11/01/2016

Seria a bomba H o mais novo brinquedo do caricato ditador da Coreia do Norte?

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A maioria dos especialistas duvida que a Coreia do Norte tenha capacidade para detonar uma bomba de hidrogênio, como anunciou Pyongyang na última semana.

Kim Jong-Um adora brinquedos que explodem e o modelo teórico para a construção de uma bomba nuclear não é exatamente aquela especulada parte do Terceiro Segredo de Fátima que, dizem as más línguas da Santa Sé, foi subtraída na revelação, portanto, o quê da questão não é se o garoto tem a bomba H, mas se ele, de vera, tem uma bomba atômica para chamar de sua.

E por que a pergunta regressiva? Por que a bomba A é o artefato detonador da bomba H e se Pyongyang de fato já domina a fissão nuclear (tecnologia da bomba A), detonar a fusão nuclear (tecnologia da bomba H) é “apenas” o próximo passo, antes porque a tecnologia de fusão nuclear, assim como a de fissão, não é nova.

A fissão foi carenada em duas bombas A, que os EUA, em 1945, despejaram sobre território japonês, fazendo com as populações de Hiroshima e Nagasaki o que Hitler fez com os judeus na Alemanha. A diferença foi apenas numérica e o fato de os norte-americanos terem pulado a etapa dos campos de concentração.

A segunda, embora nunca usada em operações bélicas, foi apresentada ao mundo, em 1952, pelos EUA, na base de testes nucleares no atol de Eniwetok, nas Ilhas Marshall. A detonação da primeira bomba H liberou o equivalente a 10 milhões de toneladas de TNT, o que equivaleu a algo como 700 vezes o poder de destruição da bomba de Hiroshima.

Para não ficar por baixo, em 1961, a então União Soviética respondeu com uma bomba H maior que aquela dos EUA: o experimento soviético liberou 50 megatons.

Depois dessas duas avalanches de testosterona nuclear, a bomba H foi guardada nos escaninhos da estupidez humana até que Kim Jong-Um disse ao mundo que detonou uma nos seus domínios e, embora os tremores captados da explosão possam ter sido causados por 2 milhões de toneladas de TNT enterrada, os especialistas se viram para saber se ele mente ou fala a verdade.

Os modelos físicos-matemáticos da explosão por fissão ou fusão estão na internet. O problema é instalação fabril e os insumos nucleares devidamente enriquecidos para a linha de produção, o que não é fácil de conseguir, mas não impossível de comprar no submundo armamentistas.

E o que a tecnologia não conseguiu ainda foi dominar a energia liberada pela fusão nuclear, uma vez detonada. Para se ter ideia do tamanho da confusão, a fusão nuclear é a reação que ocorre no núcleo das estrelas quentes, como o Sol, para gerar energia, mantê-las vivas e fornecê-la para os sistemas planetários.

Mas para “simplesmente” forçar a fusão do deutério com o trítio, deixar o circo pegar fogo e ficar tocando arpa a uma distância segura do estrago, sem precisar fazer aceiro, pelo sim, pelo não, é hora de quem tem juízo no mundo verificar se, mesmo, Kim Jong-Um, além de ter um harém de jovens de até 16 anos, não está sentado sobre artefatos nucleares capazes de detonar uma bomba H.

Um comentário:

  1. é por causa d porcarias como essas que muitos são incrédulos.

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