Em uma noite de plenilúnio, às margens do Rio Tocantins, o lavrador pegou a lanterna e saiu correndo de casa à busca da parteira. Sua mãe, uma teúda mameluca, ficou vigiando a esposa que se contorcia com as dores do parto. Quando voltou com a parteira, o menino já chorava ao mundo. Não esperou: simplesmente nasceu. A parteira cortou o cordão umbilical e o jogou ao Rio Tocantins. Após os serviços de praxe de pós parto, a mãe de Ismael o chamou ao quarto para ver o filho. O lavrador entrou no quarto. A lamparina o deixou ver a criança ao peito da mãe: nascera Parsifal, pensou ele orgulhoso. O lavrador pegou uma cartucheira calibre vinte, carregou o cartucho ao cano, armou e saiu à porta. O Tocantins espreitava-lhe manteúdo. Apontou a mira da vinte à Lua e disparou: era assim que os caboclos do baixo Tocantins anunciavam a chegada de um homem à família.
É um predio mal assombrado.
ResponderExcluirA foto foi tirada de onde hoje é a AMEPA, bem perto do Bob's da José Malcher. Essa praça era usada como entreposto de passageiros que vinham de fora de Belém. Percebe-se que ainda não há, na foto, imagem dos cabos elétricos do bonde, denotando que a foto deve ser ainda do final do século XIX ou, no máximo, no primeiro quinquênio do século XX.
ResponderExcluirDeputado, o que o senhor acha de desapropriar a AMEPA para reconstruir tal praça? Poderíamos, quem sabe, desalojar uma certa "casa petista" que compartilha parece com o vizinho imediato da Amepa.
O prédio pertenceu, como segundo proprietário, ao barão José Júlio, rei do gado em Almeirim/Jari e barão da borracha no mesmo lugar. Ele também tinha uma mansão na então capital federal.
ResponderExcluir17:08:00,
ResponderExcluirComo diz a canção, "o que se foi não voltará jamais".