26/04/2016

Não confunda rispidez com capacidade

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Há 50 anos no PMDB e um dos mais longevos políticos brasileiros, o ex-governador, ex-deputado federal, ex-ministro e ex-senador gaúcho Pedro Simon, aos 86 anos, embora aposentado, continua sendo uma das mais bem avaliadas referências da boa política nacional.

Simon é um dos defensores do novo mantra que um grupo de senadores tenta entoar na República: uma espécie de movimento “nem Dilma nem Temer”, que faria chover através de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) instituindo eleições para presidente e vice-presidente da República no vindouro mês de outubro, juntamente com as eleições municipais.

A ideia dificilmente vingará, tanto no Congresso quanto, se aprovada, no Supremo Tribunal Federal, por conta do princípio da anualidade do Direito Eleitoral, que determina que toda mudança no processo não tem vigência no mesmo ano em que que é instituída.

Para que a empreitada vingasse, seria necessário um pacto nacional, incluídos todos os partidos e o STF, ou, mais remoto ainda, tornar-se-ia um imperativo constitucional, se tanto Dilma Rousseff quanto Michel Temer renunciassem.

Mas nesse último caso, a inusitada avacalhação nacional tomaria a forma do nosso maior pesadelo: o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seria, por 90 dias, o presidente da República e comandaria, nesse período, a eleição para presidente e vice.

Menos mal ter Eduardo Cunha por três meses do que Michel Temer por dois anos? Essa é a mais perfeita tradução daquele adágio do bicho que nos come se ficarmos e nos pega se corrermos.

Mas eu acabei virando um anacoluto: o assunto da postagem seria a entrevista que o Pedro Simon deu à Folha de S. Paulo no domingo (24). Leia-a aqui.

3 comentários:

  1. A Lista Cresceu:

    A relação de estrangeiros assassinados no Pará pode ter aumentado a menos de 24 horas de um comentário postado neste blog. Desta vez foi o chinês Shin Chin Liao, em Anapu-PA. Salvo tratar-se de ação da malvada máfia chinesa, o caso vai para a pasta dos homicídios banais.

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    Crise, bandeiras tarifárias, alimentos congelados e... o pum:

    Quem vez por outra recorre a alimentos congelados nos supermercados de Belém já deve ter passado por momentos desagradáveis após as refeições. Não se pode acusar sem prova, mas aparentemente a falta de um upgrade geral nos expositores refrigerados e outras coisas (economia de energia?) podem estar afetando a qualidade do alimento congelado consumido em Belém. Onde está a vigilância sanitária municipal?

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  2. Restrição
    Em 23 de dezembro de 2015, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 17, do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), estabelecendo os limites máximos para o quadro de pessoal das empresas públicas e sociedades de economia mista onde a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.
    O limite máximo estipulado para a CODESP é fixado em 1.588 empregados, e atualmente, a empresa conta com 1.575 funcionários, considerando inclusive o Porto de Laguna, estando vagos apenas 13 postos de trabalho.
    Apenas em situações excepcionais e devidamente justificadas, deverá haver admissões na situação de acréscimo de contingente, cabendo ao gestor trabalhar com a hipótese de reposição de pessoal.PRESIDENTE É QUAL É O DA CDP GRATO, FONTE http://www.segurancaportuariaemfoco.com.br/2016/04/guarda-portuaria-tera-concurso-na-codesp.html

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  3. A rispidez reforça o contrário, quem o faz objetiva afugentar as pessoas e esconder seu despreparo, mas para PTista o despreparo é regra.

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