sejam bastantes empíricos. Sobre gastos e arrecadações, você não computa o que o país arrecada somente em impostos, por exemplo. Enfim, como o Sr, afirma: uma opinião, tão somente.

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    3. Não, os dados não são empíricos e sim reais. Fortaleza: 4km. São Paulo: 3,5km. Brasília: 3,6km. Mas isso não é absolutamente relevante, pois o importante no evento e chegar ao estádio e ver o jogo. O que se deseja demonstrar é que no clima da festa tudo se releva. Cotidianamente queimam-se ônibus e metrô por problemas de mobilidade, mas se der um problema em um deles a caminho de um jogo, todo mundo salta e sai cantando e saltitando, rumo ao estádio, feliz da vida.
      Em todos os espaços de eventos de grande porte nos países estruturados, o sistema de mobilidade entrega os passageiros em estações dentro dos recintos e isso não somente em locais de eventos, mas em locais de grandes transbordos. No Giants, de NY, salta-se dentro do estádio; no ProPlayr, em MIA, idem. Nos maiores aerportos do mundo, como Heathrow, Londres, já se salta do metrô no terminal onde se vai embarcar, mas isso não é por causa de Copa ou o que o valha, mas sim porque o país respeita o usuário e provê um sistema de mobilidade digno. Tenho fé que chegaremos lá se não nos viramos para fazer apenas puxados para copas.
      Não foi inaugurada nenhuma nova pista nos aeroportos do Brasil. A única pista inaugurada foi a pista de taxiamento de Guarulhos, e não pista de pouso e decolagem.
      Não foi inaugurado nenhum novo terminal também. O de São Paulo está em obras e algumas operações (Azul) estão no Terminal 4 que era um terminal de carga que foi adaptado para passageiros.
      Em Brasília, o terminal de passageiros foi totalmente refeito: ficou ótimo, mas você entra e sai, em um aeroporto em obras, o que é ótimo também, pois vai ficar pronto até meados do ano que vem.
      Por favor, leia a Lei Geral da Copa, e a leis estaduais de cidades que sediam jogos. O Brasil, e todos os estado com cidades sede isentaram as operações, obras e serviços de impostos: o país, as cidades, e os estados não recolhem um centavo de impostos sobre a movimentação referentes à Copa. Isso foi uma das exigências da Fifa. Até a água que se vende nos estádios e em suas bordas, que a Fifa isolou para não ter ambulantes, daí as distâncias percorridas, são exclusividade da Fifa.
      Não emito opiniões concretas sobre impressões empíricas. Sim é uma opinião, sobre dados concretos. Há quem tem opinião favorável a essa sangria por consta da festa e do porre, e há os que têm opinião desfavorável sobre a farra, mas nenhum dos dois pode negar os fatos.
      Isso é assim mesmo.
      A maioria das pessoas faz festas e gastam fortunas para custeá-las, sacrificando as próprias finanças e até fazem dívidas para tal: na opinião delas vale à pena. Na minha não. Prefiro investir meu dinheiro em algo mais consequente.

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    4. Manaus, Rio de Janeiro e Curitiba as distâncias eram menores. O Sr tomou pelo teto (4 km) o que ocorreu apenas em São Paulo (mas tudo bem não vamos brigar por 1 a 2 km). Que o Brasil não tem a mesma infra-estrutura de Nova Iorque ou das principais capitais européias, deputado, está fora de discussão, por óbvio. Quanto a Lei Geral da Copa, vamos ler juntos deputado. A Fifa tem isenção específica para material esportivo e alguns outros ítens. Mas paga sim imposto, por exemplo, sobre a venda dos ingressos.

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    5. Quanto custaria em mídia, na imprensa internacional, a imagem de um megaevento esportivo, como a Copa do Mundo, sendo bem organizado no país? O quanto isso trará de incremento no turismo ao país? Nada? Claro que não. E essa mídia - essa super-exposição positiva o Brasil está tendo e pode ter, se nada de grave acontecer, por mais 20 dias. Isso também é um legado da Copa. Quanto aos lucros da Fifa, deputado, nós já superamos a fase de acreditar na teoria de que todo lucro é roubo. Ou não?

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    6. Agora retire o seu blog da minha argumentação. E faça uma pesquisa em "caos aéreo na Copa no Brasil" e verá o quanto de jornalistas "sérios e experimentados" davam como líquido e certo o caos aéreo na Copa. E já sentiam vergonha antecipada. E já esconjuravam as autoridades pelo fracasso. E os aeroportos, para embarque e desembarque, para pousos e decolagens, funcionam com plena eficácia. Deputado, isso não é reversão de expectativa? Acho, mai uma vez repito, que mereceria um postagem do blog sobre o assunto. Como leitor assíduo, tenho a expectativa que minha sugestão de pauta seja aceita.

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    7. Quem argumentou o "caos aéreo" na copa foi o presidente do sindicato dos aeroviários, José Mollo, que em audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado, disse que o atraso nas obras nos aeroportos ocasionaria isso.
      “Vai ocorrer um caos completo, sem dúvida nenhuma”, declarou Mollo, e a imprensa repercutiu a fala com manchetes. Não foi uma opinião da imprensa, mas a repercussão da fala de uma pessoa que, pelo cargo que ocupa, entende do assunto. A expectativa frustrada, portanto, não foi da imprensa e sim de José Mollo. É fato, todavia, que os nossos principais aeroportos estão subdimensionados e há um caos neles, não por conta da Copa, mas pela falta de investimento preventivo em infraestrutura e se o governo, ao invés de gastar com a copa, reestruturasse a malha aérea nacional, o subdimensionamento desapareceria.
      Quem disse que sentia vergonha foi o Ronaldo, e a imprensa, por ser o Ronaldo, repercutiu isso em manchetes. Cabe a ele, portanto, agora dizer se ainda está envergonhado, ou não.
      A reversão de expectativa não é da imprensa e sim dos que lhes deram as manchetes.
      Mas vi nesse jogo da imprensa, em repercutir fatos que naquele momento existiam, como os atrasos nas obras, um acordo financeiros com a Fifa (isso é apenas impressão minha) que usava a imprensa para pressionar o governo a acelerar as obras e agora paga a imprensa para promover o evento sem nenhuma jaça. E o pior, o dinheiro que Fifa usou para pressionar e que usa agora para promover, é do erário.

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    8. Ao das 08:52

      A Fifa e a Copa não estão promovendo o Brasil intencionalmente: isso é uma falácia grosseira. Primeiro porque não há uma promoção eventual do Brasil pois o foco são os jogos (claro, isso é futebol), que depois de cessados não deixarão qualquer legado conceitual, pois não está havendo uma campanha de promoção, mostrando o que o Brasil pode oferecer ao turismo internacional e o fluxo de turistas não aumentará coisíssima nenhuma, pois o evento não serviu para prover o Brasil de infraestrutura interna e o mundo continuará conhecendo, ou desconhecendo o Brasil, do mesmo jeito que era antes. Evento é turismo eventual e não contínuo.
      Quanto custaria para promover (de verdade) o Brasil para, mesmo, aumentar fluxo turístico? Uma enorme campanha internacional, direcionada e focada para mostrar os nossos recursos e belezas turísticas, durante um ano inteiro, nas preparadas pelas melhores agências de publicidade do Brasil e do mundo, veiculada durante um ano inteiro nos principais países emissores de turismo do planeta, não custaria mais de R$ 2 bilhões. Ainda nos sobrariam R$ 28 bilhões para melhorar a infraestrutura para receber os turistas e para nós mesmos.
      Esta estória de legado de copa não existe. Não há legado de festa. Festa é só gozo enquanto ela dura e nada mais.

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    9. Ao 08:34,

      A argumentação da distância é apenas para sustentar que na hora da festa é tudo, obviamente, festa, não importa se vão andar 1, 4 ou 10 km: anda-se, corre-se e ainda canta-se, pois faz parte da festa. Mas fora dela queimam-se ônibus e trens de metrô e se os bilhões aplicados na festa fossem aplicados em mobilidade urbana teríamos ela mitigada.
      A Lei Geral não pode isentar venda de ingresso porque a União não pode retirar impostos que não são da sua competência. O imposto referente à venda de ingressos é o ISS, que é de competência municipal. Não tenho conhecimento se alguma cidade sede votou lei municipal isentando o ISS na venda dos ingressos, mas em conhecendo a Fifa a alucinação que as cidades e estados estavam para sediar o evento, quero crer que há probabilidade alta de terem cedido isso à Fifa, porque que ela pediu pediu. Mas isso fica no campo da suposição.
      Eu nunca opinei que lucro é roubo. Mas sempre me recusarei a aceitar que o erário seja usado para uma empresa privada se locupletar dele, auferir ágio e ainda cobrar por isso.

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    10. a empresa privada não está se locupletando. Não necessariamente. Pode até ser que esteja. A empresa privada faz negócios. Neste caso, o seu negócio é o futebol.

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    11. 5 h - a FIFA promove o Mundial intencionalmente e, por tabela, independente da intenção, promove o Brasil, que sedia os Jogos.O evento serve sim pra mostrar que, ao contrário do que se dizia, o Brasil tem estrutura para embarcar e desembarcar grande número de passageiros, que não têm seus órgãos extirpados a cada esquina (como bem ironizou o ex jogador americano Lalas). Essa simples constatação, somadas as nossas riquezas e belezas naturais, que invariavelmente são mostradas em qualquer reportagem internacional sobre a Copa no Brasil vai sim incrementar o turismo em nosso país. Pelo menos é o que apontam profissionais especialistas em turismo. E é o que parece lógico também aos leigos no setor. Veja qualquer comercial da Coca Cola ou outra multinacional - veja que imagens estão associadas ao Mundial. As belezas turísticas do Brasil, deputado. Só a sua quase teimosia pode não perceber isso.

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    12. 5 g - o caos aéreo foi cantado e decantado por inúmeros editorialistas da grande mídia brasileira.

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    13. Sim, sou teimoso e não abro mão do que penso até que fatos e argumentos constados a destituam. Por enquanto, não vi nada convincente, apenas suposições e achismos. Legados de copas, em quaisquer áreas e circunstâncias, só existem em exercícios de futurologia que nunca se concretizaram no fato. A África do Sul foi a última copa antes do Brasil, e lá se cantava a mesma ladainha referente ao tal legado, e passados 4 anos ele não aconteceu.
      Turismo e infraestrutura básica não se incrementam com evento algum e sim com investimentos focados, responsáveis e consequentes.

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  6. Ontem, dia 26, o Jornal Nacional exibiu uma reportagem sobre a reversão de expectativas sobre a Copa do Mundo e diz algo assim: "Durante meses, os atrasos e os problemas de organização da Copa do Mundo foram assunto de muitas reportagens no Brasil e no exterior. Existia no ar uma preocupação generalizada com as consequências dos atrasos, das obras não-concluídas. E os jornais estrangeiros eram especialmente ácidos nas críticas. Mas o fato é que, aos poucos, desde o início desse Mundial, isso tem mudado".

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    1. Continuo com a mesma opinião, que abaixo às 12:00 está descrita. Aliás, eu nunca tive expectativa alguma sobre a copa. Sempre fui contra ela paga com dinheiro público e continuo sendo. Pura questão conceitual. Repito: dinheiro público é para obras e serviços públicos.

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  7. A matéria do Jornal Nacional cita ainda a manchete do El Pais, da Esapnah após o início da Copa: "Não era para tanto", que completa no texto - "apesar da expectativa inicial ter sido ruim, os estádios e aeroportos estão funcionando". Era claro que a expectativa, dentro e fora do Brasil pelos olhos da mídia, era de que os aeroportos não funcionassem, inclusive "apenas para o embarque e desembarque". A própria mídia aborda essa questão agora. E o blog, sugiro, poderia fazê-lo. Porque o blog também tinha essa expectativa de caos na Copa. Que não houve. Mas se não quiser abordar assim, pode fazer como o Jornal Nacional: dizer que a expectativa de caos era somente dos outros.

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    1. O Jornal Nacional, o El Pais e quem mais se aprouve que responsa pelas suas manchetes.
      Se você me mostrar alguma postagem minha que diga que a copa seria um caos, que nada iria funcionar, eu faço a retratação imediatamente. Basta uma postagem, pois eu jamais afirmei que tinha a expectativa de caos na copa.
      O que sempre afirmei e continuo afirmando, é a minha total e absoluta discordância com o gasto feito pelo governo no evento, pois considero isso o maior desperdício de dinheiro público que o Brasil já cometeu de forma direta nos últimos 50 anos.
      Fui contra, sou contra e sempre serei contra isso. Até que o Brasil tenha as necessidades básicas sociais satisfeitas, serei um ácido crítico de gastos com superficialidade. Quem quiser fazer festa que pague por ela pois vai lucrar com ela. Dinheiro público é para ser investido em obras e serviços públicos. A copa não nos deixará nada além de ressaca.

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    2. não há ou pelo menos eu não sei usar no seu blog um sistema de busca por assunto. Mas o Sr. afirmou que a Copa seria motivo de exposição negativa do Brasil perante o mundo. E não está sendo. Mas não precisa se retratar. Basta publicar que as expectativas se reverteram com o início do Mundial

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    3. Meu ponto era que o blog abordasse, como um blog de atualidades gerais, a mudança de clima e de humor da mídia (nacional e internacional) em relação a realização da Copa no Brasil. Mas, se o Sr. acha que as matérias na imprensa, inclusive no El Pais, foram simplesmente compradas pela FIFA de modo engenhoso - antes demonizando, depois exaltando a Copa, o que eu posso fazer? o bloqueiro é o senhor...

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    4. Isso será feito, inclusive opinando sobre o conluio entre a imprensa e a Fifa. Mas como eu já disse anteriormente: deixe a festa acabar.
      Você é blogueiro também. Eu já afirmei mais de uma vez aqui que o melhor desse blog não são as postagens, mas os comentários, e essa postagem é uma prova disso: a postagem (Monet) desapareceu por completo diante dos comentários.

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    5. 7.b
      Há o sistema de busca no blog: basta digitar a palavra chave no campo de pesquisa.
      Isto você não precisa procurar: eu afirmei. Mas não foi esse o tempo do verbo: eu não afirmei que "a Copa seria motivo de exposição negativa"; eu afirmei que "o Brasil estava sendo exposto de forma negativa por conta da Copa. E estava.

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  8. Um Monet de R$ 129,6 milhões....esse era o assunto do Post....Caramba!!!!!

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    1. Eu também não sabia que o Monet tinha tantos admiradores no meio futebolístico.

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    2. eu pedi licença pra iniciar a falar da Copa. Quem a concedeu foi o deputado. Reclame com ele pelo desvio de rota... rsrs

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  9. Agora foi a Veja, com editorial de JR Guzzo, que faz a mea culpa e diz com todas as letras: a imprensa errou feio ao prever o fracasso da Copa.

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  10. "Não há uma só notícia sobre a copa no Brasil, na imprensa internacional, que seja minimamente positiva. O Brasil foi exposto, nos últimos dois anos, de forma negativa, em todo o mundo. Os organizadores do evento se esqueceram de pagar à imprensa internacional para publicar notícias positivas"... a copa, tem sido uma sucessão de gols contra para o Brasil"
    Se agora há muitas notícias positivas sobre o Brasil com o início da Copa, na imprensa internacional e nacional, então houve uma grande reversão no noticiário, que merece ser apontada pelo blog, que à época, repercutiu que tudo na imprensa era negativo para o Brasil no quesito Copa. Nem que seja pra dizer que os organizadores do evento voltaram atrás e lembraram de pagar a imprensa internacional, como o NYT e o El Pais, para publicar notícias positivas.

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    1. Você usou o termo, agora, de forma correta: "houve reversão do noticiário", pois tudo foi conduzido pela imprensa como notícias e não como expectativa. E ali, eu já apontava a falta de pagamento à imprensa, pela Fifa, ou pelo próprio governo, para aliviar a pauta.
      Mas fique tranquilo, como eu lhe disse, farei a postagem comentando isso, após passar a festa.

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