14/01/2013

Quem avisa amigo é

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As OSS são a mais bem acabada forma de privatizar os serviços de saúde pública, sem melhorar em coisa alguma aquilo que o Estado brasileiro poderia prestar se tivesse competência e disposição para se tornar eficiente.

Há exceções, mas não é possível traçar a linha e compor a sinfonia pela exceção: a regra é que deve ser observada e a regra é o que está na nota acima.

13 comentários:

  1. Em poucos dias, quem vai ao metropolitano já vê um outro hospital , principalmente se compararmos a administração da empresa de luzi sefer. Claro que precisa sempre melhorar, mas já é uum bom caminho. quanto aos anestesistas e o sindicato, seria de bom proveito saber a razão deles nao serem contratados. Temos que ter cuidado com a forma como os médicos acham que devem atuar no serviço publico, principalmente os que sao protegidos pelo sindicato. Temos ue acabar com os cartéis. Se temos quem faca. Mesmo serviço por m valor menor e com melhor qualidade de serviço, porque pagar mais caro para o que, nem sempre, é feito.

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  2. Administrar por OS nao e privatizar pois o bem continua publico.Nao e segredo que principalmente na area de saude ,mas em outras areas tambem, que a administraçao direta pelo poder publico nao tem dado respostas adequadas ao contribuinte.em vista disso os governos de varios partidos e de matizes ideologicas as mais diversas tem buscado eficiencia na administraçao por OS, que tem dado melhores resultados desde que o governo estabeleça metas ,fiscalize ,repasse os recursos e nao interfira politicamente na administraçao.Lamentavelmente nem sempre isso ocorre.O que nao pode, se ver Hospitais Publicos gastarem 10,20 ou ate 30 vezes o que produzem pela tabela do SUS ou como e o caso da SANTA CASA ter cerca de 3000 funcionarios para cerca de apenas 300 leitos e a resposta e aquela que vemos frequentemente na imprensa inclusive no jornal mencionado na nota.Tambem embora seja legitimo os profissionais buscarem melhor remuneraçao devemos ter muito cuidado com os CARTEIS.

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    1. Essa discussão semântica é adolescente: como conceder, a qualquer pretexto, serviços públicos à iniciativa privada é privatizar esse serviço. Não estamos falando de venda de bens, mas de privatização de serviços. No mais não há reparo nas suas observações: o estado brasileiro tem sido de uma ineficiência espantosa na prestação de serviços de saúde e apela para as OSS que estão longe de ser o que determina o figurino e se servem,para sorver o erário através da apropriação política dos favores recebidos.

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  3. O Hospital Metropolitano funcionava muito bem com a Organizaçao de Saude ligada ao CESUPA.No entanto o governo anterior (PT)começou a nao repassar os recursos e a Cesupa padiu o distrato do contrato.O mesmo foi entao ainda no gov Ana Julia repassado a OS ligada ao ex Dep SEFER que foi recentemente transferido para a OS PROSAUDE,juntamente com o de Santarem.Maraba,Altamira,so faltando o de Redençao que dizem logo logo tambem vai pra PRO saude.Isso sim os MINITERIOS PUBLICOS deveriam fiscalizar.Dizem que tem truta na escolha.

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  4. Como eu disse as 1534 as OS nao funcionam melhor porque existe muita interferencia dos politicos .O seu partido quando mandava na SESPA em 2007(gov Ana Julia) era o primeiro a fazer isso deputado,mas bom mesmo para deputado e a administraçao direta publica pois ai os politicos mandam e desmandam.

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    1. Não está em tela o que é bom para o PMDB, para o PSDB, PT ou para os políticos em geral, inclusive eu. O que deve ser buscado é o que é bom para o usuário do sistema, e ao meu ver, tanto a má interferência política quanto a ineficiência do Estado fazem o desastre que constatamos todos os dias na saúde pública.
      Infelizmente, enquanto ficarmos nessa torcida entre a eficiência e a fisiologia, vamos estar de costas para o problema e não será possível constatar que as OSS são sorvedouros de dinheiro público tanto quanto a corrupção política: tanto um quanto o outro devem ser execrados pela população que deve cobrar, energicamente, que o Estado cuide com retidão uma obrigação que é dele.

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  5. Tirar uma OS da direçao que nao esta dando bom resultado ao povo e facil e seus funcionarios que sao CLT e nao atenderem bem basta passar no Departamento de pessoal.Tira funcionario publico que nao atende bem.NUNCA

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    1. Se você conhecesse as OSS por dentro e visse o que eu já vi e vejo, talvez você desejasse qualquer outra coisa menos essa solução que parece fácil, mas é uma falácia fundamental para o desmonte da saúde pública no Brasil para mãos particulares que lucram milhões e dividem com quem lhes acoita.

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  6. Deputado esse seu discurso e o velho chavao dos esquerdistas que hoje corrompem o pais em conluio com o velho PMDB do JADER BARBALHO.O publico e bom e o privado nao presta,mas o que vemos na pratica e o contrario.A VALE quando era estatal dava prejuizo que era coberto com o dinheiro dos impostos hoje ela da um lucro extraordinario e gera impostos este e apenas um exemplo.

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    1. Onde eu escrevi que "o público é bom e o privado não presta?” Por favor, pince isso para mim que eu postarei desculpas pelo crasso erro de opinião, pois não tenho esse pensamento. Se você quer tanger o debate pelo maniqueísmo, afirmo-lhe que para mim as coisas prestam ou não prestam independente de serem públicas ou particulares.
      Se você ler várias postagens que fiz aqui concluirá que sou um apologista das privatizações de vários serviços públicos e defensor das Parcerias Público Privadas e concordo plenamente com você sobre a Vale, embora tenha quase intransponíveis restrições a como a empresa se conduz ao explorar o subsolo nacional.
      Também já me defini em várias postagens como de orientação política de centro: o meu discurso esquerdista ficou na juventude, embora eu guarde muita coisa de bom, e de ruim dele.
      Portanto, peço-lhe desculpas, pois eu escrevi algo de forma tão pessimamente obscura que você não conseguiu entender uma linha sequer.

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  7. Certamente essa noticia veio de alguem ligado a COOPANEST, uma mafia que se sentiu prejudicada.

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  8. Vários comentários trazem as digitais lobistas. Nos primeiros dias de Pró-Sáude no Metropolitano, o que se vê na verdade é um aumento gritante da mortalidade - Fruto da arrogância e inabilidade de negociação da nova direção, gerando escalas de médicos incompletas, UTIs sem plantonistas, etc. Quanto ao grupo de anestesistas "mais barato" que assumiu, o barato sai caro. A tática já é conhecida. Deixa que eu assumo e cobro mais barato. Coloca menos profissionais para cobrir o mesmo serviço, algumas vezes só com médicos residentes "quebrando o galho" ou com 1 anestesias para várias cirurgias simultâneas, colocando em risco a qualidade do atendimento anestésico e do paciente. Além disso, com menos anestesistas, há menos cirurgias, mais superlotação na Emergência, etc, etc. Se fosse um hospital 100% público, já teria sido notícia nacional. Mas como está privatizado, ou seja lá que nome isso tenha, fica tudo encoberto. Enquanto isso, o repasse para a Pró-Saúde aumentou, em relação a OS antecessora, em quase 4 milhões de reais ao mês. É isso!

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  9. Parsifal;

    Antes que a postagem despareça da primeira página, gostaria de dar a minha opinião sobre o assunto - a qual tem muito a vêr com os próprios comentários deixados aqui.

    1. É cada vez mais evidente, que os principais problemas da saúde pública têm uma grande relação com o corporativismo dos profissionais médicos.

    2. Estes problemas acentuam-se quando se olha para este tipo de atendimento: urgência-emergência; agravos; trauma; etc.

    3. As cooperativas médicas são soluções que privilegiam o ganho de dinheiro sem a necessidade de fixar o profissional ao local - uma forma até mais vantajosa e organizada daquilo que ocorria no Rio de Janeiro, em que o neurocirurgião assinava e um outro tirava o plantão no lugar dele.

    4. Percebe-se que a ausência do médico no local de trabalho é uma desvantagem muito grande para o usuário, até maior que o benefício (teórico)de haver numa cooperativa, um ou outro médico mais capacitado para tal atendimento; ou seja: morra, mas morra com um médico ao lado tentando fazer tudo o que ele aprendeu fazer; e não morra esperando aquele "bam-bam-bam" que não chegará.

    5. No H. Metropolitano, muitos traumas deixam o interno com as mesmas sequelas que a falta de médico numa intercorrência (p.ex: anestésica) pode deixar. Sabe-se lá quantos...

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