09/01/2017

Prefeito de S. Paulo envelopa moradores de rua

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O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), com o seu programa de publicidade Cidade Linda, no qual se veste de gari e dá uma vassourada em uma praça toda semana, e depois passa o resto da manhã batendo fotos com a vassoura na mão, ao lado de garis sorridentes, inventou uma nova maneira de fazer os moradores de rua da cidade desaparecerem.

Como a maioria deles mora sob os viadutos, Doria ordenou que se instalem telas translúcidas no perímetro sob as pontes, assim quem passa na rua não vê que tem gente morando ali embaixo.

O paulistano, irreverente, já deu nome à ação: diz que o morador de rua agora está “envelopado”.

É a tucanada desvairada varrendo o que eles acham que é sujeira, para debaixo do tapete.

Um comentário:

  1. Caos na Santa Casa: falta de médicos, demanda reprimida, ambulâncias voltando da porta e grávidas parindo nos corredores, no heliponto e no banheiro.

    Volta a ser noticiado na imprensa local e nacional a crise no atendimento de gestantes na maternidade da Santa Casa de Misericórdia do Pará. Uma das causas mais aparentes é a superlotação, resultado da 'empurroterapia' praticadas pelos municípios do interior e pela administração da capital; onde a atenção básica e média complexidade também estão vivendo um caos e a falta de médicos e de tratamento precoce das doenças abastece um fluxo de demanda para capital.

    Quando uma unidade de referência é obrigada a abrir as portas para uma enxurrada de pacientes (a maioria sem indicação de alta complexidade), então não é difícil prever que haverá falta de leitos, de médicos, etc, e o comprometimento da verba que deveria ser destinada a insumos especiais, o que compromete a qualidade do atendimento em alta complexidade.

    Neste aspecto o governo Simão Jatene vai deixar um legado: hospitais grandes, destinados a atendimento de média e alta complexidade, mas que devido ao abandono da atenção básica e a moratória das UPAS e outros serviços de média complexidade acabam recebendo toda a demanda e não cumprem com os requisitos exigidos em situações especiais. Ou seja: nem uma coisa, nem outra. O estado só fez concentrar e dourar a pílula.

    Outro aspecto cr+itico também mencionado nas reportagens exibidas no portal G1 é a ausência de médicos no plantão. Enquanto a direção da casa dizia que haviam quatro, os pacientes confirmavam a presença de apenas um profissional. Quanto a este problema, em 2014 postei comentário neste espaço sugerindo ao governador requisitar as filmagens das câmeras instaladas na Santa Casa e cruzar os dados com o Portal da Transparência, para constatar que tem profissional acumulando dezenas de plantões e cargas horárias concomitantes impossíveis de serem acumuladas, entre hospitais públicos e OSs.

    Gestantes com hemorragias foram mandadas de volta para casa porque o 'protocolo' não permitia a realização de cirurgia de noite (e tem hora certa para entrar em trabalho de parto?). O que estas gestantes deveriam saber é que além de haver profissionais recebendo muito bem pelo plantão para faltar ao serviço, também também tem gente ganhando muito bem por sobreaviso gracioso para estas situações e nunca aparecem quando deviam, preferindo se justificar atrás do tal protocolo.

    Não é pouco dinheiro o que a Santa Casa gasta com plantões e sobreavisos para deixar a o público usuário em pânico. E tudo pode ser revertido com uma caneta.

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