23/07/2013

No Hangar médicos. No Setran flechas

O lançamento do programa “Mais Médicos” ontem (22) no Hangar, em Belém, foi regado a tecnobrega: não teve beijos mas quase teve tapas.

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O garoto propaganda do programa, ministro da Saúde Alexandre Padilha, ficou no meio do fogo aberto entre os que defendem o programa (técnicos do governo e prefeituras) e os que têm reservas ao programa (médicos).

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Os médicos declaram que não são contra o programa, mas opõem-se à contratação dos médicos estrangeiros sem o Revalida, que é um exame para avaliar se o profissional estrangeiro está apto a exercer a medicina no Brasil. Opinam os médicos que sem o exame os pacientes atendidos pelos profissionais estrangeiros correm riscos.

O ótimo de tudo isso, independente de quem tem razão, e ao cabo os dois lados a têm, é que o cidadão brasileiro começa a sair da sombra e a enfrentar o governo, tomando posições. Esses exercícios, destarte os excessos que embarcam, chama-se cidadania e o exercício da cidadania é um dos pressupostos para o amadurecimento democrático.

> Enquanto isso na Secretaria de Transportes do Estado

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O governo do Pará adora contratar empresas declaradas inidôneas. É isso que se pode chamar de flecha ligeira.

15 comentários:

  1. o diario do pará naõ tem moral pra esta empreitada o que eles querem e o governo do estado ,assim o tuxaua do pmdb vai fazer o que ele mais gosta se lambuzar nas mordomias que o estado lhe proporsiona,plo que vejo o jatene ta recomperando, as pa 150e 279 que pt so falava mais quando pegou o governo estas rodovias ficaram intransitaveis barbalhinho vai chupar prego ate virar tarracha.

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  2. flexa ribeiro, cada vez mais canalha e ladrão.

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    1. Caro deputado, de acordo com a nota, nada suspeita do jornal completamente isento, e seu comentário, bem como o "comentário" do Sr Anônimo, cabe aos autores o ônus da prova ou configura-se crime de calúnia e difamação, até porque o sr acusado não ocupa nenhum cargo no executivo, logo, o ordenador de despesas e seus superiores são os responsáveis, ou estou errado, nobre deputado?

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    2. Quem é mesmo o "sr acusado".? Eu não vi acusação a ninguém na nota... O que você viu que eu não vi?!

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    3. Desculpe, achei que "flexa ribeiro, cada vez mais canalha e ladrão" em um comentário moderado pelo blogger e, portanto autorizado por V.Sa. fosse uma acusação, mas para quem está acostumado a conviver com Hélder e Jáder Barbalho, corrupto condenado pela justiça, deve considerar estas palavras naturais. Me perdoe então pelo meu senso de moral diferente do seu.

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    4. E você acha mesmo que eu não tenho o IP dos comentários que publico? Quando os IPs são fixos e com o número da máquina, aí então é que a coisa fica divertida, ao vermos como se engalfinham internamente os tucanos.
      Sim, eu estou acostumado a conviver com o Hélder, o Jader, o Jatene, o Flexa e todos os político do Pará e alguns do Brasil e sim, o seu senso moral é muito diferente do meu: eu escrevo e assino embaixo do que lavro. Os que arrotam moralidades escondidos no anonimato, dizendo-se na prerrogativa da moralidade, são os maiores hipócritas que mostram as sombras.
      Moral se tem ou não se tem: não se faz propaganda dela.

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    5. Mais uma vez desculpe, Sr. Parsifal Assange Snowden Pontes apenas disse e afirmo que seu senso de moral é diferente do meu, não julgando ser melhor ou pior, assim como o Salgueiro, apenas diferente. Inclusive por saber do controle dos comentários e das publicações, conforme sua conveniência, é que o anonimato existe para debate de "ideais", especialmente das minorias ou do lado mais fraco. Quanto sua concepção de moralidade de acordo com a publicidade, também permita-me discordar e assim como V.Sa. divirto-me com as hipocrisias públicas.

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    6. Dispenso os apostos ao nome e prefiro o meu mesmo, de pia.
      O Snowden porque o que me for confiado por dever de ofício não entrego nem sob tortura. Confiança é algo que não deve ser quebrado ou o mundo desmorona: tudo na vida é baseado em confiança.
      O Assange porque o acho um escroque, inobstante ele não possa ser enquadrado em quebra de confiança, pois ele não tinha compromisso de ofício: conseguiu as informações e as repassou para ganhar dinheiro.
      Não está escrito que eu avaliei a sua moral maior, ou menor, que a minha. Como eu afirmei, moral se tem ou não se tem. E até concordei com você: é diferente e mantenho o porquê de achar diferente.
      Aqui não há relação de mais fortes ou mais fracos e sim um debate manu a manu e não há problema algum em se identificar se desejar investir de forma aguda: a luz dá mais autoridade que a sombra. Não há senso na justificativa de jogar a pedra, esconder a mão e correr para a moita.
      Os comentários não são moderados conforme as minhas conveniências, ou eu não publicaria os seus e centenas de outros que achincalham, além de membros do meu partido, a mim mesmo.
      Assim como você se diverte com as hipocrisias públicas eu também me divirto com as hipocrisias anônimas, enfim, continuemos a diversão. Eu na luz e você nas sombras.

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  3. Sou médico e estava lá no Hangar ontem e, de fato, não tem como argumentar com políticos, principalmente, quando estão com o dinheiro e o microfone. Uma comparação bem simples é o Sílvio Santos perguntar "quem quer dinheiro?" e o Sr Padilha (que devia ir pra casa...) perguntar para uma claque de prefeitos e secretários municipais de saúde, em grande parte despreparados para gestão, "quem quer médicos?", advinha quem foi ovacionado? Na primeira fila os nobres deputados Puty e Zé Geraldo, na bancada o Sr Charles Tocantins e o prefeito João Salame, ou seja, assim como foi o programa federal, tratou-se uma apresentação já pré-definida, sem direito a questionamentos e, ao meu ver, a estratégia da classe médica, da qual faço parte está errada, partindo para o enfrentamento, mesmo que todos os números desmintam o discurso do ministro.
    Se algum prefeito não quiser um médico, a custo zero, pago pelo governo federal em ano eleitoral, quem precisa de um psiquiatra é o prefeito...

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    1. É, meu caro doutor. Como dizia Maquiavel, não é necessário fazer, basta providenciar para que os súditos pensem que algo está sendo feito. Nessa singularidade, tanto PT quanto PSDB são iguais.

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    2. Assim como o PMDB, só para não ser injusto com os justo...

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  4. Deputado,
    Esse que se diz médico, deve fazer parte dos mercenários que deixam horas e horas paciente esperando em fila, pior quando morrem quem sofre são seus familiares no IML do Renato Chaves que ficam esperando a boa vontade daqueles médicos de lá que só trabalham uma vez no mês quando vão. Tomara que os médicos importados tenham sensibilidade de não deixar seres humanos vivos e mortos esperarem sua boa disposição e honrem seu juramento.

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  5. A furiosa campanha corporativista dos médicos contra a vinda de colegas estrangeiros procura alarmar o país. No entanto, a atração de profissionais do exterior é prática antiga a que muito devem os Estados Unidos, a Rússia e muitos outros países. Não podemos ceder a essa manifestação de egoísmo classista

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  6. Que venham os médicos Cubanos, Espanhóis, Portugueses, Chilenos...Que as faculdades particulares de medicina que cobram 4.000 a 5.000 reais instalem pronto-socorros em suas unidades de ensino para atender o povo mais necessitado e treinem seus acadêmicos. Que o governo federal pare de financiar esses cursos através do FIES, vai sobrar dinheiro pra investir nas universidades. Que os médicos saiam de suas zonas de conforto e encarem a realidade das cidades do interior. O salário é muito bom se comparado a outros profissionais de nível superior. O que o governo federal tem de fazer é equipar, fiscalizar com mais rigor (fortalecer os Conselhos e entidades de classe,CGU, TCU, MPF, etc.) e federalizar unidades de saúde nos municípios. Tirar das mão de prefeitos corruptos que desviam verbas da saúde para outros fins e não prestarem contas. Dar mais poder para a sociedade organizada na gestão desses recursos. Tirar dos governadores recursos do SUS, que usam pra fazer assistencialismo em troca de votos como o que estamos vendo acontecer no Pará. Tem que investir em saneamento, pois do que adianta o trabalhador ser medicado numa unidade e depois beber aguá sem tratamento e pisar no alagado. Investir pesado em atenção básica à saúde. Desonerar, incentivar a produção agrícola para o barateamento de alimentos da cesta básica.

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  7. kkkkkk, Parsifal! essa foi muito boa... "É isso que se pode chamar de flecha ligeira."

    Será que ainda precisa de outras pistas?


    Reginaldo

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