26/05/2014

O mais moderno e os menos modernos

> O mais moderno

Na última sexta-feira (23), a um custo de R$ 19 milhões, o governo do Estado inaugurou o Terminal Hidroviário de Belém, que carimbou como “o mais moderno do Brasil”.

Mesmo em não conferindo os comparativos, como diz o próprio Simão Jatene quando quer desdizer Goebbels, “uma mentira mil vezes repetida continua sendo uma mentira”.

Mas Jatene parafraseou quem sempre desdiz ao declarar que “o Terminal está sendo construído para atender a toda a população do Estado, mas, principalmente, aos ribeirinhos, essa gente fantástica que, normalmente, não consegue ter acesso a serviços dessa qualidade. ”.

Menos verdade!

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> Os menos modernos

A parte dos “principalmente”, a maioria dos ribeirinhos, continuará a embarcar e desembarcar nas dezenas de portos há décadas improvisados e espargidos pela orla de Belém.

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Se os ranfastídeos não adorassem purpurinas atentariam que luxo e riqueza são triviais, mas conforto e funcionalidade são necessários: com os R$ 19 milhões que aplicaram em um único equipamento, dariam conforto e funcionalidade a todos os portos de Belém que estão à míngua.

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> Eu, ingrato

Eu sou mesmo um ingrato, pois para mim, que moro em andar alto, os tucanos fizeram ótimos restaurantes na Estação das Docas, no Mangal da Garças e no Parque da Residência (fora os totalmente privados), inauguraram voos diretos para Miami e Lisboa, e eu ainda os trato com picardia, na mais perfeita tradução daquela frase de Caetano em “Vaca Profana”: “Caretas de Paris e New York, sem mágoas, estamos aí…

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Tudo bem, aproveitando a mesma música, “de perto, ninguém é normal”.

19 comentários:

  1. Ah, que saudades do Jader! Fez tanta coisa por esse moderno estado. E ainda quer (toc-toc-toc) perpetuar sua "mudernidade" com seu mancebo filhote tão experiente. E você faz parte desse pensamento, queira Deus, passamento, como um natimorto, pois da modernidade dos barbalhos estamos até hoje pagando um preço alto. Muito alto!!!

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    1. Não coloque Deus no que é de César e nem preço no que está perempto. Nós moramos no presente e quem não entrega o presente é quem está em voga. Invocar o dilúvio pela enchente de 2014 é pura falta de dialética argumentativa.

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    2. Posso colocar o diabo para justificar o ilícito? É imprescritível o ressarcimento de dano ao erário. O presente é o resultado do passado e a causa do futuro, não queremos o mal de nossos próximos, não é? A não ser que sejamos beneficiários de maneira diferenciada, e essa é sua argumentação implícita. Você desvirtuou um argumento para torná-lo mais fácil de atacar.

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    3. Pode: desde que o diabo tenha inscrição na OAB e esteja em dias com a anuidade.
      Mas não estamos falando em querelas e nem em escalas de tempo e sim em política, onde tais grandezas obedecem as suas próprias regras.
      Em política a prescrição é um mandato e quem o detém tem a responsabilidade de exercer a empreitada sem choramingar quem esteve antes e nem praguejar quem virá depois. É nisso que consiste a perempção.
      O resto é diversionismo e estiramento de nexos de causalidades para diferenciar o sujo do mal lavado.
      Você viu um unicórnio no texto, pois nele não há argumentação implícita de que benefícios diferenciados levam alguém a querer o mal do próximo. O que leva alguém a querer isso são motivações de vendeta pessoal e específica: nenhum ser dotado de raciocínio elementar deseja o mal do seu próximo genericamente.
      Política, meu caro, não é luta do bem contra o mal. Isso é coisa para o Homem-Aranha versus Electro. Política é luta de poder e quem o busca não é bom e nem mau: é político.

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    4. Gosto do que voce escreve..e de como pensa...parabéns...xooooooooo! hipocrisia

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  2. Francisco Marcio26/05/2014 18:55

    Eu fico pensando: como seria, se o improvável acontecesse, e o seu atual ( amanha pode ser outro ) pupilo fosse eleito. Será que essa gestão seria esse modelo colacionado? Aguardando que o improvável nao aconteça, fico na expectativa.

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    1. Só tem um jeito de você saber: vencer quem você não quer que vença para você saber o que deseja ver.
      O que aí está, e que já foi meu apoiado, não entregou sequer o mínimo do que se comprometeu na sua tal Agenda Mínima, que eu, inclusive, assinei embaixo e, portanto, como avalista, também não cumpri.

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  3. A era tucana - com o governo jatene II - está chegando ao fim com a sensação de 'menos do mesmo'. Esse segundo mandato pode ser chamado também como o governo do puxadinho. Com essa inauguração que encabeça a postagem tem-se o puxadinho da estação das Docas. Reformaram um hospital em Ananindeua, que é o puxadinho do Metropolitano. Por ironia do destino, terão que fazer o puxadinho da alça viária na ponte do Mojú. E por aí vai. Daí as alunas de Santarém terem peitado o governador chamando a obra que ele acabara de inaugurar de simples maquiagem. Quanta mesmice. Saudades do Dr. Almir.

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  4. Pelo preço tem vidros belgas...também?

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    1. E os lustres devem ser cristal murano.

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  5. Ananindeua que o diga

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  6. O Jatene é que decide os voos que saem de Belém? Ele manda na ANAC?

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    1. Não. O Jatene não manda nem no governo para o qual ele foi eleito.

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    2. e da vantagens tributarias pra quem quiser...

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  7. Ah Deputado, do jeito que fala parece que não há outra solução pra esse estado senão os barbalhos. O Sr. mais do que ninguém sabe que nenhum político pode agradar a todos. Se Simão Jatene não lhe agrada, com certeza agrada a outros. Não tenho dúvidas que os barbalhos no poder agradariam a alguns, mas também desagradariam a outros. Isso é política.

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    1. Claro que não existe unanimidade em nada. Como disse Nelson Rodrigues, "toda unanimidade é burra". Mas, por favor, mostre-me, nas 6.775 postagens até agora feitas nesse blog, onde está escrito uma única sugestão de que "não há outra solução pra esse estado senão os barbalhos".
      Eu nunca citei, em minhas postagens, algo que levasse a isso. Quem sempre traz barbalhos à luz são os comentaristas, que se eu cito que faz frio, retrucam que eu estou sugerindo que um barbalho traria calor.
      Esse maniqueísmo estreito não é visão minha, pois não existe solução para nada em uma pessoa.

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  8. Deputado sera que o senhor não tem barbalho no sobrenome

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    1. Não, mas com certeza você e mais uma dezena de comentaristas o tem na cabeça, pois eu fale de chuva ou de sol sempre trazem o nome à baila. Talvez um bom psiquiatra resolva o problema da fixação psicotica.

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  9. Bela Obra,
    Quem dera os governantes pudessem construir 50 delas ao mesmo tempo e acabar com o problema.
    Se cada governador que já passou construísse pelo menos 01 em seu mandato faltariam menos a serem construídas.
    Tenho 42 anos e não me recordo de algum governante ter construído ou pelo menos ter feito uma reforma "puxadinha " neste nível.
    Quem me dera que a nossa Belém estivesse cheia desses "puxadinhos", nossa cidade seria outra.
    Desculpe-me já ia me esquecendo a nossa ex governadora Ana Júlia contruiu um ELEFANTE BRANCO para ser um terminal hidroviário. O sr Deputado o sr. lembra desde grande feito. Oque aconteceu com ele.
    Bem lembrado, vai ter que fazer uns puxadinhos em Ananindeua para cobrir o estádio Padrão FIFA que o sr. Helder Barbalho construiu e também o Mercado ao lado da prefeitura que também esqueceu o teto.

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