04/05/2016

Mentiroso praticante

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A presidente Dilma, pelo menos em tese, fala sobre o senador Delcídio do Amaral com conhecimento de causa: antes dele ser um mentiroso praticante ele foi líder do seu governo e a relação entre o líder do governo e o governante beira à cumplicidade, ou o líder não consegue se desincumbir da tarefa.

10 comentários:

  1. Políticos só se conhecem quando tem algo em comum. Fora isso é só trairagem.

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  2. Interessante esta sua tese Parsifal, se entendi bem todos nós somos responsáveis e cúmplices nas ações e malfeitos dos nossos amigos, auxiliares e funcionários.
    Suponho por esta mesma lógica, que o senhor foi responsável doloso e cúmplice direto de todos os maus feitos praticados por seus subordinados e auxiliares quando foi prefeito de Tucuruí, e a em sua gestão em todos os órgãos públicos que chefiou. Muito interessante...

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    1. Eis o nosso problema semântico: deficiência absoluta de leitura e interpretação de textos no ensino básico e fundamental.
      De onde você tirou que eu tenho uma tese de que “somos responsáveis e cúmplices nas ações e malfeitos dos nossos amigos, auxiliares e funcionários?”
      Não. Você “não entendeu bem”. Aliás, você entendeu mal.
      Volte lá no texto. Lá está escrito que “a relação entre o líder do governo e o governante beira à cumplicidade, ou o líder não consegue se desincumbir da tarefa”.
      A liderança de um governo só pode ser exercida por um vereador, deputado ou senador, ou seja, tem que ser um político com mandato”, e com um líder de governo não há relação de amizade, ele não é auxiliar orgânico da administração, e tão pouco é funcionário dela.
      A sua premissa, portanto, é totalmente equivocada e se a premissa está errada, o resto do raciocínio é inservível.
      Mas eis que você atirou no que viu e acertou no que não viu. Explico:
      Exceto com relação aos amigos, por força de lei, e não por tese minha, um gestor, seja ele público ou não, pode ser considerado responsável civil e criminalmente por atos de auxiliares e funcionários com os quais tenha relação direta de hierarquia. São as chamadas culpas in elegendo e in vigilando.
      Ou seja, a lei define que se você contratou alguém, é solidariamente responsável pelos atos do contratado: você “elegeu” a pessoa e tem a obrigação funcional de “vigiar” seus atos.
      Cuidado, portanto, quando contratar alguém: vigie.

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  3. Bom a Dilma segundo o que eu entendi diz que o Delicio é mentiroso por conhecimento de causa o que é lógico pressupondo que o que ele diz é mentira. Antes de ele ser um mentiroso praticante ele foi líder do governo, ora, se ele era um mentiroso praticante é bem provável que a Dilma não tivesse conhecimento desta ''peculiaridade'' do seu caráter, supondo ainda que nem todos os políticos sejam mentirosos.
    A relação do governante com o seu líder beira a cumplicidade, concordo, mas esta cumplicidade não precisa obrigatoriamente ser irrestrita, se é que cumplicidade irrestrita exista de fato, sendo assim a cumplicidade pode existir em determinados casos e em outros não, já que a relação no caso é institucional.
    ''você “elegeu” a pessoa e tem a obrigação funcional de “vigiar” seus atos. Cuidado, portanto, quando contratar alguém: vigie.
    Pois é mais uma vez uma defesa dos políticos corruptos, como sempre a culpa é do eleitor em uma tática de defesa muito utilizada nos tribunais que é culpar a vítima pelo crime. Às vezes é, mas não faça disso uma regra, já que o eleitor pode ser enganado, alguns bandidos, até então cidadãos exemplares, só se revelam quando estão no poder.
    Penso que se não existe dolo por parte do empregador para com o crime, e caso o empregador não seja onisciente, onipresente e não possua uma bola de cristal, a responsabilidade do empregador não é moral eu penal. Imagine se o seu motorista com ficha limpa e boas referencias, estuprasse sua filha ou neta na volta do colégio e você fosse condenado solidariamente com ele por estupro? Você acha que algum Juiz o condenaria?
    Bom, mas o que me levou a comentar a matéria foi o fato de que você parece criticar a Dilma por ter confiado no Delcidio e por se defender das acusações de um sujeito desesperado pela possibilidade de ser preso, e que negociou os termos da sua delação com um judiciário empenhado em uma guerra jihadista (não vou nem citar a questão da partidarização).
    Nas masmorras do Moro o sujeito confessa o que ele quiser, confessa até que matou Tiradentes e Abel... Ainda mais se conseguir redução da pena, prisão domiciliar e ainda sair com alguns milhões escondidos em algum paraíso fiscal.

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    1. Acho que você está de troça comigo.
      O “eleger” aí nada tem a ver com eleições ou votos e sim “contratar” para exercer uma atividade funcional empregatícia e é somente nesse caso que pode haver a tipificação legal da culpa in eligendo ou in vigilando: estou falando de direito e não de política, de códigos civis e penais e não de eleição, não de culpa de eleitores ou eleitos, mas de culpas jurídicas e penais.
      Leia de novo a resposta (se é que você não está brincando). Lá está escrito que o contratante “pode ser considerado responsável” e não que ele “tem que ser considerando responsável”. A situação é analisada caso a caso.
      Mas agora eu tenho certeza que você está brincando: a culpa in eligendo e in vigilando só se dá na relação funcional. Você contrata um motorista para dirigir um carro e não para estuprar ninguém (por favor, deixemos filhos e netos fora disso), portanto você só poderia ser responsabilizado pelos atos dele dirigindo o seu carro, uma batida, por exemplo.
      Não, eu não estou criticando a Dilma e nem o Delcídio por nenhuma das razões que você achou. Eu apenas sugiro que a presidente Dilma e o Delcídio conhecem um ao outro nas mais profundas atitudes políticas, pois se a relação do líder do governo com o governante não for dessa forma, não funciona nem para um e nem para o outro.
      Enfim, para não dizer que não falei de flores, concordo plenamente com o parágrafo final do seu comentário.

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  4. Pois é pelo jeito não se conhecem, já que não funcionou, tanto que deu nessa M@#$%!!!

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  5. Se a Dilma alega que não não cometeu nenhum crime, por que a presidenta não ingressou até hoje com uma ação de calúnia no STF contra os autores de impeachment? Nesse caso, o STF teria que se manifestar se ela cometeu ou não crime de responsabilidade.

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  6. Greve Geral:

    O que diria um catedrático da fundação Getúlio Vargas que julgasse uma dissertação de mestrado de um aluno que defendesse o descontrole total de gastos de uma empresa, que se expandiu da forma mais irracional - doando ou malbaratando a sua produção para outras empresas, que deixa de cobrar seus credores ou lhes concede generosíssimos descontos, pratica duplicação de despesas em inúmeros setores, que contrata pessoas sem a menor necessidade e uma fração destas sequer precisa trabalhar, que faz terceirizações altamente deficitárias, que gasta com propaganda rios de dinheiro, e ao final sugere em seu relatório - como solução para o descalabro administrativo - tão somente o congelamento dos salários dos funcionários.

    Talvez o catedrático considerasse essa dissertação um insulto, ou um surto de demência. Talvez nem deixasse o formando terminar a sua defesa. Talvez lhe mandasse ficar calado antes de prosseguir com o apedrejamento das bases da economia e da gestão empresarial e sequer lhe deixasse falar sobre 'limite prudencial de gastos com pessoal".

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    Desde a posse em seu primeiro mandato, Simão Jatene já tem repetido milhares de vezes o argumento de que é imperioso haver "limite prudencial de gastos com pessoal", porém em nenum momento se ouviu ele falar em prudência nas isenções de impostos estaduais (que o governador faz em larga escala para captar dinheiro para o caixa-2 do partido); nunca se ouviu falar em uso do dinheiro público em campanha política e muito menos em prudência nos gastos com cheque-moradia em véspera de eleição (para evitar uma derrota anunciada pelos institutos de pesquisas); nunca se ouviu falar em prudência de gastos com propaganda nem com o aluguel de jornal nem com o 'bolsa-funtelpa-para-canais-de-tv-solidários'; nunca se ouviu falar em prudencia de gastos com o financiamento público do ócio e de sinecuras para amigos e parentes de políticos empoleirados em milhares de cargos públicos DAS; nunca se ouviu falar em prudência com gastos altamente superfaturados de serviços terceirizados.

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    Os servidores públicos estaduais devem dar uma resposta ao governador. Espero que tenham sangue nas veias e vergonha na cara, e se façam respeitar através da paralisação geral do serviço público até que governador aprenda a governar com honestidade e prudência todos os setores deste estado e não apenas a folha de salários.

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    1. O Congelamento de salário é a fórmula mágica do PSDB para todo tipo de problema na economia. Aumento da inflação, redução de receita, rombo na Previdência, para o PSDB só tem um remédio: Arrocho salarial para que os mais pobres paguem a conta e para enfraquecer os sindicatos.
      O desemprego neste caso torna-se uma necessidade para a política econômica tucana, já que não tem como congelar salário no pleno emprego, pois sem mão de obra barata e abundante as empresas são obrigadas a pagar melhores salários e os sindicatos tem mais força. O Jatene só está seguindo a sua natureza de tucano, o arrocho salarial está no DNA do PSDB.

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