18/02/2016

Miriam Dutra, FHC, Brasif, Ilhas Cayman

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Em 2007, o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi acusado de receber ajuda financeira do lobista Cláudio Gontijo, que por seu turno obtinha o dinheiro de construtoras, para pagar despesas pessoais do senador, entre elas o aluguel de um apartamento e a pensão alimentícia para uma filha dele com a jornalista Mônica Veloso.

Ao que consta de matéria publicada ontem (17) pela Folha de S. Paulo, o quê de pagar puladas de cerca com o erário é uso de mais de um espectro das cores políticas nacionais.

A jornalista Miriam Dutra, que teve manteve um relacionamento extraconjugal com o ex-presidente FHC nos anos 80 e 90, declara aos quatro ventos que ele lhe arranjou um contrato fictício, de US$ 3 mil por mês, com a Brasif, que à época era a concessionária dos free shops nos aeroportos brasileiros.

Mirian confessa que "jamais pisou" em uma loja para trabalhar e que recebia o valor através da Eurotrade Ltd., empresa da Brasif com sede nas Ilhas Cayman.

A jornalista relata que, ao perguntar a FHC sobre de onde viria o dinheiro, ele confidenciou que “depositou US$ 100 mil na conta da Brasif no exterior”, para que a empresa repassasse o valor mensalmente a ela. A Folha questionou o dono da Brasif, Jonas Barcellos, que confirmou o acerto, mas “não lembra de detalhes”.

Eu não entendi essa triangularização: não seria menos trabalhoso entregar o dinheiro direto à Miriam? Ou os dólares já estavam no paraíso fiscal?

Mas como FHC é do PSDB, claro que nada será investigado, afinal, qual o problema em um presidente da República pegar US$ 100 mil, vindos não se sabe de onde, depositar em uma conta nas Ilhas Cayman, em uma empresa que tem concessões públicas federais, para pagar a sua concubina em módicas prestações mensais?

Deixemos o FHC de lado, afinal, temos que investigar o senador Renan Calheiros que, por suposto, fez algo parecido.

5 comentários:

  1. PRESIDENTE PARSIFAL
    CONTAMOS COM O SENHOR PARA QUE A PARTIR DO DIA 25 DE FEVEREIRO, CONFORME DETERMINADO PERANTE O PROCURADOR DO MPT DA 8 REGIÃO, JÁ POSSAMOS ESTAR NA FAINA DE ATRACAR E DESATRACAR NAVIOS E EMBARCAÇÕES OUTRAS NOS PORTOS DA CDP E ASSIM EVITAR MULTAS DE 5.000,00 POR DIA E POR TRABALHADOR TERCEIRIZADO ENCONTRADO ATUANDO EM NOSSOS (AUXILIARES PORTUÁRIOS) POSTOS DE TRABALHO.

    PORTUÁRIOS DO PARÁ ALCANÇAM IMPORTANTE CONQUISTA CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO
    A luta contra a terceirização é uma constante nos portos brasileiros.
    Na última sexta-feira (05), na sede da Procuradoria Regional do Trabalho (8ª Região), do Ministério Público do Trabalho, localizada na Avenida Governador José Malcher, 652 - Bairro Nazaré, em Belém-PA, foi realizada uma nova audiência, onde foi firmado o 2º Termo Aditivo ao TAC Nº 222/2005.
    A Companhia Docas do Pará (CDP) foi representada pelo Diretor Financeiro Raimundo Rodrigues E. Santo e pela advogada Maria da Conceição Cei. O Sindicato dos Portuários do Pará e Amapá (Sindiporto) foi representado pelo seu presidente Marcio Costa de Souza e pelo dirigente Dalton Beltrão Rodrigues.
    Na audiência, foi firmado um Aditivo ao Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta, onde a CDP se comprometeu a alterar o REP – Regulamento de Exploração Portuária do Terminal Petroquímico de Miramar, no que se refere ao dispositivo que autoriza o armador a utilizar o serviço de atracação e desatracação por meio de terceirizados, no prazo de 20 dias.
    A CDP se comprometeu também a não terceirizar atividades da operação da estação de tratamento de água, devendo se utilizar de empregados públicos contratados. No prazo de 30 dias, ela deverá alterar o contrato com a empresa Hidrosam para excluir do objeto do contrato, a operação da estação de tratamento de água, que representará uma redução de 54% do valor atual e anual do contrato de R$ 1.230.000,00 (um milhão e duzentos e trinta mil).
    A CDP se comprometeu ainda a realizar e finalizar até 30 de junho de 2017, concurso público com o mínimo de 15 vagas para o cargo de advogado, além de se abster até 30 de setembro de 2017, de distratar os contratos jurídicos terceirizados para fins de atendimento das necessidades de questões jurídicas contenciosas.
    Outro compromisso da CDP foi, após confirmar os contratos terceirizados dos serviços de informática, distrata-los até 05 de março de 2016, caso sejam incompatíveis com as funções exercidas pelos empregados públicos da área de informática.
    O descumprimento de qualquer das cláusulas implicará no pagamento da multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) mensais, por empregado irregularmente contratado, obrigando-se solidariamente nesse ato, o Diretor Presidente da empresa pela multa.
    * Clique aqui e veja a cópia da ata da audiência.
    - See more at: http://www.segurancaportuariaemfoco.com.br/2016/02/portuarios-do-para-conquistam.html#sthash.SDbMOpdY.dpuf

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  2. Será que desta vez vai aparecer algum promotor paulista zeloso e justiceiro para intimar a depor e abrir inquérito contra a jornalista e o ex-presidente FHC, ou mais uma vez os crimes e estripulias dos tucanos, como diz o Moro, NÃO VEM AO CASO??? Duvido que apareça algum...

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  3. Nº 33, sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016 COMPANHIA DOCAS DO PARÁ
    EXTRATO DE INSTRUMENTO CONTRATUAL
    ESPÉCIE: Termo Aditivo nº 08 ao Contrato nº 17/2011; CONTRATANTE:
    Companhia Docas do Pará - CDP; CONTRATADA: S. P.
    UNIVERSAL SERVIÇOS E COMÉRCIO LTDA - ME; OBJETO:
    Prorrogação de prazo; PRAZO: 06 (seis) meses; DATA DA ASSINATURA:
    12.02.2016; SIGNATÁRIOS: Parsifal de Jesus Pontes e
    Raimundo Rodrigues do Espirito Santo Júnior, respectivamente Diretor
    Presidente e Diretor Administrativo-Financeiro da CDP e Felix
    Melo de Sousa, Sócio Administrador da Contratada.

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  4. Francisco Màrcio19/02/2016 08:45

    Vossa Excelência é muito ciumento. Deixe o FHC, isso é intriga da oposição, e veja só, foi a FOLHA que deu início à matéria - e V. Exa ainda diz que a FOLHA é pessedebista?!?

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  5. Quem iniciou a conversa foi a revista/tabloide Brazil com Z.

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