Antes que os marqueteiros dessem as ordens aos candidatos, engessando-lhes as reações e transformando-os em simples marionetes da propaganda política, podíamos assisti-los como seres humanos normais, que revelavam seus ódios e destemperos.
O vídeo abaixo mostra o programa “Roda Viva”, da TV Cultura de São Paulo, em duas entrevistas.
A primeira, na campanha presidencial de 1994, mostra o candidato do PMDB, Orestes Quércia, batendo boca com um dos entrevistadores, porque ele ousou lhe perguntar sobre a sua evolução patrimonial.
A segunda é com Leonel Brizola (PDT), em 1986, que perdeu a estribeira quando um dos entrevistadores lhe perguntou se era verdade o seu apelido, dado por Fidel Castro, de “El Raton”.
Eu acho que era melhor assim: pelo menos era possível nos divertimos mais, e ter uma mínima ideia do temperamento do candidato que escolheríamos.
Hoje em dia, todos são absolutamente plásticos e metodicamente treinados para não dizer o que o público não quer ouvir.
Me desculpe a ignorância deputado, mas eu acho que não foram os marqueteiros que "proibiram" essa conduta e sim, a Justiça Eleitoral. Quando um fala o que o outro não quer ouvir o ofendidinho corre para pedir direito de resposta. De uma coisa o senhor tem razão: era bem mais animado e autêntico.
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