07/12/2013

Pesquisa Nacional de Vitimização: Pará é o 2º pior do Brasil e Belém a 2º pior capital

Na quinta-feira (5) a Secretaria Nacional da Segurança Pública do Ministério da Justiça divulgou a primeira edição da Pesquisa Nacional de Vitimização, edição 2012.

O Pará não fez surpresa e mais uma vez amarga índices vergonhosos: com 35,5% da população tendo sido vítima, nos últimos 12 meses, de um dos crimes pesquisados - agressão, discriminação, furto, fraude, acidente de trânsito, roubo, ofensa sexual e sequestro relâmpago –, somos o 2º Estado da Federação no ranking de violência contra pessoas.

O Estado que conquistou o infeliz 1º lugar foi o Amapá, com 46% da população vítima de alguma violência nos últimos 12 meses. O Estado com menor índice (17%) foi Santa Catarina.

> Os estados

Abaixo os 6 estados com população mais vitimizada, em ordem decrescente:

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Abaixo os 6 estados com população menos vitimizada, em ordem crescente:

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> As capitais

No ranking das capitais, Belém tem índice maior que o do Estado (41,1%) e, idem, é a 2ª capital do Brasil com a população mais vitimizada. Nesse item a capital do Amapá, Macapá, é que tem o maior índice de pessoas vitimizadas (47,1%). Isso significa que em Macapá e Belém, quase metade da população sofreu algum tipo de violência nos últimos 12 meses.

No caso de Belém, como ocorrido na semana que passou, nem o delegado-geral escapa. Abaixo o ranking das capitais:

Os crimes mais comuns contra a pessoas, e seus respectivos percentuais:

004

> Alhos por bugalhos

A Secretaria de Segurança Pública do Pará declarou que a pesquisa “não bate” com os números do “Mapa da Violência 2013 - Homicídios e Juventude no Brasil” do Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos.

Claro que “não bate”, pois são dois levantamentos diversos sobre bases diversas: se as autoridades de Segurança Pública do Pará não sabem distinguir alhos de bugalhos, a situação é bem mais grave do que mostram os números.

> Desconhecimento

Informou ainda, a Secretaria de Segurança, que “não conhece a metodologia utilizada no estudo”, por isso não pode tecer comentários sobre ele.

Seria bom sua excelência, o governador, depois de voltar do Qatar, determinar que alguém na Segup cuide de conhecer a metodologia do estudo: quem sabe esse alguém, depois de aprender, cuide de distinguir o alho do bugalho.

Para ler o sumário da pesquisa clique aqui (arquivo em PDF, 46 páginas)

12 comentários:

  1. Ainda sobre o suposto assalto ao Delegado-Geral. Tudo papo furado. Os policiais civis e militar não estavam em ronda. Ambos são casados, sairam embriagados da casa das onze janelas, os tiros nao foram dados pelos supostos assaltantes. Nao quero saber da vida particular dos envolvidos, isso so cabe ao marido da capitã que é um coronel e da mulher do delegado que parece deu toda a assistencia pra ele no metropolitano. O que eu quero saber de verdade é se os suspostos assaltantes estão presos injustamente, isto é, se os jovens (que parecem ser deleiguentes mesmo) estao presos para acobertar patifaria, que foi a história mais mal contada que já vi na vida. Verdadeiro batom na cueca!

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  2. Não tem nada com o assunto do Poster, mas, só para divulgar:

    Vocês que tem problemas com pequenos roedores como a maioria da população tem hoje em dia, eis uma solução simples e caseira, nada de chumbinho, nada de empresas de dedetização!!! SEUS PROBLEMAS ACABARAM!!! Basta você usar uma garrafa PET de no mínimo 2 litros, colocar óleo de panela mesmo dentro dela é claro, se tiver muito dinheiro e sua CATITA for chique, use azeite de oliva Gallo .

    É muito eficaz, em 2 dias pegamos quatro na armadilha politicamente correta, duvidou??? http://www.youtube.com/watch?v=CRHtxtWXGnI&feature=youtu.be

    A pobre coitada entra e não sai nem a peso de bala, dica do nosso Pedreiro Nonatinho, o Jeca Paladium da Sacramenta.

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  3. Enquanto isso a violência continua.

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  4. O Problema é que a Gestão da SEGUP, é extremamente incompetente.

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  5. A Pesquisa reflete a realidade das ruas de Belém e do Estado do pará. Já esse Secretario de segurança, deveria ser demitido, por nada saber

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  6. Vivemos uma eugenia social ao estilo nazista no Pará. Isso tudo na calada. Sabe-se que mais de 90% das vitimas de homicídio são negros entre 17 e 24 anos, de baixa renda, com baixo grau de instrução, moradores da periferia. Neste ano a previsão, veja isto deputado, previsão de mortes violentas decorrentes de homicídios e acidentes de trânsito, deve beirar a 7.000 vítimas. Isso é pior do que qualquer guerra do mundo. Preocupa-me o silêncio da ALEPA, que parece mais o Reichstag alemão da década de 30 abonando todos os desmando do poder. Não é possível que enquanto a sociedade viva com medo 24 horas, o digno secretario de segurança siga com o discurso dos helicópteros, das lanchas e das viaturas lindamente adesivas Amarok. É greve na PC, branca na PM. MP e justiça com super salários. Onde vamos parar. Ironicamente os assuntos do Estado deveriam ser pauta extraordinária da ALEPA. Pior ou melhor, não sei, o governador foi para o Oriente Médio. Vamos assumir a responsabilidade senhores deputados?! A lição que fica, rouba-se a todos, porém mata-se apenas alguns.

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    1. A Alepa tem feito do problema pauta extraordinária. Por 4 vezes, esse ano, houve reuniões extraordinárias para tratar do assunto, quando convocou - se o secretário de Segurança e o delegado - geral, que passaram o tempo que lhes coube mostrando Power Point de carros e reformas de delegacias.

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  7. Deputado Parsifal,

    Infelizmente o quadro de extremo hectombe social que a violencia imprime no Estado do Pará, esencialmente, na RMB é uma realidade presente e que no curto e médio prazo não será amenizado e no longo prazo estaremos todos mortos, parafraseando é claro John Maynard Keynes! Em minha dissertação do mestrado em economia do crime, juntamente, com meu orientador, Prof. Dr. Ricardo Bruno, propussemos a formatação de camadas de isoeficiencia de combate a criminalidade dentre prioridades de investimentos em segurnaça pública dos 143 (cento e quarenta e tres municipios) do Estado do Pará, no entanto a abstração cientifica parece que está e sempre será relegada ao concretismo da escolha política, da vontade política! Caro deputado é necessário que tenhamos a concepção que vitimização é diferente de violência ou criminalização, apresentam é claro completudes de interação, no entanto o Estado do Pará realmente está no epicentro de todos estes conceitos: isto é fato. Talvez, programas voltados a qualificação familiar, inserção do jovem ao mercado de trabalho com capacitação técnica e inserção social, cultural possam funcionar como medidas estruturais significativas para começar a pensar na mudança neste quadro. Mas parece, que as prioridades de investimentos são outras e não contemplam esta fatia social.

    Satisfação novamente em falar com o senhor, forte abraço!

    Att.

    Arthur Anaissi

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    1. Meu caro Anaissi,

      O que precisamos mudar no Pará é exatamente a forma de governar e reformatar o governo, ou não mudaremos o perfil do Estado.

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    2. Pois é, quem sabe se não estou conversando com a mudança agora, neste dileto blog! Acredito que esta mudança está perto, muito perto!

      Att.

      Arthur Anaissi

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    3. É o que espero, ou perderemos o século 21, pois essas coisas, depois que começam, ainda tomam duas ou três gerações para surtir o efeito desejado.

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  8. A surpresa fica por conta do Estado de Rondônia figurar entre os Estados menos malvados.
    No mais, chama atenção o fato dos Estados mais violentos,a sua maioria, estarem na Região Norte. O inverso está entre os Estados no Sul.
    Quanto ao Estado do Pará, enquanto continuarmos conduzindo ao poder gente da alcunha de Jatene, quem já demonstrou incapacidade de administrar um Estado como o nosso, continuaremos a ler e reler noticiários como esse.

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