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A síndrome da Torre de Babel que tomou de assalto a República brasileira

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Durante a apresentação do “Programa de Gestão Estratégica do Estado”, que ocorreu ontem, 13, no Hangar, o governador Simão Jatene observou uma das fragilidades que permeiam a gestão pública: a prática, anciã, de ocupar espaços orgânicos na máquina administrativa com pessoas sem qualificações técnicas para a empreitada.

É império da deformada coalisão a qual se obrigou o presidencialismo mambembe que se desenvolveu na política brasileira, em virtude da permissividade constitucional que propicia a proliferação de partidos políticos, que se espalham no tecido democrático da República como se fora uma gripe espanhola em ambiente fechado: contamina todos e não sobra ninguém.

A fanfarronice do presidencialismo de coalizão chegou a tanto no Brasil, que o Poder Executivo se dá ao desprazer de criar ambientes pseudo administrativos para agasalhar aliados que lhe garantam a governabilidade, o que, no Brasil, passou a ter uma definição cínica: satisfazer os caprichos dos que dão suporte ao governo, para que o governo possa ter os seus caprichos chancelados.

O Brasil conseguiu desmoralizar a República a tal ponto, que já colecionamos 24 ministérios e 9 secretarias “com status de ministérios”, perfazendo 33 estruturas na administração direta do governo.

Cada uma destas lajes se desdobra em centenas de balcões espalhados pela Federação. E o que se fez para apaziguar ânimos e serenar ansiedades se torna elemento de cizânia e veículo de compostagem, pois, quanto mais se estica a máquina mais ela estressa a gula da “base”.

O presidencialismo de coalizão se tornou um monstro que devora a República, pois, a mesma estrutura da União se repete nos estados e nos municípios: o Estado do Pará, para falarmos de casa, estaria bem servido com a metade dos órgãos públicos que tem, mas, com o que o governo acalmaria a “base”?

“Os partidos políticos indicam, sugerem nomes, então deveriam ser corresponsáveis”, ressaltou o governador no caminhar da sua fala de ontem.

É um ponto a ser ponderado em uma nova “teoria de governabilidade” que algum gênio da ciência política aplicada poderia elaborar, (sem um novo pacto político institucional que mude o conceito de coalizão que hoje se rega, o Brasil tende a se tornar uma potência econômica cavalgando uma República deturpada), mas, como cobrar responsabilidade política de um partido que, pelos moldes de distribuição de espaço administrativo, não detém o controle orgânico da engrenagem que deveria gerenciar?

A máquina governamental é tão retorcida que, para sistematizar a “governabilidade”, o presidente, governador, ou prefeito, distribui órgãos, que são redistribuídos à exaustão, em um processo de verticalização tão desalinhado que faria inveja ao evento bíblico da Torre de Babel: o secretário é de um partido, o adjunto é de outro, o diretor administrativo é de um terceiro, o financeiro não é de ninguém, o chefe de gabinete é de todos e salve-se quem puder.

Não há programa de gestão estratégica que resista à forma como se conduz a política nacional, daí porque a burocracia, que deveria ser a interface pela qual o poder público entregaria ao cidadão os serviços necessários, transformou-se no empecilho autônomo para que esses serviços não sejam providos.

Não me vou cansar de repetir: ou temos a sensatez e a coragem de mudar isto, ou, a história não nos absolverá.

Comentários

  1. Meu caro deputado. O que foi que o deixou tão zangado?

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  2. Ponto vira reta e virgula circunferência

    Caro Passe o Fal

    Seria ótimo se as negociações para eleição e para governabilidade fossem pautadas em uma só realidade porem com dois quesitos e uma penalidade!

    O primeiro quesito seria para dar uma oportunidade de trabalhar quem fez apoio ao eleito, entregar o espaço na integra “Porteira Fechada”

    O segundo quesito seria dar uma oportunidade do aliado trabalhar, manter um orçamento compatível ao bom gerenciamento do ofertado “ Tratamento Financeiro Igualitário”

    Penalidade perda do espaço por não cumprir as metas possíveis com as qualidades técnicas e o aporte financeiro!

    Exemplificando , O PMDB seu partido recebeu a SETRANS dentro do primeiro quesito, porem não existe sinalização do segundo com o agravante do esvaziamento , migrando responsabilidades geradoras de índices produtivos para outras secretarias,programa asfalto na cidade hoje pertence a Seop onde o Passarinho é o secretario de direito e o Pedro Abílio de fato e o Hidroviário espera algo concreto como o Porto do Espadarte para navegar ao ancoradouro da Portos e Hidrovias cujo secretario Abraão Neto tem como guru o Carlos Augusto Barbosa!

    Realmente para onde migra a meta ou o orçamento existe a rainha da Inglaterra e o Primeiro Ministro dificultando saber quem vai gerar o certo e quem vai se tornar duvidoso!

    O modelo perfeito seria ter consciência de que se fisicamente dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo, politicamente três é saturação induzida ainda existe o governador, afinal a maior reta que o Jatene imagina dispor com sua distribuição fracionada de atributos faz parte da circunferência que exigem seus eleitores, resultado catastrófico para quem achou solução distribuir pontos e segurar virgula!

    MCB

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  3. Sugestao, acabar com eleicao pro executivo e deixar so pro legislativo. O Brasil precisa dmais tecnicos e menos politicos, ou melhor, mais politico que perceba que precisa de menos politico e mais tecnica. Captou?

    Democraticamente isso e possivel, se dividir melhor a administacao em mais setores autonomos de administracao. Como Mp e a Defensoria. Alargar pra outros setore, como saude, educacao, receita, fiscalizacao e seguranca publica, comecando por ai, aqui a 20 anos o quadro sera outro.

    Independencia com controle do legislativo e mais democratico. Mas sugerir isto neste momento social e mt pra essa sociedade q ainda nem sabe q nao tem mais ditadura e discute politica como se fosse futebol.

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    1. Isto se chama Parlamentarismo, onde os ministérios têm autonomia administrativa e o primeiro-ministro tem comando político.

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    2. Não usa esse palavrão, quando tinha 12 anos, teve um debate em sala de aula e eu defendi o posicionamento do parlamentarismo e acabei vencendo as "eleições" no final, mas nas urnas até hoje chamam de doido quando falo essas coisas. Chama isso de "novidade", como marketing funciona melhor pros que não entendem a ideia.
      Os argumentos contrários a época era: se um já rouba imagina todos roubando... todos esses anos depois do plebiscito sinto que a ideia continua a mesma.

      Quem sabe daqui a mais 200 anos.

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  4. Que foi Parci vazou água o barco que vc, seu senador e seu partido embarcou? ou a fome e a sede ta demais mano? vai ver ficaram empavoados com o senado e querem tratamento diferenciados?

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    1. O texto não trata de "barcos". Refiro-me ao enorme cargueiro chamado Brasil. É claro que o Pará está nele.
      Não trato, ainda, somente, de PMDB e PSDB: trato de todos os partidos políticos do Brasil.

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  5. Mas caro deputado, o seu partido não é o primeiro a agir assim?

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    1. Não é o primeiro e nem será o último. Todos os partidos do Brasil agirão assim enquanto não houver uma mudança de mentalidade no trato da República.
      O nosso sistema político está contaminado por vontades pessoais em todos os níveis.
      A população precisa saber disto, avaliar isto e decidir se quer mudar isto.

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  6. Mas Dep. o seu partido vem fazendo isso há anos. como se muda?

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    1. Muda-se a política mudando-se os políticos. A nossa geração, (eleitores e eleitos), guardadas as exceções (que não conseguem mudar a regra), falhou.

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  7. Deputado, é verdade que o Deputado Carmona está aborrecido com o gente fina Jatene por ele não ter dado segundo dizem a este Pastor Deputado o Detran e a Secretaria da Fazenda de porteira fechada para o mesmo administrar? Se verdade, não me consta que o Deputado tenha curso de Administração para poder administrar bem estes Órgãos ou são outros motivos que todos desconhecem? O PMDB neste Governo deve comandAR 4 Secretarias e somente este Deputado querer estes dois orgãos que são as joias da coroa da rainha para si eu acho um tremendo destempero. É querer ir com muita sede ao pote!

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    1. O deputado Carmona alega que lhe teria sido prometido o DETRAN.

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  8. A tal democracia se torna inconcistente quando até o PCdoB também quer roubar, fico a imaginar o resto, o quanto roubam, já que são profissionais.

    Poucos tem bons projetos, até o Jatene,querem a grana,se fazem, nem querem saber se foi bem feito,o que interessa e o bolço com grana.

    Convenhamos Deputado, com todo respeito, mais 40 assessores para um parlamenter é chocante.

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  9. O Governo produz sua oposição entre os que gostariam de apoia-lo

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  10. Igreja do Evangelho Circular15/02/2012, 10:10

    Questao de vestibular:

    1. Porque o Dep.Carmona eh aficcionado pelo Detran?

    A. Ele adora carros
    B. Ele tem muitas multas de transito
    C. Ele teve uma revelacao divina
    D. No Detran rola mais dinheiro q na Quadrangular
    E. Todas as alternativas estao corretas

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  11. Não me consta que o Pastor Deputado Carmona tenha curso de transito para querer para si o Detran, será que não tem outro$ motivos para ele querer como disseram a "joia da coroa da rainha". É querer demais!

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  12. A história não absolverá e, o que é pior, absorverá os que a contrariam (desculpe-me, deputado, mas não resisti ao trocadilho).

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  13. Mas deputado, por favor, me explique uma coisa: não foi esse mesmo deputado Carmona que ficou com o DETRAN no governo da Ana Júlia? Não era esse mesmo Detran que terminou o Governo passado no maior prejó: foi preciso dinheiro do tesouro pra cobrir as despesas?
    Não era esse mesmo DETRAN que rolou denúncias e mais denúncias quanto a administração por um parente, parece que primo, do próprio Deputado Carmona?
    Então, deputado, como é que agora, com o DETRAN repassando dinheiro para o Executivo todos os meses, o governador Simão Jatene vai cair nessa de passar esse importante órgão de porteira fechada para o nobre deputado?
    Pra completar: não é ser muito cara de pau dizer que não apoia mais o governo por causa do cargo, relembrando em alto estilo o famoso "é dando que se recebe...".
    Pra finalizar: concordo plenamente com Vossa Exa.: ou a classe política muda a sua maneira de agir ou a população muda-se com ela. Uma coisa é certa: do jeito que está não dá pra ficar.

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  14. Ja pensou se este Deputado fosse federal, no minimo ele queria a Casa da Moeda para votar com o Governo. É ser muito cara de pau! Ele deveria e ser responsabilisado por estes deficts que tiveram no DETRAN. Está faltando seriedade no Brasil.

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  15. Em um pais sério no minimo este Deputado estaria na cadeia. Como pode explicitamente ele dizer que não está mais na base do Governo por não ter ganho o Detran e a Secretaria de Fazenda, ambas de porteira fechada segundo os blogs. Se o Governador fizesse a vontade do mesmo seria mais um caso de deixar a raposa tomando conta do galinheiro. Se o Dr. Jader Barbalho, o morubixaba do PMDB não conseguiu mais Secretarias e ou cargos para o pessoal do PMDB, como este Deputado sozinho queria tomar conta da Secretaria da Fazenda e DETRAN?

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  16. Porque este Deputado não quer a SUSIPE de porteira fechada? Porque ele só quer repartições onde rola muita grana?

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  17. O governador disse que no final do governo , quer deixar muitas obras e uma nova cultura política no Pará
    E outra frase que gostei do governador foi quando ele disse que os políticos têm que se responsabilizar pelas pessoas indicadas para assumir cargos e que governo não pode ser local para acomodar incompetentes.

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